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Goiás cala Pacaembu lotado, assina tragédia do Palmeiras e está na final | globoesporte.com

24/11/2010 23h43 – Atualizado em 25/11/2010 02h12
Goiás cala Pacaembu lotado, assina tragédia do Palmeiras e está na final

Anfitrião começa vencendo, mas sofre dois gols e acaba sem a vaga. Visitante vira e garante decisão em ano de rebaixamento no Brasileiro


Por Carolina Elustondo e Tiago Leme São Paulo
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Em uma reação épica, o Goiás venceu o Palmeiras por 2 a 1 na noite desta quarta-feira, no Pacaembu, e garantiu a vaga na final da Copa Sul-Americana. O time esmeraldino calou o estádio, tomado por cerca de 35 mil torcedores palmeirenses que antes fizeram uma bela festa. Ernando foi o herói goiano, garantindo ao clube um alento após o rebaixamento para a Série B do Brasileiro. Aos paulistas, só resta pensar em 2011.

O Goiás, que havia perdido a primeira partida, no Serra Dourada, por 1 a 0, recuperou a vantagem e agora pega o vencedor da disputa entre LDU e Independiente. Os times fazem o segundo jogo nesta quinta-feira, na Argentina. Na primeira partida, o time equatoriano venceu por 3 a 2.

Festa palmeirense, supresa goiana


A torcida do Palmeiras fez uma grande festa antes do jogo. Com o Pacaembu lotado, agitou balões vermelhos, verdes e brancos e fez um mosaico com a frase: “Torcida que canta e vibra”, uma referência a um trecho do hino do clube.

Quando a bola rolou, o Palmeiras parecia contagiado pela torcida. Criava mais e assustou Harlei, logo aos seis minutos, em um chute de longe de Danilo que saiu pela linha de fundo. O zagueiro incentivou os torcedores após a jogada. O Goiás precisava vencer, mas o técnico Artur Neto manteve a cautela com três zagueiros e apostou em Otacílio Neto no lugar de Felipe, que está em má fase. Mas o substituto foi constantemente acompanhado por um marcador, dificultando a ligação do meio com o ataque goiano.
Rafael Moura carlos alberto gol GoiásRafael Moura, Carlos Alberto e Marcão comemoram a classificação (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Do outro lado, Kleber e Lincoln também tinham sempre um defensor na cola. O Goiás sabia que se sofresse um gol ficaria com muitas dificuldades para conseguir o placar para chegar à final. A estratégia do Esmeraldino era marcar forte e tentar um gol no contra-ataque para levar a decisão pelo menos para os pênaltis.

A opção do Goiás era bastante arriscada. O Palmeiras tinha mais oportunidades e chegou a carimbar a trave aos 12 minutos, com Tinga. A torcida explodiu e começou a acreditar que o gol era questão de tempo. A bobeada do lateral Douglas quase concretizou do desejo dos torcedores quando Luan roubou a bola do adversário e chegou na frente de Harlei para chutar fraco, aos 21. Segundos depois, o troco do Goiás veio em um chute forte de Rafael Moura, que raspou a trave de Deola. Jogo quente no Pacaembu!

O visitante melhorava na partida, aproveitando cada espacinho deixado pelo dono da casa e beneficiado pela eficiente marcação sobre os principais articuladores do Palmeiras. Otacílio Neto fez Deola trabalhar aos 27, com um chute pela esquerda.
luan comemora gol do palmeiras sobre o goiásLuan celebra gol do Palmeiras
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Mas mesmo com o crescimento do Goiás, o gol tão esperado pela torcida do Palmeiras saiu aos 33: Edinho fez um belo lançamento para Luan, que tirou de Harlei e tocou para o fundo do gol: 1 a 0, com direito até a dancinha com os companheiros. A situação do Goiás se complicava. O time de Goiânia precisava fazer dois gols para chegar à final.

Quando o jogo já caminhava para o fim do primeiro tempo, com festa da torcida palmeirense, o Goiás deu o primeiro passo para mudar sua condição: aos 47, Marcelo Costa cobrou uma falta no travessão: a zaga afastou, mas Carlos Alberto aproveitou a sobra e, de cabeça, mirou o gol de Deola. A bola ainda bateu em Tinga antes de entrar: 1 a 1. Silêncio no Pacaembu e vibração dos poucos torcedores do Esmeraldino presentes.

Tensão no Pacaembu, e vaga nas mãos do visitante

Tentando se recuperar do baque, a torcida do Palmeiras voltou a incentivar o time no segundo tempo, colorindo o Pacaembu com mais balões. No Goiás, Artur Neto tirou Douglas, que não fazia boa partida, e colocou o atacante Felipe improvisado pela ala direita. O treinador tentava tirar proveito do gol feito, que abalou um pouco a equipe do anfitrião em campo. O time goiano crescia nos contra-ataques.

Depois de demorar um pouco a engrenar, o Palmeiras voltou a ameaçar o Goiás com força e mostrar afobação para fazer mais um gol, mesmo estando classificado com um empate. O adversário seguia apostando no nervosismo do anfitrião, mas, apesar de circular pelo campo do Palmeiras, pouco chegava em Deola.

A tensão era grande entre os torcedores do Palmeiras. Eles não acreditaram quando Kleber errou uma tabela com Lincoln, ou quando o árbitro deu vantagem em uma falta frontal sofrida por Marcos Assunção. As unhas eram roídas cada vez que Deola precisava encaixar uma bola. E os xingamentos foram inevitáveis quando Kleber, sozinho na grande área, chutou torto, à esquerda de Harlei, aos 24 minutos.

Felipão tirou Lincoln e apostou em Dinei para tentar o segundo gol e tranquilizar a massa. Mas o que o treinador palmeirense não previa era a tragédia que se anunciava para o seu time. Aos 36 minutos, o Pacaembu se calou pela segunda vez. Marcão cruzou, Rafael Moura ajeitou, e Ernando cabeceou para o gol, fazendo o gol da classificação goiana: 2 a 1 para o visitante.

Depois de um breve silêncio, a torcida do time paulista apoiou até o fim, mas o nervosismo era evidente entre os donos da casa. Artur Neto tirou um atacante e segurou a pressão do anfitrião. O Palmeiras, afobado, tentava empatar. Mas amargou a decepção em casa. Festa para o time goiano, que se superou e agora é o representante brasileiro na final. O choro do menino palmeirense no vídeo acima exemplifica bem o sentimento dos donos da casa.


PALMEIRAS 1 X 2 GOIÁS
Deola; Márcio Araújo, Danilo, Maurício Ramos e Gabriel Silva;
Edinho, Marcos Assunção, Tinga (Ewerthon) e Lincoln (Dinei); Luan e
Kleber
Harlei, Rafael Toloi, Ernando e Marcão; Douglas (Felipe), Carlos
Alberto, Amaral, Marcelo Costa e Wellington Saci; Otacílio Neto
(Jonílson) e Rafael Moura
Técnico: Luiz Felipe Scolari Técnico: Artur Neto
Gols: Luan, aos 33 minutos, e Carlos Alberto, aos 47 minutos do primeiro tempo; Ernando, aois 36 minutos do segundo tempo.
Cartões Amarelos: Douglas, Marcão, Carlos Alberto (Goiás)
Público: 34.926 pagantes. Renda: R$ 711.429,00
Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 24/11/2010. Árbitro: Heber Roberto Lopes (BRA). Auxiliares: Altemir Hausmann e Alessandro Rocha (BRA)

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