Muito pelo Contrário

01/01/2010

Luto pela Justica Brasileira

Arquivado em: politica — fscosta @ 12:07

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“Eu apoio. Apoio pra valer. Vamos encher varias Kombis e bater na porta do STF. Que tal?”

Via PHA

Agora, vcs já imaginaram se não fosse o Lula e fosse outro  político (eg.: Chavez, Uribe, FHHC,  Gilmar Mendes, etc) no poder? Com uma aprovação que beira a unanimidade na Política (72% de aprovação)? Com o Judiciário e o Legislativo nessa situação? Pois é.

Pensar enlouquece, pense nisso.


Abaixo, o artigo da Janice Ascari, que merece ser repetido, repassado, enviado por email, twitter, orkut.

Folha de S.Paulo – Opinião: A Justiça na UTI – 24/12/2009

OPINIÃO

A Justiça na UTI

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30/12/2009

Serra e Kassab tem doação garantida da Ford nas proxima eleições

Arquivado em: etc, politica — fscosta @ 21:50

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Alon :: “A soberba do ano-novo”

Arquivado em: politica — fscosta @ 00:17
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“O diabo é o salto alto”

Bom eu falei semanas atras sobre os riscos para a Dilma e o PT. O Santayana tb. O Alon tb. Então não vai ser por falta de aviso, né?

O que o PT tem que entender claramente, e desde já, é que o Lula vai dar uma mãozona em 2010, vai praticamente colocar a Dilma no segundo turno, e que a candidata tem que fazer é não tropeçar e errar demais, e o PT é que tem articular estrategicamente uma forma de ganhar, ideologicamente, os eleitores do centro. Além disso, geograficamente, resolver a equação mineira, e pelamordedeus né? Se sair bem tb no Sul, onde o PSDB está arrasado. Eu acho que o horário eleitoral gratuito resolve a questão das mulheres e mais jovens.

Mas aonde vc vê (lê) as pessoas da esquerda discutindo isso? O que se vê por ai é um bando de bobocas achando que reverberar os defeitos do PSDB e do Serra pros paulistas vai faze-lo perder alguns pontos. Não vai. Como em minas o Aécio não perderia. Ou o Lula no Nordeste.

Esses locais estão consolidados, pouca coisa vai mudar. Enfim, ganhar o centro é o objetivo principal, afinal as derrotas do Lula serviram pra provar uma única coisa: que a esquerda não ganha as eleições sozinha.

Então, vamos baixar a bola, né?

Blog do Alon

A soberba do ano-novo (29/12)

Desqualificar a crítica pode ser útil a Lula. Mas será também útil a uma Dilma que precisa, urgentemente, aglutinar para buscar a maioria?

Quatro anos atrás, uma parte da oposição cruzou o ano-novo à beira da euforia. Luiz Inácio Lula da Silva e o PT pareciam batidos de véspera, supostamente feridos de morte pelos escândalos do 2005 que terminava. A economia tampouco mostrava exuberância suficiente para arrastar o cidadão a votar de olhos fechados na reeleição do presidente. Tratava-se apenas de escolher quem iria derrotar Lula e devolver o poder ao PSDB.

Escrevi “uma parte da oposição” para fazer justiça. Os mais profissionais entre os tucanos já anteviam que a disputa seria dificílima, que o Lula candidato à reeleição seria um osso duríssimo de roer. Mas onda é onda, especialmente na assim chamada opinião pública. Quando a onda vem, a prudência aconselha os políticos a não baterem de frente. Ou o cara pega a bichinha de jeito ou mergulha. Quando 11 em cada dez sabichões proclamavam a “morte do PT” em 2005, deram-se bem os caciques da oposição que decidiram mergulhar.

Um comportamento habitual entre políticos, jornalistas e torcedores é confundir a realidade com o desejo, tomar a nuvem por Juno. Acontece agora no PT. Uma pesquisa eleitoral feita imediatamente após o programa de tevê do partido deu Dilma Rousseff alguns pontinhos acima. Deu também um crescimento interessante dos votos espontâneos na ministra. Do outro lado, José Serra continuou onde estava, entre 35 e 40% das intenções estimuladas.

Os números foram razoavelmente bons para Dilma. A ministra vai superando paulatinamente o desafio de se tornar conhecida, 80% dos eleitores já dizem saber quem ela é. E o atributo de “candidata de Lula” dá o esperado gás para deixar na poeira o “concorrente interno”, Ciro Gomes (PSB). E o que mais? Mais nada. Na simulação de segundo turno, Dilma ainda está 15 pontos atrás de Serra, enquanto quase sete em cada dez eleitores dizem ser indiferentes ao fato de um candidato fazer oposição a Lula.

Com parte do petismo aderindo alegremente ao “já ganhou”, Serra e o PSDB estão a ponto a colher um presente de ano-novo. Parecido com o que o PT recebeu na passagem de 2005 para 2006. Quer presente melhor na política do que a soberba do adversário?

O que as últimas pesquisas mostraram de diferente na corrida sucessória? Nada. É impensável que a candidata de Lula fique fora do segundo turno, mesmo que a polarização aconteça no primeiro. E a diferença no mano a mano entre ela e Serra vai cair ainda mais. E se o PSDB conseguir fazer convergir os ativos político-eleitorais nos maiores estados estará bem posto para disputar com chance de vitória.

Aliás, para sorte do PSDB, até em alguns lugares onde o tucanismo vai mal, como no Rio Grande do Sul, o cenário ensaia uma base política vitaminada para Serra.

Há os políticos bons de agitação e há os bons de raciocínio. Quando alguém é craque nas duas coisas, como Lula, estamos diante de um fenômeno. O problema é que o culto à personalidade do presidente ameaça cegar. Bastou uma pesquisa razoável e o petismo já subiu no salto alto. Onde mesmo está o PT maravilhosamente bem colocado para a sucessão estadual? No Acre. Quais são os números a indicar que Dilma rompeu a barreira do um terço do eleitorado que gosta do partido? Por enquanto, número nenhum.

O endeusamento do presidente e a fé tão incondicional quanto interessada no líder funcionam como polo de aglutinação nesta reta final de mandato, um antídoto contra a expectativa da perda de poder. São úteis para levar o barquinho ao porto. Daí que Lula estimule sistematicamente essa deformação de comportamento. Quem o critica é porque “está contra o Brasil”, “não gosta de pobre” ou “não suporta a ideia de um simples torneiro mecânico ter dado mais certo do que os doutores na Presidência da República”.

Blá-blá-blá. O governo tem qualidades e defeitos. E a mitologia? Ela serve a um Lula que conta os dias para fazer companhia aos antecessores nos livros de História. Pode servir também, até certo ponto, a uma Dilma que precisa ganhar musculatura. Mas em eleição presidencial não basta ter muitos votos, é preciso buscar a maioria. Será que na hora “h” esse discurso primário e excludente vai dar conta?

Em 1989, 1994 e 1998 não deu.

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A mídia brasileira e o transtorno obsessivo compulsivo do “nega”

Arquivado em: politica — fscosta @ 00:02

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“Fulano nega isso. Siclano nega aquilo.”

Se tem algo que me cansou na falida mídia brasileira (como não gosto de generalizações, eu prometi não usar o termo PiG, mas sinceramente, está cada vez mais difícil) é o que eu chamo T.O.C. da negação.

Estou acompanhando essa notícia de hj e é exemplar. A maioria dos jornais fizeram uma cobertura decente do discurso do Presidente. Ai vem o Estadão vem e coloca que o Presidente negou favorecer aliados.

Oras, uma inversão do que foi dito. Transformou um fato positivo em negativo, e a posição republicana de tratar bem não só aliados, como tb a oposição, e que só um verdadeiro estadista tem coragem de fazer, agora virou uma posição defensiva, que parte da premissa que existe algo errado antes da fala.

O grande problema disso tudo é que, apesar de uma minoria ainda acreditar nessa manipulação (como acreditaram nas “trapalhadas da COP15″) é crescente a quantidade de gente que se enoja com isso.

É uma pena, afinal, não existe democracia sem uma imprensa decente e atuante.

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29/12/2009

Azenha :: “Porque estimular Ciro e Requião”

Arquivado em: politica — fscosta @ 12:33
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“Qtos candidatos a Presidente vamos ter?”


Concordo (parcialmente) com o Azenha. Até comecei a escrever sobre como Schumpeter analisa essa disputa no “mercados de votos” que é a eleição.

Acho que principalmente o Ciro tem um papel crucial de evitar uma guinada à direita nas eleições. Já o Requião acredito principalmente que pode contrabalancear o cenário dentro do PMDB e se, por algum acaso, algum panetone perdido acertar o Temer ele pode disputar a vice com o Meirelles.

De qualquer forma o pior cenário seria com somente os dois candidatos, Dilma e Serra (PT e PSDB) e a Marina (PV) como única independente. Uma situação de muito risco para a esquerda.

