Brasil 2022: o futuro passado

Brasil 2022: o futuro passado – Marco Weissheimer

Brasil 2022: o futuro passado
Oct 6th, 2010
by Marco Aurélio Weissheimer.

Por Vinicius Wu (@vinicius_wu)

Brasília, 07 de Setembro de 2022.
Notícias de Brasília

“1. Hoje comemoramos 200 anos de Brasil independente. Comemorar talvez não seja uma palavra oportuna para a ocasião. Afinal, o Brasil volta a ostentar um dos mais altos índices de desigualdade social do mundo. No primeiro trimestre deste ano, a massa salarial recuou 7% e a taxa de desemprego voltou a subir nas regiões metropolitanas.

2. Ontem, o Ministro da Fazenda confirmou o pedido de socorro que o governo brasileiro enviará ao FMI, visando saldar compromissos da União. O órgão já adiantou que a autorização de crédito será feita mediante a adesão do país ao pacote de medidas que o Fundo propôs recentemente aos países que integram o G20.

3. No plano internacional, o Brasil deverá convidar o governo norte-americano para intermediar o recente conflito com a Bolívia, que recentemente interrompeu o fornecimento de gás ao país. Os transtornos causados pela interrupção devem ser agravados pelo novo apagão que o país pode enfrentar na próxima semana.

4. Ainda na próxima semana, um novo lote de ações da antiga Petrobrás será disponibilizado no mercado de capitais. É grande a expectativa dos investidores. Após a queda dos papéis da empresa, sinais de recuperação começam a ser percebidos pelos analistas de mercado.

5. A greve que paralisa as Universidades Federais há 4 meses deve terminar nesta semana, após a decisão da Justiça que autoriza o governo cortar o ponto dos grevistas. O impasse com a categoria – em protesto pelo corte de recursos para as Universidades Federais – entretanto, continua.

6. O ex-presidente José Serra foi o principal palestrante do seminário promovido pelo Instituto Millenium, ontem no Rio de Janeiro. O ex-Presidente negou que seu governo tenha bloqueado a aprovação do projeto de Reforma Política, que há dez anos tramita no Congresso Nacional.

7. A economia brasileira perde duas posições no ranking das maiores economias do mundo. O país situa-se, agora, atrás da África do Sul, que obteve crescimento de 9% no último ano”.

Os tucanos têm toda razão ao afirmarem que não devemos debater o passado. É hora de o Brasil debruçar-se sobre seu futuro. Para que estas notícias jamais sejam publicadas, por nenhum jornal brasileiro, vote Dilma no segundo turno.

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Mundial de Basquete :: Brasil vs EUA

“#MundialdeBasquete #Brasil vs #EUA”

Não assisti ainda, mas deve ter sido um jogão. Acho que agora com esse time, o basquete brasileiro vai ressurgir das cinzas.

Já era hora.

Brasil levanta torcida turca e dá sufoco nos EUA, mas perde a 1ª

Brasil levanta torcida turca e dá sufoco nos EUA, mas perde a 1ª
30 de agosto de 2010 • 17h22 • atualizado às 18h16

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Irã enganou o Brasil só pra finalizar a Bomba na sua “fábrica secreta”

“Sei. Tão secreta qto a da Coreia do Norte?”

“Sei. Tão perigosa qto Dimona de Israel?”

Essa imbecilidade diária na mídia brasileira ainda me mata de infarto. Se o Irã vier a construir a bomba, não vai ser secretamente (a era da privacidade acabou qdo lançaram o primeiro satelite espião). E não vai chegar aos pés da capacidade de Israel. É patético as pessoas querem saber os “termos do acordo”. Reclamarem do “prazo”. E pior, não acreditarem que o Irã vá cumpri-lo.

Os termos estão sendo analisados pelo G15, pela AIEA. O prazo é curto, pq é um processo em que as partes estão construindo uma “relação de confiança”. Sobre se o Irã vai ou não cumprir. Melhor se preocupar em saber se as potências ocidentais vão permitir a execução do acordo.

