Pepe Escobar :: “A geopolítica dos oleodutos e gasodutos”


“A imagem é velha, mas dá pra dar uma idéia.”

Ignorar o jogo de xadrez que se tornou a geopolítica na Eurasia é simplesmente se alienar. É trocar a realidade pela ficção. O jogo pesado está sendo jogado. Agora somos uma peça (importante) nesse tabuleiro. Não dá pra fugir disso.

Eu não canso de repetir, a agenda desses caras é medida em décadas, não em anos. Deveríamos aprender essa lição o quanto antes. Somos grandes, ocupamos espaços.  Geopolitics for Dummies:: Um elefante incomoda muita gente, dois elefantes…

Então é melhor nos armarmos até os dentes, com a única arma que realmente funciona nesse jogo: a informação. Nesse sentido eu simplesmente não compreendo por que a mídia não tem correspondentes nessa região?

Fiquemos então, com o Pepe Escobar.


PCB – A geopolítica dos oleodutos e gasodutos

A geopolítica dos oleodutos e gasodutos

30 Outubro 2010

Apostando e blefando em um Novo Jogo

Pepe Escobar, Global Research

Os historiadores do futuro estarão facilmente em acordo com o fato de que a Rota da Seda do século XXI inaugurou seu comércio em 14 de dezembro de 2009. Esse foi o dia em que uma trama crucial de canalizações entrou em funcionamento, unindo o estado de Turcomenistão (fabulosamente rico em energia), através do Cazaquistão e Uzbequistão, com a província de Xinjiang, no longínquo oeste da China. A hipérbole não impediu que o presidente do Turcomenistão, que tem o espetacular nome de Gurbangulí Berdimujamédov, jactar-se: “Este projeto tem não somente valor econômico ou comercial, mas também político. China, através de uma acertada política com visão de futuro, se converteu num dos garantidores chaves da segurança global”.

O resultado final é que, para 2013, Xangai, Guangzhou e Hong Kong alcançarão, a velocidade de cruzeiro, cada vez maiores alturas econômicas por cortesia do gás natural subministrado pelo chamado Gasoduto Central, que se estende ao largo de 1.833 quilômetros.

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The Coolest Guy in the World


“Os cartuns do KAL na The Economist tb são sensacionais, não?”

Eu sou prova, o Krugman logo no lançamento do plano avisou, quase aos gritos, que era timido demais. Foi muito criticado, agora está cobrando a fatura.

Agora a mídia está enterrando o Obama antes da hora. O cara, ainda não está morto não. É hora de, habilmente, dobrar a China.


É hora de Obama tentar algo diferente na economia dos EUA – 05/11/2010 – UOL Notícias – NYT – Paul Krugman

05/11/2010 – 02h00

É hora de Obama tentar algo diferente na economia dos EUA

Paul Krugman

Os democratas, declarou Evan Bayh em um artigo de opinião no “New York Times” na quarta-feira, “exageraram ao se concentrarem no atendimento de saúde em vez da criação de empregos durante uma recessão severa”. Muitos outros têm dito a mesma coisa: a noção de que o governo Obama errou ao não se concentrar na economia está se consolidando em um ponto pacífico.

Mas eu não tenho ideia do que as pessoas querem dizer quando dizem isso. Todo o foco no “foco” é, no meu entender, um ato de covardia intelectual – uma forma de criticar a atuação do presidente Barack Obama sem explicar o que essas pessoas teriam feito de modo diferente.

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Martin Wolf, didático sobre a crise (e sobre o que ainda vem por ai)

“Quem é a China e quem é os EUA na figura acima?”

Na verdade, na verdade o Krugman já abordou isso várias vezes no blog dele. Que o a bomba H que a China pensava ter em mãos pode não passar de uma bombinha de festa junina. Mas acho que os chineses não são tão inocentes assim. E tb acho que a economia americana é mais dependente dos baixos custos trabalhistas chineses do que se imagina.

Esse é o jogo mais interessante de ser acompanhado no momento (depois da nossa emocionante eleição presidencial): a pressão dos EUA para fazer a China valorizar a moeda, e a resposta dos chineses para continuar ditando o ritmo da valorização.

Eu estou acompanhando atentamente, mas me recuso a escrever alguma coisa, já que dois caras que eu admiro e respeito (Krugman e Wolf) continuam me mantendo plenamente informado. De maneira excessivamente didática, até.

A cigarra e a formiga — Portal ClippingMP

A cigarra e a formiga

Autor(es): Martin Wolf

Valor Econômico – 26/05/2010

Quando as formigas chinesas pedirem às cigarras americanas que paguem sua dívida, elas vão reduzir o valor da dívida e a poupança das formigas perderá valor

Todo mundo no Ocidente conhece a fábula da cigarra e a formiga. A cigarra preguiçosa canta durante todo o verão, ao passo que as formigas poupam para o inverno. Quando o frio chega, a cigarra pede alimento à formiga. A formiga recusa-se a dar e a cigarra morre de fome. A moral da história? O ócio gera escassez.

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Expo 2010 Shangai

“All Roads Leads to China”

Nada na China é por acaso. Na mídia internacional todos abismados com essa nova demonstração da capacidade e ambição dos chineses. Olimpiadas, terromoto, Expo. Só pra ficar nesses 2 ou 3 anos. Os chineses só se preocupam em demonstrar poder. Em encarar os desafios para se tornar um player global. Qto maior, melhor.