Gostaria de uma “cédula” com 5 ou 4 candidatos (excetuando os “pequenos”).

Porque estimular Ciro e Requião – Vi o Mundo – O que você nunca pôde ver na TV

Atualizado em 25 de dezembro de 2009 às 16:58 | Publicado em 24 de dezembro de 2009 às 13:53

por Luiz Carlos Azenha

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28/12/2009

Filme sobre Eliezer Batista, pai de Eike Batista, põe o dedo na ferida da Vale

Arquivado em: economia, politica — fscosta @ 18:42
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O controle da Vale foi vendido por 3,33 bilhões de reais – um preço ínfimo sob qualquer ângulo de análise. Hoje o lucro da mineradora em apenas três meses costuma ser superior ao valor desembolsado pelo consórcio formado por BNDES, fundos de pensão, CSN, Opportunity e NationsBank para arrematá-la


Filme sobre pai de Eike põe o dedo na ferida da Vale – Portal EXAME

Filme sobre pai de Eike põe o dedo na ferida da Vale

Documentário Eliezer Batista – O Engenheiro do Brasil traz bastidores importantes sobre a privatização da Vale e ainda ajuda a mapear o DNA do bilionário Eike Batista

Por João Sandrini | 03.12.2009 | 08h58

Esqueça Lua Nova, 2012 ou qualquer outro blockbuster em cartaz. Para quem se interessa por economia e negócios, o filme mais interessante nos cinemas é Eliezer Batista – O Engenheiro do Brasil. É verdade que a fita, vista por apenas 350 pessoas no final de semana passado, o primeiro de exibição, comete boa parte dos pecados capazes de estragar qualquer documentário. A produção foi paga pelas empresas interessadas na divulgação da história. Os depoimentos de amigos são óbvios e excessivamente elogiosos. A própria família se encarrega de contar boa parte do enredo. A narração dos acontecimentos é feita de uma maneira quadradona.

Mas cabe ao próprio Eliezer salvar o filme e justificar o dinheiro do ingresso. O empresário, pai de Eike Batista, foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento do Brasil no século passado. Como presidente da Vale na década de 60, desenvolveu o plano logístico que o possibilitou ao Brasil tornar-se um grande exportador de minério de ferro ao Japão – apesar de a distância percorrida pelo produto nacional ser sete vezes maior do que a do minério dos concorrentes australianos.

Como engenheiro, teve participação decisiva na construção da Estrada de Ferro Vitória-Minas, do porto de Tubarão (ES), da ferrovia entre a mina de Carajás (PA) e o porto de São Luís (MA) e do porto de Sepetiba (RJ). Em um país tão carente em infraestrutura, apenas essas obras já seriam suficientes para comprovar sua capacidade de realização. Mas Eliezer também ajudou na criação da Aracruz, que no início de 2009 se uniu à VCP para formar a maior empresa de celulose do mundo, e foi ministro nos governos – mal-sucedidos – de João Goulart (1961-64) e Fernando Collor de Mello (1990-92).

Além do papel de protagonista na formação econômica do país, Eliezer mostra, na fita, características humanas bastante raras no meio empresarial. Sempre bem-humorado, apresenta uma enorme capacidade de rir da vida e divertir aos próximos. Ao mesmo tempo, revela, em alguns de seus depoimentos, sensibilidade suficiente para emocionar os corações mais capitalistas.

Conhecer o personagem também ajuda a mapear o DNA de Eike Batista. Dono da conta corrente mais gorda do país, o bilionário é hoje capaz de reunir investidores para seus projetos como nenhum outro manda-chuva do mercado financeiro brasileiro. Obviamente muitos dos conhecimentos técnicos sobre mineração e logística que o ajudaram a construir seu império foram herdados do pai. Ao longo dos 84 minutos do filme, também fica claro que Eliezer transmitiu ao filho ensinamentos importantes sobre a gestão e o financiamento de projetos – os próprios espectadores podem tirar da fita ensinamentos para suas carreiras.

O ponto mais alto do filme, no entanto, é a discussão sobre a privatização da Vale. Apesar de ter a mineradora como um de seus patrocinadores e de contar com depoimentos bastante elogiosos do presidente da empresa, Roger Agnelli, o documentário não deixou de colocar o dedo nessa ferida – que ainda não cicatrizou totalmente 12 anos após o leilão. Assim como já havia declarado Eike em entrevistas recentes, Eliezer também defende que a Vale, além de buscar o lucro, sirva de instrumento para o desenvolvimento do Brasil. Mas ele vai além e não esconde sua convicção de que a decisão do governo Fernando Henrique Cardoso de vender a mineradora teria sido equivocada.

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2010 :: Pesquisa mostra riscos para tucano José Serra

Arquivado em: politica — fscosta @ 07:37
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Pesquisa mostra riscos para tucano José Serra – Nacional – Estadão.com.br

Wilson Tosta

Um exame cuidadoso da última pesquisa DataFolha dá uma boa pista sobre os motivos que levam o governador José Serra (PSDB) a não sair candidato desde já à Presidência da República. Não se trata, porém, de olhar o que já aconteceu – a notável ascensão de Dilma Rousseff (PT), que em quatro meses cresceu de 16% para 23% (ainda que em cenário de candidaturas diferente do anterior). O problema está no que pode estar por vir, provável motivo de preocupação de Serra e do adiamento da sua entrada na campanha pelo Planalto.

Primeiro, é preciso uma explicação. Uma regra não escrita do jogo eleitoral diz que, quanto mais distante a data do pleito, mais a pesquisa mede conhecimento de nome e menos avalia intenção de voto. Em um cenário assim, quem é mais conhecido leva vantagem, o que faz políticos que disputaram eleições recentes terem bom desempenho, com lideranças folgadas no início da campanha, por causa do recall, recordação do pleito anterior. O problema é sustentar a dianteira, o que nem sempre é possível.

No início de 1994, por exemplo, o recall de 1989 dava a Luiz Inácio Lula da Silva a primeira colocação absoluta nas sondagens da disputa presidencial, com 45%. Fernando Henrique Cardoso amargava metade disso, mais ou menos. Alguns meses depois, deu-se a virada. E FHC venceu no primeiro turno, cavalgando o Plano Real no auge do sucesso.

Outro esclarecimento: é regra entre políticos experientes que quem lidera pesquisas muito antes da eleição joga para esfriar a campanha. Interessa-lhe prolongar ao máximo a situação em que seu nome, mais conhecido, lidera. Fazer campanha, portanto, é obrigação de quem está atrás na corrida.

Com essas duas premissas, examinemos duas sondagens do DataFolha, feitas de 14 a 18 de dezembro e divulgadas dia 21. Uma estudou a popularidade de Lula, que obteve 72% de bom e ótimo como avaliação de governo. Alguns dados: o presidente conseguiu seus melhores números dessa avaliação na faixa de 25 a 34 anos (76%), entre quem tem até o nível fundamental de educação (74%) e quem ganha até cinco salários mínimos de renda familiar (73%).

Já a candidata de Lula, Dilma Rousseff, no cenário mais provável (no qual disputaria com Serra, Ciro Gomes e Marina Silva) tem índices bem diferentes. Entre quem tem 25 a 34 anos, obteve 25% de votos, 1/3 da avaliação do presidente na faixa. No eleitorado com até o ensino fundamental completo, teve 21%, quase 1/4 da popularidade de Lula no mesmo grupo.

O desempenho de Dilma melhora à medida em que aumenta o número de anos de estudo dos eleitores (25% entre quem tem até o ensino médio completo e 29% entre quem tem até o superior completo). Na renda, Dilma tem 23% entre quem ganha até cinco mínimos, mas no grupo de cinco a dez salários vai a 24% ; no com mais de dez, 30%.

Mais um dado a ser considerado: do total dos eleitores, 41% dizem só conhecer a ministra de ouvir falar, e outros 20% afirmam não conhecê-la. Já Serra é mais conhecido: 33% dizem apenas ter ouvido falar do governador e apenas 7% admitem que não o conhecem.

Algumas conclusões são possíveis. Uma é que Dilma cresceu em todas as faixas, mas avançou mais na elite mais escolarizada e com melhor renda – portanto, mais informada. Isso dá à ministra uma boa plataforma de largada entre os formadores de opinião, que pode lhe ser útil no futuro. Mas nas classes mais pobres e menos educadas, com menos acesso à informação e para quem a eleição ainda é algo distante, Dilma cresceu menos, provavelmente por ser menos conhecida.

Agora, com todos os dados, pensemos em Serra. Interessa-lhe adiar ao máximo o início da campanha porque, uma vez iniciada, ela desencadeará na maioria do eleitorado mais pobre o impulso por procurar um candidato. Isso diminuirá o peso do conhecimento do nome, que beneficia o governador; as pessoas tenderão a prestar atenção ao processo para escolher em quem votar. E, como Lula é muito popular entre os mais pobres, o movimento natural é que esse eleitorado procure o postulante de seu governo à sucessão e encontre Dilma.