Não sei pq é tão difícil de aceitar que o acordo é só o primeiro passo. Mas o que incomoda tanto é que é um passo pequeno, mas na direção contrária daqueles que só desejam de uma maneira quase sexual, a guerra.


Lula enfurece o Washington Post ao tentar negociar com o Irã.

“War! War! – gritam os falcões no ouvido do Obama.”

A pergunta é, pq estão tão incomodados? A guerra ainda não começou. E não é o Brasil quem está vetando. Resolve com a China primeiro, ok?

E mais, ter o Washington Post e a Fox News como inimigos é quase um elogio.

PostPartisan – Has Brazil’s Lula become Iran’s useful idiot?

Has Brazil’s Lula become Iran’s useful idiot?

Has Brazilian President Luiz Ignacio “Lula” da Silva become Iran’s useful idiot?

Mahmoud Ahmadinejad clearly thinks so. On Wednesday his website posted a statement saying he had accepted “in principle” a supposed Brazilian proposal to defuse Iran’s standoff with the U.N. Security Council — and prevent the adoption of new sanctions pressed by the United States, Britain and France.

The Brazilian foreign ministry hastily denied that there was a concrete proposal. But that’s irrelevant: Lula, who is planning a trip to Tehran next week, is obviously seeking to position himself as the mediator who can broker a deal between Iran and the West.
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Pepe Escobar: O Irã, o Brasil e “a bomba”


“O Irã não é o Iraque. Se fosse, já teriam bombardeado os pontos em amarelo e preto.”

Pepe Escobar foi o cara que publicou o artigo um mês antes do 9/11, avisando que o Osama Bin Laden estava armando alguma coisa grande. O(s) serviço(s) de inteligência dos EUA, que tudo veem e ouvem, repentinamente, ficaram cegos e surdos por pura incompetência. Bem é assim que vai estar escrito nos livros de história, mas cada um acredita no que quiser.

Pepe Escobar: O Irã, o Brasil e “a bomba” | Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de abril de 2010 às 22:58

O Irã, o Brasil e ‘a bomba’

30/4/2010, Pepe Escobar, “The Roving Eye”, Asia Times Online

tradução de Caia Fittipaldi

O ministro das Relações Exteriores do Brasil Celso Amorim foi tão polido quando preciso e claro, em conferência conjunta de imprensa, ao lado de seu contraparte Manouchehr Mottaki em Teerã nessa 5ª.-feira. Amorim disse que “o Brasil está interessado em participar de uma solução apropriada para a questão nuclear iraniana.”

“Apropriada” é palavra em código para “dialogada” – não uma quarta rodada de sanções lançada pelo Conselho de Segurança da ONU, muito menos a opção militar, que o governo Barack Obama insiste, com estridência, em manter à mesa. Assim, ao posicionar-se como um mediador em busca de solução pacífica, o governo brasileiro põe-se em rota de colisão “soft” com o governo Obama.

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva do Brasil estará em visita a Teerã, mês que vem. Aos olhos dos falcões do “pleno espectro de dominação” nos EUA, é anátema. Tanto quanto para a ‘mídia’ ocidental de direita, veículos brasileiros inclusos, que não se cansam de martelar Lula, non-stop, por sua iniciativa de política exterior.

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A desconcentração recente de renda no Brasil

A concentração de renda no Brasil é uma das maiores do mundo, ainda herança de um período de forte concentração (1960-1991), mas, pelo menos, o Brasil é um dos poucos países na última década que logrou crescer com desconcentração.

Esse processo vem desde a saída da recessão de 1990-1991, mas em duas fases:

– 1993-2003 : desconcentração por saída da recessão, redução da inflação no período inicial do Plano Real; a partir de 2001 continuidade da desconcentração apesar do mercado de trabalho adverso : rendas maiores sofreram queda maior que rendas menores, estas progressivamente protegidas pela maior participação de pensões (como as rurais) e aposentadorias na composição total, surgimento de programas federais de transferência (bolsa-escola). 