No Brasil ninguém nem fala da Expo Shangai. Falam mal da Copa de 2014 e das Olimpiadas de 2016. Conspiram contra é a grande verdade. Falando nisso, o Brasil tem um pavilhão na Expo? Acho que não né? Pq será? Desculpa ai pessoal, o trem é tão grande que demorei a achar: Green Bird’s Nest.

A Expo de Shangai deve entrar pra história, como a maior de todos os tempos. 100 milhões de visitantes, de 200 participantes, US$ 58,6 bilhões gastos (grande parte destruindo e reconstruindo Shangai). O tema: “Better City, Better Life.. Em 6 meses pensar o futuro daqui a 60 anos. Começa hoje.

“Rodoanel”

Não tenho muito mais o que dizer (qdo vejo a grandiosidade disso, o desânimo bate forte), então visitem a Expo online. Vejam as fotos no The Big Picture do Boston Globe (um dos melhores sites de foto-jornalismo que conheço) aqui e aqui. Ou procurem uma fonte de informação internacional, tipo BBC. Pq a mídia aqui está tem outras prioridades.

Enquanto isso, sobre o que os políticos brasileiros estão discutindo mesmo? Ah tá.

Ataque à rede do Google afetou sistema ‘Gaia’ de senhas


“alguém ai ainda tem duvidas das ambições chinesas?”

IDG Now! – Ataque à rede do Google afetou sistema ‘Gaia’ de senhas

Ataque à rede do Google afetou sistema ‘Gaia’ de senhas

(http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2010/04/20/ataque-a-rede-do-google-afetou-sistema-gaia-de-senhas)

Por IDG News Service
Publicada em 20 de abril de 2010 às 08h59
Atualizada em 20 de abril de 2010 às 09h01

Administrador de senhas da empresa estava entre as informações roubadas pelos ataques que supostamente partiram da China em janeiro.

Entre as informações da rede do Google que foram acessadas durante ciberataques supostamente vindos da China, em janeiro deste ano, estava o sistema de administração de senhas chamado Gaia, que permite o gerenciamento de senhas para diversos serviços do Google. A notícia foi divulgada pelo jornal The New York Times na tarde de segunda-feira (19/4), citando uma fonte anônima.

O software ainda é usado pelo Google, mas foi discutido publicamente uma única vez, durante uma conferência há alguns anos, diz a fonte ao jornal.

Aparentemente, as senhas de usuários do webmail Gmail não foram perdidas, mas há uma pequena possibilidade de que os invasores que tiveram acesso ao software roubado busquem vulnerabilidades que o Google ainda não conhece.

O porta-voz do Google, Jay Nancarrow não comentou a respeito do post publicado pelo Google em janeiro deste ano sobre a suspeita da origem dos ataques ter partido da China. No post, o Google comentou sobre a invasão e suas preocupações com a censura à internet chinesa, além de ter anunciado que iria interromper a censura de seu sistema de buscas naquele país. Atualmente, o buscador está hospedado em Hong Kong, onde conteúdos políticos não são censurados pelo firewall do governo.

O ataque que afetou a rede do Google e mais 33 empresas teve início quando um funcionário da subsidiária do Google na China clicou em um link malicioso enviado via comunicador instantâneo, afirma reportagem do NY Times. Desta forma, o invasor conseguiu acessar com computador do funcionário e, em seguida, uma base de software usada por desenvolvedores no escritório do Google, na Califórnia.

Os invasores também tiveram acesso a um diretório interno do Google chamado Moma, que armazena informações sobre tarefas de trabalho de cada funcionário da companhia, disse a fonte anônima ao jornal.

(Owen Fletcher)

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Beluzzo :: A China e a resistência cambial


A China e a resistência cambial — Portal ClippingMP

Autor(es): Luiz Gonzaga Beluzzo
Valor Econômico – 06/04/2010

A partir do segundo trimestre de 2009, o comércio mundial começou a emergir (+ 0,5%) do mergulho profundo em que se lançou entre o 4º trimestre de 2008 (-7,8%) e o 1º trimestre de 2009 (-10,7%). Essa modesta estabilização do comércio mundial foi promovida, sobretudo, pelas importações dos países asiáticos que cresceram 7,2% no período enquanto as importações dos países desenvolvidos continuaram a se contrair.

Estudos sobre a evolução do comércio mostram que o plano anticíclico de US$ 580 bilhões (cerca de 12% do PIB) colocado em prática pelo governo chinês impulsionou a demanda doméstica e teve impacto importante nas economias vizinhas. Coreia e Cingapura elevaram as despesas públicas em infraestrutura e estimularam a expansão do crédito. Os efeitos benéficos da estratégia chinesa destinada a enfrentar a crise não pouparam os exportadores de commodities, felizes beneficiários da recuperação dos preços e volumes dos bens destinados ao comércio exterior.

Apesar dessas ações virtuosas, um dos temas do momento é a resistência da China diante das sugestões ou das súplicas para que deixe o yuan flutuar. São cada vez mais frequentes as queixas dos que se julgam prejudicados pela agressiva “invasão chinesa” nos mercados de manufaturas. Não são poucos os países que apontam a “resistência cambial” dos asiáticos como o maior obstáculo à almejada correção dos desequilíbrios de balanço de pagamentos que afligem gregos e troianos no jogo da economia global.
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