Tudo isso torna pouco provável que, antes de deixar o cargo em abril, o governador de São Paulo saia da toca para, na caravana dos sonhos tucanos, pedir apoios pelo País, iniciando sua campanha, como quer o PSDB. Para Serra, interessa prolongar ao máximo o momento em que se mede mais o conhecimento de nome, para depois tentar se manter na frente e vencer.

Até agora, a estratégia deu certo: Serra lidera, com 37% no DataFolha, apesar da ascensão de Dilma. Resta saber se ou até quando essa situação se sustentará, ante o crescimento potencial da ministra.

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Wake up

Arquivado em: etc — fscosta @ 07:01

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24/12/2009

Jack Bauer interroga o Papai Noel (legendado em portugues)

Arquivado em: etc — fscosta @ 20:19

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via  Hermê

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Vale a pena Ler de novo :: “A verdadeira história do Papai Noel”

Arquivado em: etc — fscosta @ 20:09
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“ho, ho”


 verdadeira história do Papai Noel | Pedro Doria

Argentina · Brasil · EUA · Europa · História · Igreja Católica · Pop · 24/12/2007 – 05h13 – 38 Comentários

Por um tempo, em NoMínimo, tomei o hábito escrever algo de diferente para cada Natal. Continuando a série de republicações, esta é a verdadeira história do Papai Noel, que saiu no 25 de dezembro de 2004.

Feliz Natal a todos!

Papai Noel com bochechas rosadas e sorriso bonachão nasceu num poema anônimo, publicado no New York Sentinel, jornal que não existe mais, no 23 de dezembro em 1823. Chamava-se São Nicolau, ainda, era um elfo baixinho, carregava seu saco de presentes com o qual descia chaminés abaixo. Ali já estava a costura de um santo católico com mitos nórdicos. Tem três pais modernos: o poeta anônimo, um mordaz cartunista político analfabeto e um desenhista publicitário conhecido pelas moças seminuas pin-ups que traçava.

De origem mesmo, Papai Noel é personagem histórico, São Nicolau. Cinco santos católicos tem este nome, um deles papa. Do original, São Nicolau de Bari, pouco se conhece. Nasceu em Lícia, que hoje fica na Turquia, em finais do século 3. Órfão de pais ricos, peregrinou pela Palestina e Egito, abraçou o cristianismo. Era uma época tumultuada, finais do governo de Diocleciano, quando seguir Cristo já era atividade popular mas ainda coisa perseguida. Jovem ainda, Nicolau sacramentou-se padre e foi feito bispo de Mira, sua região natal.

Ficou preso e provavelmente foi torturado muitos anos até que ascendeu ao trono romano Constantino, em 306, que posteriormente cristianizou o império, em 312. Tempo de rancores – era preciso lidar com a turma que renegou Cristo para evitar a prisão; inventaram o sacramento da confissão por conta. Carecia também gerenciar o conflito entre o imperador e o papa Silvestre I, que disputavam o comando da Igreja. E, sobretudo, alguém precisava decidir o que afinal era Jesus Cristo.

Em 325 fez-se a primeira reunião de todos os bispos para afinar o discurso no Concílio de Nicéia. Nicolau era um dos defensores da tese da trindade – de que Cristo era Deus – e seu lado terminou por vencer o grupo que o via como um profeta, um homem entre homens. Os bispos decidiram também que evangelhos entravam na Bíblia e afastaram o cristianismo do judaísmo original, abolindo o sábado como dia de descanso e adotando o domingo, incluindo-se aí uma nova data para a Páscoa.

No entanto, ele é um santo embaraçoso para a Igreja contemporânea – na Enciclopédia Católica oficial, põe-se em dúvida até se participou ou não do concílio. Nem todos os bispos foram, só a maioria. Mas o bispado de Nicolau incluía a Anatólia, local do concílio – por que estaria ausente duma reunião em casa? Só que é embaraçoso: os milagres lhe atribuídos são um tanto incríveis e a Igreja implica com o encontro da religião com crendice popular. Uma vez, por exemplo, São Nicolau caminhou pelas águas do mar para salvar um pescador que ia afogando.

Chaminés e presentes

Seu feito mais lembrado é a história de um pai muito pobre que via suas três filhas chegando à idade de casar e não tinha dinheiro para o dote; sem marido, teriam de prostituir-se para viver. Nicolau, com sua roupa vermelha de bispo, rondou a casa à noite com três saquinhos de ouro; abriu a janela do quarto da primeira filha e depositou um; fez o mesmo no quarto da segunda e, como a terceira dormia na sala, jogou-o pela chaminé. O saquinho caiu dentro de uma meia que estava secando à lareira. Papai Noel, de barba branca, vestes rubras, com direito a meias e lareiras.

Apesar da ranzinzice católica, é um santo popularíssimo. Há mais igrejas erguidas em seu nome, na Europa, do que a cada um dos apóstolos individualmente. É o santo padroeiro da Grécia e da Rússia como o era de Nápoles, Sicília e Lorena em seus tempos de independência. Os restos mortais do santo foram transferidos para a Itália em 1087 e estão depositados numa igreja em Bari – daí São Nicolau de Bari. É padroeiro dos pescadores, dos banqueiros e dos penhores – o ícone das casas de penhora, três bolas, remetem às três bolsas de ouro.

É muito antiga a tradição de trocar presentes nesta época do ano. Na Europa latina, ficou por conta do 6 de janeiro, Dia de Reis. Mas na Europa do norte assumiu-se o 6 de dezembro, data da morte de São Nicolau. Foi Martinho Lutero, em sua luta contra os santos que instituiu o protestantismo, quem mudou isso. Em sua Alemanha natal, transferiu a data para o dia 25 e fez com que dissessem que era homenagem a Christkind, o menino Cristo. Na Inglaterra, assumiu no vácuo uma imagem pagã, um sujeito vestido com manto verde, coroa de ervas e barba castanha – Father Christmas, Pai Natal, que aparece como o Espírito do Natal Presente no Conto de Natal de Charles Dickens. Lutero fracassou na Holanda. O 6 de dezembro ainda é um dos parcos e mais importantes feriados nacionais.

Ainda hoje, com suas barbas brancas, o hábito vermelho e chapéu de bispo, atores vestidos de São Nicolau passeiam no início de dezembro por Berlim, Amsterdã, Copenhague e arredores.

De certa forma, Papai Noel é invenção holandesa: Sinter Klaas, São Nicolau em sua língua. Quando vieram assumir o controle de parte do nordeste brasileiro, em 1630, os homens de Maurício de Nassau trouxeram Sinter Klaas e mantiveram a tradição de que crianças deveriam ser presenteadas no dia de sua morte. Quando foram expulsos em 1654 e tomaram o rumo de Nova Amsterdã, na América do Norte, levaram seu dia sagrado – com o bispo generoso junto. E é aí que a fábula moderna começa a tomar sua forma pelas mãos de três homens.

Os dois primeiros pais de Noel

O poema foi publicado anônimo num jornal de Nova York em 1823. Chamava-se ‘Twas the night before Christmas – “Era a noite anterior ao Natal; em toda a casa nenhuma criatura movia, nem mesmo um camundongo. As meias, penduradas na chaminé com cuidado, indicavam a esperança da vinda de São Nicolau.” Durante muitos anos, foi atribuído ao teólogo Clement Moore mas, recentemente, decidiu-se que o autor é o poeta romântico Henry Livingstone, conhecido pelos versos ligeiros.

São doze estrofes, uma graça de poema para crianças, e muito do clima do Natal holywoodiano está ali. Descreve um pai de sono leve que, enquanto mulher e filhos dormem, percebe que algo aterrissou no telhado – então alguém desce pela chaminé, sai todo sujo de fuligem. “Seus olhos, como brilhavam! Suas rugas, quão felizes! Suas bochechas, como rosas, seu nariz como uma cereja e a barba branca como a neve … Ele era gordinho e bonachão, um elfo feliz.” O poema foi recebido com tal gosto nos EUA que não houve Natal em que não tenha sido republicado desde então.

Livingstone era de família holandesa chegada na região no tempo em que Nova York era Nova Amsterdã, menos de um século antes. São Nicolau persistia na tradição da comunidade holandesa, mas era só entre eles. A esta altura, Nova York já tinha a cara do caldeirão de culturas européias e negras que produziu a cidade mais cosmopolita do mundo. E, de alguma forma, São Nicolau tomou ali a forma de elfo.

Toda a Europa tem lendas de gente pequena que varia de todas as formas: leprechauns, duendes, elfos – gente boa ou má, mágica ou não. O elfo do poema é um tomte sueco, do tipo anão de jardim que inspirou Walt Disney em sua Branca de Neve, bonzinhos e corados. Não é coisa holandesa mas de alguma forma, na mistura novaiorquina, assim ficou no poema, quebrando a sisudez do bispo católico e estendendo o fascínio pelo santo.