– 2004-2009 : desconcentração de renda por recuperação do mercado de trabalho; expressivo aumento das transferências unilaterais (bolsa-família); redução da participação dos juros na formação de renda. 

A desconcentração foi mais acentuada no segundo período. 

O índice de Gini é relevante, mas frequentemente há confusões, dependendo dos tipos de renda e populações considerados. Não é raro em matérias ou análises os observadores se defrontarem com mistura de índices no texto, dada a tendência a simplesmente falar “índice de Gini”. 

Mas há três séries mais conhecidas, apresentadas neste gráfico (as linhas verticais dividem os períodos de governo) : 

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Irã pode aceitar proposta do Brasil. E agora Obama? E agora capitulacionistas?

“Colunistas do Partido da Imprensa sequer olham no mapa antes de escrever sobre o Irã. É constrangedor.”

Como disse aqui a proposta que Celso fez ao Irã, na sua tão criticada tour pelo Oriente Médio (como se diplomatas não fossem seres treinados para fazer uma única coisa: conversar) foi uma proposta interessante. O Brasil forneceria o urânio à eles. Todos ganhariam. Bem, isso se vc for inocente o bastante pra acreditar que os militares dos EUA não querem a guerra. Eu acredito que eles querem a guerra, precisam dela, e estão a busca de um motivo. O que é um argumento estúpido, pois depois do factóide da existência de WMDs no Iraque, todo mundo bem informado sabe que isso é desnecessário, e as intenções americanas são bem claras.

E isso não é só uma questão para o Obama. É preciso parar de pensar na política nessa forma personalista e messiânica. Quem assistiu os “13 Dias que abalaram o Mundo” imaginam quem o Obama está na mesma posição que o JFK estava na crise dos mísseis em Cuba. É ele e mais dois cercados por falcões sedentos por guerra por todos os lados. Sem contar Israel e a AIPAC esticando a corda diariamente, torcendo por decisões que isolem Israel, e joguem todo aqueles eleitores mais de centristas no colo dos republicanos. Como no Brasil, depois da Reforma da Saúde, a recuperação da economia americana e a Reforma do Mercado Financeiro, essa é a única chance de retorno ao poder. Isso, é claro com o apoio e campanha da mídia mais conservadora (pelo menos nos redime saber que não é só no Brasil que é assim).

De qualquer forma vai ser interessante observar o comportamento dos colunistas brasileiros, especialistas em política internacional (entre outras coisas) se estrebucharem pra conseguir transformar isso numa decisão ruim, da política externa bolivariana criada pelo cabeção do Lula e magistralmente implementada pelo companheiro marxista Celso Amorim.

Não é. Esse é o Itamarati fazendo o que sempre soube fazer, conversando e procurando soluções inovadoras para a construção paz. A diferença é que as amarras que os governos anteriores criaram foram rompidas, subserviência aos países ricos saiu de cena e o agora os diplomatas tem tb o lastro de um político popular – mas não populista como tentam propagar – não só internamente, mas externamente pra fazer aquilo para o qual se prepararam arduamente durante anos. É a diplomacia que faz jus ao tamanho da potencialidade dessa Nação. E essa vibe, nenhum artigo de quinta feito por colunistas obtusos de jornalecos à beira da extinção vai conseguir tirar de nós.

A partir de hj, volto a ler os jornais diariamente, só pra assistir esse espetaculo. Sim sou, sádico. Adoro ver os capitulacionistas brasileiros sofrerem.

G1 – Presidente do Irã apoia proposta do Brasil para trocar combustível nuclear – notícias em Mundo

France Presse

05/05/2010 06h40 – Atualizado em 05/05/2010 08h07

Presidente do Irã apoia proposta do Brasil para trocar combustível nuclear

Ahmadinejad conversou com Hugo Chávez sobre a proposta brasileira.
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