Thomas Nast veio criança para os Estados Unidos. Seus pais, alemães pobres, não sabiam o que fazer com o filho incapaz de estudar – talvez fosse disléxico, pois inteligência jamais lhe faltou. Ficou anos na escola e jamais aprendeu a ler. Mas desenhava horrores. Quando a Guerra Civil norte-americana estourou, a imprensa local cresceu por conta da ansiedade de saber notícias dos filhos e maridos na luta ao sul. As cenas de batalha de Nast, encravadas em madeira para impressão nos jornais, fizeram com que sua carreira deslanchasse. Publicava, principalmente, na Harpar’s Weekly, que ainda circula hoje, mensal, com o nome Harpar’s Bazaar.

Seu primeiro Papai Noel saiu na edição do Natal de 1862. Tinha feito sua mulher ler e reler ‘Twas the night before Christmas para inspirá-lo. Outras imagens do santo já haviam aparecido aqui e ali, mas a habilidade de Nast lhe permitia captar o clima mágico do poema como nunca dantes. A lareira com as meias penduradas, o elfo bonachão, uma certa felicidade ingênua. Fumava cachimbo e não tinha mais chapéu de bispo, substituído por um gorro. (Qualquer semelhança com o saci, de pito e carapuça, não é mera coincidência – têm a mesma origem no imaginário.)

Nast também tomou certas liberdades. Fixou residência de Sinter Klaas, já americanizado para Santa Claus, no Pólo Norte – não seria de nenhum país. Providenciou-lhe também uma fábrica de brinquedos na qual outros elfos, como ele, trabalhavam. E, se São Nicolau sempre andara a pé pelas ruas ou a cavalo, Thomas Nast decidiu que renas voadoras puxando-lhe um trenó eram mais adequadas. Estas, ele deve ter pescado da lenda finlandesa do Pai Inverno, o velho que anda de casa em casa e, quando bem recebido, provê para que a temperatura seja amena à família. Por fim, Nast decidiu que nem toda criança seria presenteada. Só as boazinhas.

Thomas Nast era mordaz na caricatura dos candidatos à presidência que não apoiava – e elegeu todos com quem simpatizava. Foi num cartum seu que pela primeira vez apareceram o burro, representando o Partido Democrata e o elefante, dos Republicanos. Inventou também o circuito de palestras para clubes e associações que até hoje sustentam jornalistas conhecidos. Durante 24 anos, publicou 76 imagens de Natal. Ele, que jovem custou a dominar o inglês, morreu rico, embaixador dos EUA no Equador, em 1902.

O marketing de Natal

Os entalhes de Nast e o poema de Henry Livingstone criaram um dos primeiros fenômenos da propaganda. Na década de 1880, uma loja de Boston contratou um ator para vestir-se de Papai Noel – era um escocês que adorava crianças e atiçou filas dia após dia de pessoas que ouviam de sua presença e traziam seus filhos dos lugares os mais distantes, pegando trem, enfrentando horas de viagem. A notícia de que o truque funcionava atravessou o Atlântico e, na década seguinte, na Inglaterra, Pai Natal – de verde e moreno, igualmente bonachão – passou a bater ponto no comércio.

A Coca-cola adotou o Papai Noel em suas propagandas nos anos 20 do século passado – era só mais uma empresa atacando o filão conhecido e rentável. Mas custou a dar certo. A empresa, já grande e de escopo nacional, trabalhava com uma penca de agências publicitárias concentradas em Chicago. Em 1931, repassou sua propaganda de Natal para o estúdio de Haddon Sundblom, um dos mais talentosos ilustradores de sua geração, comparável a Norman Rockwell e Alberto Vargas.

Sundblom era um sujeito alto, 1,92m, dono duma voz grave do tipo que se impõe em quaisquer discussões. Pintava a óleo e acrílico, sua especialidade eram as nuances de luz num ambiente escuro. Baseava-se sempre em modelos vivos: sua mulher, seus filhos, vizinhos – quem fosse. Entre seus feitos, o sujeito no rótulo das aveias Quaker. E também, nos anos 40 e 50, pin-ups – a sensualidade, biquínis curtos para o tempo, moças curvilíneas. A impressão a cores na capa e contracapa de revistas como a Seleções de Reader’s Digest popularizava-se nesta época e os outdoors já seguiam espalhados pelo país.

Papai Noel era seu vizinho: Lou Prentice, um caixeiro viajante aposentado. Anos depois, as lendas fizeram parecer que Papai Noel adotara as cores da Coca-cola; paranóia, foi coincidência, vestiu-se sempre de vermelho. Mas o cinturão e as botas pretas foram obra de Haddon Sundblom. Como foi sua humanização definitiva – os elfos continuaram, mas apenas entre seus ajudantes. E o cachimbo, naquele Natal de 1931, foi substituído por uma garrafa pequena do refrigerante. As cores intensas, a luz aconchegante de lareira e, principalmente, o alcance da verba publicitária da Coca-cola que espalhou a imagem por todos os EUA, fizeram de seu Papai Noel o definitivo. É, até hoje, o “Papai Noel tradicional”. Só que havia carisma, ali – vários desenhistas a serviço da empresa haviam tentado sem sucesso.

Sundblom cuidou da propaganda natalina da Coca-cola até 1964, quando a verba migrou para a tevê. Após a morte de Prentice, Papai Noel passou a ser seu auto-retrato. Morreu em 1976 – não sem antes confessar à revista Rolling Stone que jamais conseguiu suportar o gosto do refrigerante.

A chegada ao Brasil

Influenciado pelas origens na Europa latina, a troca de presentes no Brasil colônia se dava no Dia de Reis, 6 de janeiro, como ainda acontece na Argentina. O comum era a oferta de comida, mas era a época que os escravos ganhavam novas mudas de roupa, também. O símbolo do Natal era o presépio, inventado provavelmente por São Francisco, quando criou a Missa do Galo.

Segundo Luís da Câmara Cascudo, principal folclorista brasileiro e contemporâneo de Sundblom, Papai Noel chegou ao Brasil na década de 1920, importado junto com o cinema e o rádio. Mas bem no início ainda era São Nicolau, com chapéu de bispo e hábito. No pós-guerra, com a popularização dos importados norte-americanos – plásticos, a edição brasileira das Seleções e Coca-cola, chegou o Papai Noel definitivo.

Mas não só no Brasil: também na Inglaterra, na França, na Espanha, Portugal, Itália e boa parte da América Latina. Na Inglaterra, a imagem do velho simpático substituiu a do Father Christmas, mas o nome permaneceu. De lá, os franceses importaram o apelido para chamá-lo Père Nöel – Pai Natal, literalmente. Espanha e Portugal tomaram emprestado do vizinho e puseram pai no diminutivo: Papá Noel, Papai Noel. Por que não traduziram Nöel? Esta cabe ao Sérgio Rodrigues, vizinho cá de NoMínimo, responder.

De toda forma, não é correto dizer que Papai Noel é uma invenção da Coca-cola ou que seja folclore de todo artificial. São Nicolau é santo importante e querido dos portugueses, Sinter Klaas andou por Pernambuco e, em seus tempos de elfo, teve a mesma origem remota do Saci Pererê. É, no fim, produto da geléia geral de misturas que deu origem à cultura das Américas, um dos primeiros frutos da globalização em seu melhor sentido.

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22/12/2009

E não é que o Serra caiu?

Arquivado em: politica — fscosta @ 15:59
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“O Serra vai polarizar mesmo?”

Bom, pelo menos pra uma coisa o recuo do Aécio serviu. Mostrar o tanto que o Serra é inocente. Eu sinceramente achei que os dois lados iam se poupar até meados de março/2010.

Mas o Serra parece que vai aceitar a polarização. E pior, não entre ele e a Dilma, mas entre ele e o Lula. Que convenhamos é, atualmente, o pior dos mundos pra qualquer pré-candidato ou político. Se bate fraco, o Lula tritura. Se bate forte é jogo sujo e o povo acha que é desonestidade (lembram dos jornais no dia seguinte ao “chuchu com pimenta“?).

Difícil. Então, Serra meu filho, é melhor submergir nesse período (ups…foi mal o trocadilho com a situação de SP).


Lula minimiza chapa puro-sangue – Nacional – Estadão.com.br

Lula minimiza chapa puro-sangue

Ele usa metáfora futebolística para se referir a Serra e Aécio e diz ter dúvidas ’se é bom jogar Tostão com Tostão’

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21/12/2009

Desmitificando Lula

Arquivado em: politica — fscosta @ 15:36
Assaz Atroz

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

DESMITIFICANDO LULA – I


Raul Longo

Recebo imeiu de um amigo, onde expõe algumas impressões que alimenta sobre o Presidente Luís Ignácio Lula da Silva. Como essas impressões coincidem com a de uma parcela de meus correspondentes, respondo-o generalizando o envio de meus comentários. Acredito que, conhecendo-me, o amigo não irá se importar com isso, mas não cometerei o descuido de me referir ao seu nome. Confiro-lhe um pseudônimo: Príamo.

Explico: Príamo era o Rei de Tróia, quando sitiada pelos gregos. Pai de Heitor e Páris, os heróis troianos da Ilíada. O nome original de Príamo era Podarge, mas depois de livrar-se de ser morto por Hércules escondendo-se sob um véu dourado, adotou como nome a palavra que em português traduz-se por “Resgatado”: Príamo.

Hércules, ou Héracles para os gregos, é o mesmo afamado semideus de força descomunal como as que há décadas vêm construindo o mito Lula. Ao contrário da lenda, como Príamo é meu amigo, me sinto na obrigação de tentar resgatá-lo de sob o véu de conceitos que nos impedem o reconhecimento de nossa própria sabedoria e capacidade de discernimento das evidências.

Não acredito que terei sucesso nesse trabalho hercúleo, afinal não disponho dos meios homeopáticos de condicionamento que diariamente repetem, repetem, repetem mil vezes até que a mentira se torne uma verdade; conforme aprendeu o exército cotidiano da mídia com o mestre (deles) Joseph Goebbels.

Através desse processo Goebbels construiu um mito do qual era impossível resgatar o povo germânico, mesmo que ao resto do mundo se evidenciasse um desastre. Com o Presidente do Brasil ocorre coisa similar, ainda que em sentido inverso. Enquanto o mundo enxerga em Lula uma personalidade ímpar na história da política internacional, aqui se procurou caracterizá-lo com os mesmos contraditórios conceitos utilizados para classificar os judeus entre ladinos e estúpidos, ardilosos e ignorantes, sagazes e incapazes.

A quem a comparação parecer exagerada, é só consultar as referências a Lula na coleção da revista Veja disponibilizada pela internet e os materiais da propaganda anti-semita na Alemanha nazista, também disponível pela internet. Ou cotejar aquelas edições com as montagens e textos das páginas de grupos neo-nazistas nacionais ou estrangeiros que possibilitem tradução automática.

É preciso se estar atento ao fato de que não se constrói um mito do nada. Primeiro é preciso encontrar alguma pré-disposição ou indisposição popular, para daí se trabalhar com o imaginário. Um exemplo bem claro em nossa história recente foi Collor de Melo.

Conhecendo as indisposições da maioria do povo contra o segmento social que representam e pertencem, os fabricantes de mitos inventaram o tal “Caçador de Marajás”. Pegou! Sucesso meteórico é verdade, mas é assim mesmo: uma coisa é criar o mito e outra é mantê-lo. O do caçador não teve sustentação.

Apostou-se, então, no estereótipo do sábio acadêmico que acabou se comprovando personagem de conto do Machado de Assis: As Academias de Sião. No discurso, sal da terra e arroz da humanidade. Na prática: um camelo.

Aí só sobrou o Lula, apesar da aversão que até hoje persiste numa minoria da população. Os fabricantes de mitos acorreram aos seus conhecimentos por aversões e idiossincrasias populares: operário, nordestino, pau-de-arara, etc.


Não deu certo. Por que desta vez não deu certo?

Porque em todas as outras deu errado. Esse negócio de repetir e repetir e repetir uma mentira podia se tornar verdade lá no século passado, ou na cabeça do Goebbels e seus seguidores. Mas a maioria do povo brasileiro não é tão pouco inteligente como a imagina Príamo.

Além de que, para se entender o mito, é preciso antes perguntar: Será realmente ao Lula que não se admite? Será mesmo a pessoa do Lula que provoca medo, engulho e arrepio?

Percebo em meus correspondentes que ainda continuam mantendo pejos e ranços ao Lula, um mito anterior ao próprio Lula. Uma aversão que pode ser reconhecida no levantar da ponta do véu de meu amigo Príamo, já nos primeiros parágrafos de seu imeiu:

“Ele (Lula) sempre diz aos que lhe questionam a falta de um diploma universitário, que é inteligente; e é verdade. É muito mais inteligente que a grande maioria do nosso povo.”

Temo que o véu de Príamo não permita ao amigo o reconhecimento e a informação de que a grande maioria do nosso povo sempre foi mais inteligente do que as minorias dominantes. Para citar um exemplo, lembro de uma das primeiras revoltas populares ocorridas no Brasil: a dos Malês, na Bahia, provocada pela não sujeição daqueles negros islâmicos e alfabetizados ao senhor branco, prepotente e analfabeto.

Apenas um evento, um acaso histórico?

Muitos se repetem por nossa mesma história e com mais insistência do que as mentiras de Goebbels e seus discípulos. Se pensarmos um pouquinho, concluiremos por nós mesmos que os colonizadores não teriam sobrevivido para fazer sem a especialização do indígena que lhes mostrou os caminhos, curou-os com os conhecimentos da natureza tropical, ensinou-os a comer, a se proteger, plantar, colher, extrair e processar alimentos e derivados.

Sem os índios a lhes ensinar como dormir, teriam alimentado as onças. Foram nanados e mimados como crianças e nem mesmo por razões de maior ou menor inteligência. Mera questão de ambientação.

Não havia batata na Europa. Não havia mandioca, milho, farinha, fumo, ou quaisquer dos alimentos disponíveis e que sustentaram os colonizadores naquele início. Hoje tudo isso se incorpora ao cotidiano de seus descendentes que não mais se lembram de quando os avós tiveram de aprender a como se comportar nas chuvas, nos rios, com os ventos, a noite, o frio, o calor.

Foi preciso muita paciência do índio para ensinar o bronco e prepotente homem branco. Como uma vez afirmou um deles: “É difícil amansar o branco. Mas a gente amansa!”

É mesmo muito difícil! Têm dificuldade de aprender até com os mitos que eles próprios criaram para impor, entre si, alguma humanidade, alguma condição de convívio. Matam-se ao longo da história muito mais por seus símbolos divinos de paz, do que por qualquer outro motivo. Nada nunca provocou tantos conflitos e mortes quanto o conceito do deus único, seja chamado God, Gotte, Deus, Jeová, Alá ou que nome se dê ao que crêem como criador de tudo o que destroem.

O usam como mais uma das tantas hipocrisias arrumadas para disfarçar suas ganâncias e carências de dinheiro, terras e poder. Mas invariavelmente é, em nome do coitado do Deus, que trucidam crianças e promovem genocídios.

Somente no ano do Senhor de 1952 foi criada uma lei impedindo os cristãos de atravessar à Tasmânia para a caça ao aborígene. Quando esses cristãos chegaram à Austrália, os aborígenes dividiam-se em 500 tribos e utilizavam cerca de 200 dialetos. Hoje, lamentam o extermínio daqueles naturais e a inviabilização de suas culturas que os transformou em bêbados e alheios a si mesmos, como aqui se fez com nossos índios.


Lamenta-se porque ao longo de todos esses séculos os descendentes de europeus não conseguiram apreender como evitar a propagação de incêndios. A estreita área habitável ao leste do país, de maior proporção desértica, arde a cada final de ano porque não se teve inteligência para aprender o manejo da vegetação natural. As universidades tentam resgatar os conhecimentos dos extintos aborígenes, mas o véu de Príamo, na Austrália, não permitiu que se reconhecesse a refinada inteligência e especialização daquela gente.

Nunca foi e não será sob o manto de mitos que se esconderá a verdade. Não adianta querer justificar o crime e a omissão através de mitologias tão cômodas às consciências quanto insustentáveis perante as conseqüências, independente de teorias de migrações, reencarnações ou desprovimento de almas.

Os séculos de desumanidades promovidas na Ásia, na África, ou aqui mesmo nos sertões, nas cordilheiras, nos campos ou nas cidades desta nossa América, não serão respondidos com castigos mais infernais do que a realidade da violência dentro da própria casa, em cada rua, a cada esquina.

Nos evangelhos, Jesus Cristo é descrito como homem que vivia entre a gente mais simples do povo: pescadores, pastores, prostitutas, etc. Mas o cristão de nossa civilização tem dificuldades em reconhecer a igualdade de todos perante o mesmo deus a quem dirige seus anseios e individualismos. Tem dificuldade em reconhecer no homem comum do povo, no trabalhador braçal, no geral das gentes desse país, um seu semelhante e provido da mesma inteligência. Crê-se superior ou que seu Deus é mais, mas se prestasse atenção na realidade que o cerca perceberia que a maioria jamais sobreviveria através dos séculos de uma história tão adversa a qualquer desenvolvimento de criatividade, expressão, raciocínio ou manifestação de inteligência.

Fossemos tão pouco inteligentes quanto concebem aqueles que não conseguem se identificar com a maioria do povo brasileiro, já estaríamos tão extintos quanto os aborígenes australianos.

Príamo, tanto o de Tróia quanto o amigo para o qual emprestei o nome, são reconhecidos como homens sábios. E é verdade, mas mesmo aos sábios os véus midiáticos confundem. Em alguns casos fazem com que acreditem entre a gente do povo a generalização da ignorância e da estupidez. Se prestasse mais atenção, o da antiguidade não permitiria aos troianos aceitar o presente de grego que destruiu a cidade, tal qual, igualmente desatento os moderenos “Príamos” aceitaram outras falácias e charlatanismos.

Se prestarmos mais atenção à história de nossa evolução, poderemos nos resgatar dos medos que nos apequenam sob os véus dos conceitos impostos pelas elites dominadoras que, no Brasil e em toda parte, sempre tentaram impedir mudanças e inviabilizar propostas.

Evidente! Por que a elite fundiária brasileira haveria de querer a absolvição da escravatura? Fomos o último país das Américas a realizá-la e ainda somos um dos países do mundo onde mais se pratica o escravismo. Ainda hoje nossas leis não punem essa prática com a mesma rigorosidade dos crimes em que infere: seqüestro, cárcere privado, constrangimento moral, etc. Não se a considera crime hediondo e muitos dos quem sentam no Congresso Nacional, entre seus pares da conhecida bancada rural, são adeptos comprovados e flagrados.

Se a humanidade alcançou a evolução que hoje atingimos, é porque os insatisfeitos a impulsionaram e, evidentemente, insatisfeitos nunca são os que usufruem os benefícios da situação de domínio. Aos dominadores, claro, sempre mais interessou a estagnação para manutenção e permanência do domínio. Não é de admirar que Mario Amato temesse a Lula como Príamo a Hércules, mas, se na prática hoje a FIESP tem muito mais motivos para comemorar do que quando Lula era apenas candidato, porque é a nós, o povo, que falta inteligência?


Lula não é mito. É uma realidade à qual o resto do mundo há algum tempo está perfeitamente familiarizada. A imprensa brasileira, fomentadora do mito Lula, faz o que pode, mas, constrangida, vê as franjas do véu de seus preconceitos aparecendo sob a barra da saia justa, na impossibilidade de continuar escondendo a importância de honrarias e reconhecimentos internacionais; desde o Prêmio Príncipe Astúrias em 2003. Também lá, na Espanha, neste dezembro de 2009, lhe concederam o Miguel de Cervantes.

Fiquei muito contente! Já posso considerar Lula como meu colega em uma condecoração, mas a verdade é que no Brasil esse tipo de coisa não significa nada. Pelo menos nunca provocou interesse de alguma editora pelo que escrevo, e tampouco a imprensa brasileira deu alguma divulgação a homenagem pela ONU da Appeal of Conscience Foundation, que o considerou como Estadista do Ano de 2006. Mesmo reconhecimento que se repetiu há pouco, em Londres.

Na entrega do Prêmio Félix Houephouët-Boigny concedido pela UNESCO na França em 2008, Lula foi alertado de que, mais do que brasileiro, tornou-se um cidadão internacional com responsabilidades sobre toda humanidade. E como tal foi reconhecido por diversas vezes neste 2009, seja nos Estados Unidos onde lhe concederam o Prêmio Woodrow Wilson ou pela ONU, em solenidade de premiação ocorrida neste mês, na Itália.

Mas o que faz com que esse retirante nordestino que nunca freqüentou uma universidade, desde 2004 venha recebendo títulos de Doutor Honoris Causa em tantas instituições respeitáveis como a École d’Hautes Études en Sciences Sociales (França), Universidade Duke (Estados Unidos), Universidade de Santiago de Compostela (Espanha)? O que o torna o mais notável presidente de toda nossa história, em todo no mundo?

Exotismo passageiro ou paixão ao folclórico, como tentam interpretar os promotores do mito Lula? Ou será que o verdadeiro mito não é Lula, e sim o conceito de superioridade intelectual das classes privilegiadas brasileiras. Conceito muito antigo, mas ao qual o mundo tem dado nítidas demonstrações de discordância, como na recepção típica a um superstar num país que nunca nos deu grande importância, conforme todos os jornais da Alemanha reportaram a última visita do ex-metalúrgico ao país.

Como afirmei, meu amigo Príamo é sábio e não cai no ridículo de tentar negar uma evidência de tais proporções internacionais. Reconhece o brilhantismo de Lula, embora o véu de ouro ainda o impeça de superar o mito de que no geral o brasileiro seja um povo formado por uma maioria de tolos. Fáceis de serem enganados, suscetíveis a demagogias baratas, desmemoriados e inconscientes da própria realidade. “Caipiras” ou mais fedorentos do que os cavalos, como nos definiam anteriores presidências.

Impuseram-nos essa concepção de nós mesmos. No nordeste, por exemplo, ainda hoje não reconhecemos nossa condição humana e habituamos a nos tratar por “cabras”. Mas peço ao amigo que atente para a história ainda recente, desde o primeiro pleito democrático após mais de duas décadas de ditadura, quando quase metade desse povo já compreendia ao que Lula se propunha. E essa quase metade do povo brasileiro não trocou sua percepção pelos Cavalos de Tróia nem se abrigou sob os véus de ouro estendidos pela mídia para encobrir a realidade. Hércules não nos assustava e aguardamos confiantes de que os mitos construídos sobre Lula seriam superados e o real conteúdo dos falsos presentes ocos se revelaria.

Portanto, se o mundo só se deu conta da capacidade de Lula depois que eleito à presidência, muitos brasileiros já tinham certeza há três décadas.

Muitos! Quase a metade da população desse país.

Contrariando Goebbels, o povo foi percebendo a falácia das mentiras repetidas e começou a acreditar em si próprio. Como diz Lula, se nos recuperamos, resgatamos a dignidade perdida pelos playboys, pagamos as dívidas dos generais e doutos professores e superamos a crise internacional provocada pelos grandes especialistas econômicos de olhos azuis, foi exatamente graças a esse povo.

Lula pode ser muito inteligente, mas, pra quem sabe de onde saíram Aleijadinho, Gregório de Mattos Guerra, Machado de Assis, Cruz e Souza, Cosme de Farias, Lima Barreto, Milton Santos, Josué de Castro, Pixinguinha, Luís Gonzaga e toda uma infinidade de exemplos entre os que mais contribuíram para a formação e o reconhecimento internacional da cultura, da ciência e das artes brasileiras, não há nenhuma novidade.

Para o diário espanhol El País, um dos mais tradicionais e conceituados da Europa e que nesta semana escolheu entre 100 indicados a Personalidade Internacional do Ano, Lula é “El hombre que asombra El Mundo”; mas é o próprio Presidente Lula quem reiteradamente explica, como no programa do PT na semana passada, não ter feito tudo sozinho.

Quando não aponta sua equipe como responsável pelas conquistas brasileiras dos últimos sete anos, sempre reconhece naquilo que é, no que o distingue perante a comunidade das nações, a participação de duas entidades inalienáveis à sua formação: a mãe, Dona Lindu, e o povo brasileiro.

No Brasil há quem interprete nessas declarações uma manifestação de arrogância. Interessante observar que, para todo arrogante, invariavelmente não há nada mais arrogante do que o povo.

Nesses é compreensível a aversão ao Lula, mas em alguns de meus correspondentes percebo não ser esse o problema. Percebo que o que de fato os repugna não é o Lula, mas um mito além de Lula.

E para Príamo superar esse mito que lhe dificulta a compreensão de sua própria sabedoria, só é necessário se admitir como Podarge, tornar a ser Podarge para perceber que só há uma verdadeira força hercúlea, incomparavelmente maior do que a de Lula.

Quando se descobrir do véu que o esconde de si mesmo e puder reconhecer onde está o verdadeiro Hércules, enfim conseguirá integrar o real ao invés de se esconder do mito.

Raul Longo
pousopoesia@ig.com.br
pousopoesia@gmail.com
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia
Ponta do Sambaqui, 2886
Floripa/SC

Raul Longo, jornalista, escritor e pousadeiro, colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz

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20/12/2009

Integra do discurso do Apedeuta na COP15

Arquivado em: politica — fscosta @ 06:54
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“Eu realmente gostaria de ver esses caras que chamam o Lula de Apedeuta discursando no lugar dele”


Confesso que não acompanhei a COP15 como deveria. Acompanhei mais a repercussão pq pra mim já estava claro antes de começar que iria virar uma Doha. Simplesmente pq os EUA não estão em condições de fazer graça pra ninguém. Pobre Obama.

Mas qdo ouvi o Merval Pereira chamando o Lula de craque na CBN, achei que deveria pelo menos descobrir o que o Lula tinha aprontado dessa vez. Teria que ter sido devastador pra fazer isso com o Merval.

E foi.


O discurso de Lula em Copenhague – Vi o Mundo – O que você nunca pôde ver na TV

O discurso de Lula em Copenhague

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19/12/2009

Aecio e a arapuca

Arquivado em: politica — fscosta @ 21:07
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Como eu ia dizendo. Montaram uma arapuca bem montada para o mineiro. A pressão pra ser o vice do Serra virou uma avalanche. Hj ele disse que: “-Sequer cogita essa hipótese.” Está tentando fugir da arapuca. Antes fosse simples assim.

Mas já uma reação rápida, à enxurrada de artigos, notas e entrevista pró-chapa puro-sangue. Mas vai precisar de mais que isso. Vai ter que repetir diariamente isso sem dar a entender que irá fazer corpo-mole em Minas.

Agora a escolha dos vices fica mais importante a cada dia.  Um comentarista, acredito que mineiro, disse que ao invés da chapa José Serra-Katia Abreu, seria José Serra-Itamar Franco. Faz sentido, recuperaria Minas, mas o DEM, mesmo fragilizado por causa dos panetones aceitariam ceder a vice para o PPS?

A cúpula do DEM, que não é boba nem nada, sentiu o cheiro de queimado e reagiu na mesma velocidade que a cúpula do PMDB em relação à “lista tríplice” do Lula. Recapitulando: A lista tríplice é um eufemismo do Lula pra trocar o Temer pelo Meirelles e obter o apoio maciço da centro-direita, principalmente o capitalismo financeiro.

E o DEM sabe que sair de 2010 e não ter a vice-presidência e nem um Governador é o mesmo que a extinção política.


Folha de S.Paulo – São Paulo – Fernando de Barros e Silva: A questão mineira – 19/12/2009

FERNANDO DE BARROS E SILVA

A questão mineira

SÃO PAULO – Tudo o que o governo não quer e mais teme é disputar a eleição contra uma chapa que tenha Aécio como vice de Serra. O governador de Minas é o primeiro a saber disso. E sabe também que daqui em diante será grande a pressão dos tucanos para que ele se convença a compor a chapa puro sangue.

Mas por que Minas Gerais parece tão importante no jogo que vai se armando para 2010? Primeiro, porque é o segundo maior colégio eleitoral do país. Reúne, hoje, mais de 14 milhões de eleitores, cerca de 11% do eleitorado nacional, mais ou menos a metade do que há em SP.
Nas últimas eleições, os mineiros não mostraram entusiasmo pelos tucanos paulistas que concorriam à Presidência. Em 2002, Serra teve no Estado 33,6% dos votos, contra 66,4% de Lula. Em 2006, Geraldo Alckmin terminou com 34,8% em Minas, contra 65,2% de Lula.

Nas duas ocasiões, disputando o governo, Aécio venceu ainda no primeiro turno -com 57,7% em 2002, com incríveis 77% em 2006. Prevaleceu o que se batizou de “Lulécio”.

Agora, inclusive em razão de sua localização geográfica, Minas se torna uma metáfora física da divisão do país. Numa visão sem dúvida simplificadora, mas lastreada na realidade e de forte apelo simbólico, projeta-se uma disputa com vantagem da oposição tucana de São Paulo para baixo e com domínio do governo petista do Rio para cima. Minas seria o fiel da balança.

Sem Aécio na vice, os tucanos devem ter imensos dissabores na terra de Tancredo. Mas o raciocínio do mineiro sobre a mesma questão pode ser outro: se o PSDB derrotar Dilma, a vitória terá sido de Serra; se for batido, Aécio perde junto. Em troca de que, então, desperdiçar a vaga certa ao Senado e sacrificar a campanha ao governo de seu atual vice, Antonio Anastasia?

Serra terá que se lançar sem nenhuma garantia de que Aécio se juntará a ele. Mais: terá de enfrentar dos mineiros a reação que um taxista de Belo Horizonte resumiu assim: -São Paulo não quer deixar o Aécio ser nosso presidente…

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Comportas fechadas na barragem da Penha para proteger a marginal ajudaram a alagar a zona leste de SP

Arquivado em: politica — fscosta @ 17:38
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“SPTV do dia 11/12/2009″

Sinceramente eu me recuso a acreditar nisso. Ninguém seria tão obtuso assim. Vamos aguardar as investigações.


Comportas fechadas na barragem da Penha para proteger a marginal ajudaram a alagar a zona leste de SP – 17/12/2009 – UOL Notícias – Cotidiano

17/12/2009 – 07h00
Comportas fechadas na barragem da Penha para proteger a marginal ajudaram a alagar a zona leste de SP

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

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As seis comportas da barragem da Penha, na zona leste de São Paulo, foram completamente fechadas às 2h50 do dia 8 de dezembro, dia em que a cidade enfrentou fortes temporais e viu diversos pontos alagarem como há muito tempo não se via. Somente dois dias depois, às 17h20, todas as comportas foram abertas. Os dados, fornecidos pelo engenheiro responsável pela barragem, João Sérgio, indicam que houve uma clara escolha da empresa responsável: alagar os bairros pobres da zona leste para evitar o alagamento das marginais e do Cebolão, conjunto de obras que fica no encontro dos rios Tietê e Pinheiros.

“Mesmo fechando as comportas, encheu o [córrego] Aricanduva. Se eu não tivesse fechado aqui, teria alagado as marginais e toda São Paulo”, justificou Sérgio, que explicou que a decisão vem da direção da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia). Ele acrescentou ainda que no dia 9 duas comportas foram abertas às 10h10 e mais duas às 21h.

O engenheiro argumenta que cada barragem (são quatro em São Paulo: Móvel, Penha, Mogi das Cruzes, Ponte Nova) é responsável apenas por administrar o fluxo de água do local e não sabe o que acontece nos outros pontos, porque não há comunicação. Mas ele acredita que as comportas foram abertas nas barragens de cima, em Mogi, e isso influenciou no alagamento da região da zona leste.

“Não recebo informações de outras barragens. As de cima são administradas pela Sabesp e as de baixo pela Emae. Eu só respondo por essa barragem e às ordens da Emae”, disse. “Também acho estranho o nível da água não baixar aqui e não sei por que está indo para os bairros, mas não precisa ser especialista para ver que está assoreado [o rio]“.

Ele trabalha há quase 15 anos no local e conta que desde o governo de Orestes Quércia (1987-1991) não são colocadas dragas para desassorear o rio na parte que fica acima da barragem. “O governo tentou colocar de novo, mas a própria Secretaria de Meio Ambiente não deixou, porque não tinha bota-fora [local para despejar a terra retirada]“, afirmou.

O desassoreamento do rio daria mais velocidade ao escoamento da água e aumentaria a área de reserva de água perto da barragem, o que impediria o transbordamento para os bairros adjacentes.

Para Ronaldo Delfino de Souza, coordenador do Movimento de Urbanização e Legalização do Pantanal, o governo fez uma opção. “Ou alagava a marginal ou matava as pessoas no Pantanal. E matou”, disse. “E ainda bota a culpa nas moradias. O Estado só se preocupa com o escoamento de mercadorias, só pensa em rodovia. Vida humana não importa”.

Moradores e deputados estaduais fizeram nesta quarta-feira (17) uma inspeção no local para saber se a abertura das comportas tinha relação com o alagamento no Jardim Romano e no Jardim Pantanal, que já dura nove dias.

O movimento, formado por moradores de diversos bairros localizado na várzea do rio Tietê, acusa o governo do Estado e a prefeitura de manterem a água represada além do necessário como forma de obrigar as famílias a deixarem a região, onde será construído o Parque Linear da Várzea do Rio Tietê. Há anos, os moradores resistem em sair dali, porque dizem que o governo não apresenta um projeto habitacional concreto e apenas oferece uma bolsa-aluguel.

“Não era para as máquinas estarem trabalhando aqui? Cadê? Não tem um funcionário do governo aqui”, reclamou, apontando para as ilhas que aparecem no meio do rio, logo acima da barragem da Penha. As dragas são vistas somente na parte de baixo da construção.

O assoreamento do rio Tietê é claramente percebido na parte de cima da barragem

“Os córregos do Pantanal já estavam muito cheios três dias antes da chuva. Como não abriram a barragem sabendo que ia chover?”, perguntou Souza, indignado. “O que a gente viu aqui é que não houve possibilidade de escoamento, porque a água ultrapassou o nível das comportas e não tinha velocidade para descer, não tinha gravidade”, concluiu.

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Uruguaio faz video de US$ 300 e 4 dias depois ganha contrato com Hollywood de US$ 30 milhões

Arquivado em: tecnologia — fscosta @ 15:17
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Vi a notícias faz alguns dias mas antes tarde do que nunca. Tempo estranho esse que vivemos não? Tem a história do garoto no interior dos EUA que fez uma ou duas músicas colocou no Myspace e agora tem um contrato com uma grande gravadora.


BBC News – YouTube video leads to Hollywood contract

YouTube video leads to Hollywood contract
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Ataque de Panico! was made on a tight budget.

A producer from Uruguay who uploaded a short film to YouTube in November 2009 has been offered a $30m (£18.6m) contract to make a Hollywood film.

The movie will be sponsored by director Sam Raimi, whose credits include the Spiderman and Evil Dead films.

Fede Alvarez’s short film “Ataque de Panico!” (Panic Attack!) featured giant robots invading and destroying Montevideo, the capital of Uruguay.

It is 4 mins 48 seconds long and was made on a budget of $300 (£186).

So far it has had more than 1.5 million views on YouTube.

“I uploaded (Panic Attack!) on a Thursday and on Monday my inbox was totally full of e-mails from Hollywood studios,” he told the BBC’s Latin American service BBC Mundo.

“It was amazing, we were all shocked.”

The movie Mr Alvarez has been asked to produce is a sci-fi film to be shot in Uruguay and Argentina. He says he intends to start from scratch and develop a new story for the project.

“If some director from some country can achieve this just uploading a video to YouTube, it obviously means that anyone could do it,” he added.

YouTube recently revealed the most watched videos of 2009. Britain’s Got Talent star Susan Boyle topped the chart with more than 120 million views worldwide of her debut on the show.

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2010 :: Parem com a conversa fiada. O Aecio recuou.

Arquivado em: politica — fscosta @ 14:53
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“Aecio viu o poder da maquina de moer reputações, e recuou”

O pessoal continua tentando vender a desistência do Aécio como um movimento habilidoso. O que ocorreu, e cada dia está mais claro, foi um recuo. Os motivos são vários. A história do tapa na namorada, o artigo “Pó pará, Governador“, entre outros. Essa máquina poderosa, azeitada com bilhões de reais em caixa, está pronta pra começar a campanha política mais sangrenta desde 1989. Já citei o que está em jogo.

Mas o grande problema foi o fato de ter piscado. Políticos não piscam. Ou pelo menos não devem. E o Aécio piscou. Agora o “movimento de habilidade do mineiro” está sob uma avalanche de notícias e notinhas o colocando como vice do Serra. Seria o ideal para “as oposições” e o enterro da suas pretensões políticas para a conquista do Planalto. A pressão sobre ele se tornará insuportável. Vão transferir pra ele a responsabilidade de salvar o PSDB, não pro Serra.

Ele se tornará uma escada mineira para um paulista. Irônico, não? Políticos habilidosos não se colocam nessa situação assim tão fácil.


G1 > Política – NOTÍCIAS – Justiça reabre processo por abuso de poder contra Aécio


17/12/09 – 13h52 – Atualizado em 17/12/09 – 13h50

Justiça reabre processo por abuso de poder contra Aécio

Da Reuters

Por Marcelo Portela

BELO HORIZONTE (Reuters) – O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) decidiu reabrir processo por abuso de poder econômico, político e de autoridade contra o governador do Estado, Aécio Neves, que tenta lançar candidatura à Presidência em 2010 pelo PSDB.

Também são acusados na ação o ex-prefeito da capital, Fernando Pimentel (PT), o atual chefe do Executivo municipal, Marcio Lacerda (PSB), e seu vice, Roberto Carvalho (PT).

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18/12/2009

2010 :: A pesquisa (qualitativa) que eu gostaria de ter nesse momento…

Arquivado em: politica — fscosta @ 12:28
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E obvio que as pesquisas vao manter o Serra na frente. Mas a pesquisa que eu queria ter nesse momento seria uma qualitativa da divisao dos votos do Aecio entre o Serra, o Ciro, a Marina e a Dilma.

No chutometro: Ciro, Serra, Marina e Dilma pela ordem herdam os votos dele.

O Serra so precisa nao errar ate o Carnaval. Observacao, o pessoal ta contando 3 meses ate a definicao. #FAIL. Dezembro ja foi. Janeiro so vai ter 15 dias (politicos). Fevereiro so metade tb.

Com polarização, pesquisas devem selar futuro de Serra – Estadao.com.br

AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – Na opinião de interlocutores, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) – que ontem anunciou a renúncia à disputa da pré-candidatura ao Planalto contra o governador paulista, José Serra -, admitiu que no atual cenário não teria chances de ser escolhido como candidato do PSDB à Presidência da República. Saindo da disputa, automaticamente cria a polarização entre Serra e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Se a ministra crescer, o paulista poderá acabar preferindo a confortável candidatura à reeleição em São Paulo. Assim, estaria criada a oportunidade para que Aécio fosse chamado de volta para a corrida sucessória.

A desistência foi vista pelos aliados dos tucanos como “investimento futuro” de Aécio: o governador de Minas empurrou Serra para a condição de candidato de facto do PSDB contra Dilma. Agora, as pesquisas não terão mais de um nome tucano na lista e dirão quem, entre Serra e Dilma, está subindo ou descendo nas intenções de voto.

Na pior das hipóteses, Aécio ganhou tempo para coordenar a campanha em Minas e forçou Serra a assumir a montagem das alianças nacionais em torno de sua candidatura presidencial. “Aécio jogou com as brancas. Fez o movimento de ataque. Agora, começou o jogo”, diz um de seus principais aliados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Crack nem pensar :: “Pai dá dinheiro a traficantes para que não vendam crack ao filho”

Arquivado em: politica — fscosta @ 07:29
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“Crack, e foda”

Otima reportagem no Zero Hora.

Pai dá dinheiro a traficantes para não aliciarem seu filho de 21 anos | Crack nem pensar – Crack, nem pensar

Crack nem pensar  |  17/12/2009 02h50min

Pai dá dinheiro a traficantes para não aliciarem seu filho de 21 anos

Funcionário público aposentado paga os traficantes para que não vendam crack ao filho

Humberto Trezzi e Ronaldi Bernardi

Aos 52 anos, o empresário Roberto chorou ao descobrir que o vício havia domado o mais novo de seus dois filhos, Leonardo. Um metro e setenta e cinco “de pura inteligência”, segundo o orgulhoso pai, um aplicado estudante de Direito com 21 anos de idade. O “guri”, como a família o chama, não fraquejou para uma droga qualquer. Fuma de tudo e cheira de tudo. Principalmente crack e cocaína. O pai percebeu logo. Reconheceu os sinais: a agitação constante, a falta de concentração, os olhos avermelhados, os objetos de valor sumindo da casa.

Foi como um tiro. A vida de Roberto ia bem. Funcionário público aposentado, ele ainda recebe uma renda mensal pelo aluguel de um terreno. Mora em uma casa de dois andares, piscina, com sala de piano e sala de estudos, além de sete quartos. Cercada com muros altos e gradeados, ainda recebe a proteção de quatro cães.

Aí veio o crack “e tomou de assalto” o guri, descreve o pai extremoso, daqueles que nunca negou colégio e faculdade particular aos filhos.

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17/12/2009

Nassif, “Aécio é mais do que nunca candidatíssimo” #FAIL

Arquivado em: politica — fscosta @ 19:07
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Comentário sobre o post do Nassif:
Considerações breves:

1 – Essa estoria de uma suposta habilidade mineira na politica ser superior do que os demais já cansou. É como a estoria de São Paulo que trabalha mais que os outros.

2 – O Aecio dá um ultimo tiro mesmo. De festim. O Aecio queria levar o Serra pra vitrine, mas o Serra já esta na vitrine, e tem se mostrado resiliente nas pesquisa (se nós, minoria, cremos ou não nas pesquisas é irrelevante)

3 – Aecio e os mineiro habilidosos à sua volta (ou seriam habilidosas?) consideram que com isso vai haver um agravamento da disputa PT x PSDB. Que o plebiscito que o Lula tanto quer, irá ocorre no 1º semestre. Ledo engano. Anotem: o que vai  acontecer é um arrefecimento das tensões entre o Governo e o Serra.

4 – O Serra controla as 2 únicas ferramenta de instrumentalização política (no sentido de mensuração) o Ibope e o Datafolha. Ponto final. Não vai sair nada de lá. As Sensus que vierem vão vir sob o signo da suspeita. O Ibope tb. Ai o Datafolha desempata.

5 – O Serra não vai desistir de disputar as eleições. E a sua última chance. Qualquer político luta a VIDA inteira por isso. Engole sapos enormes. The time is now. Ele mantendo o seu piso de 35%, não desiste.

Enfim, o que o Aecio fez foi controlar o seu tempo politico e contar com o PT pra bater no Serra antes da hora. Mas isso não vai acontecer.

Muito pelo contrário…

Abçs,

O candidatíssimo Aécio faz seu maior lance | Luis Nassif


Só quem nasceu em Minas Gerais entendeu esse aparente paradoxo de, na sua carta de desistência de concorrer às prévias do PSDB à Presidência, Aécio Neves ter incluído seu programa de governo.

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