Dilma, just do it


 

Se se confirmar a informação que o trio do core da economia – Mantega no MF, Miriam Belchior no Planejamento e Tombini no BCB –  será anunciado essa semana, acho que a Dilma começa muito bem. Com um CMN (Conselho Monetário Nacional) bem discreto e eficiente. Sem turbulências no caminho. Com uma “coordenação” na política econômica já encaminhada. Fica faltando as posições do Nelson Barbosa, do Palocci e do Luciano Coutinho. Sem contar no Pimentel. Mas esses, com todo respeito, esses serão “detalhes”.

Muitos estão entrando nesse jogo da mídia (a serviço do Deus-Mercado) que a saída do Meirelles seria uma mudança. Não muda nada, só se trocam as pessoas, remove-se uma gambiarra (status de Ministro para o presidente de um autarquia como o Banco Central). Talvez, a autorização para uma demonstração de força para o Tombini se a inflação não arrefecer e por ai vai.

Já o futuro do Meirelles depende dele, pois já flertou com a carreira política em Goiás. É hora de encarará-la. Uma quarentena numa embaixada ou não fazendo nada, e ai retornar, dessa vez mais bem assessorado politicamente. Sai por cima, como um dos principais auxiliares de um dos maiores monstros políticos da história do Brasil, Lula, que não hesitará se ele decidir encarar o embate político. Eu torço para que faça isso. E a história vai mostrar os gráficos das “curvas de juros” com uma queda significativa (apesar de não suficiente). No geral a gestão dele foi boa, apesar dos pesares.

Mas como disse, a Dilma agora só tem que decidir. Essa semana, afinal, o mercado especula. Sem boataria, sem disse-me-disse, não tem ganhador, nem perdedor. Esses caras não são “siris”, não gostam de “andar de lado”. Se não decidir logo, eles vão fazer o inferno até o Natal. Mas estou sendo repetitivo, até os mármores do Planalto sabem que  deixar o Mercado correr especular solto é uma péssima decisão.

Então, presidenta, just do it.

Henrique Meirelles faz discurso em tom de despedida – O Globo


Adeus
Henrique Meirelles faz discurso em tom de despedida
 

Publicada em 22/11/2010 às 23h16m
Lino Rodrigues

SÃO PAULO – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira que a conversa que terá com a presidente eleita, Dilma Rousseff, para decidir se deixa ou cargo ou se continua, será anunciada na “hora certa”. A reunião com Dilma, marcada para esta semana, deve descartar de vez a permanência de Meirelles à frente do BC. Em discurso nesta segunda-feira à noite na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), depois receber o prêmio Responsabilidade Pública 2010, concedido pela Sinaprocim, entidade que reúne as empresas fabricantes de produtos de cimento, Meirelles fez elogios à atuação do BC e à atual situação econômica do país que “saiu da crise mais forte que entrou”. Mas, em tom de despedida, disse que está concluindo o trabalho do BC de zelar pela estabilidade macroeconômica, juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da SIlva.

( Leia também: Dilma Rousseff descarta permanência de Henrique Meirelles no BC )

” Muitos me perguntam o que espero do futuro, da vida pública? Eu tenho respondido que espero terminar, de fato, este mandato, juntamente como presidente Lula, concluindo este tipo de trabalho de responsabilidade do Banco Central, que é zelar pela estabilidade macroeconômica do país “

– Muitos me perguntam o que espero do futuro, da vida pública? Eu tenho respondido que espero terminar, de fato, este mandato, juntamente como presidente Lula, concluindo este tipo de trabalho de responsabilidade do Banco Central, que é zelar pela estabilidade macroeconômica do país e, portanto, provendo as condições básicas para o crescimento sustentável. É um momento de grande gratificação para quem participou desse processo. Tenho grande satisfação de ter participado disso – disse Meirelles.

Na saída do evento, ainda no elevador da sede da Fiesp, questionado se o discurso teria sido uma despedida, Meirelles disse que não, que era “um momento de celebração”. Os termos celebração e gratificação, aliás, foram usados várias vezes durante o discurso segunda-feira à noite, depois que fontes de Brasília davam como certa sua substituição no cargo de presidente do BC.

– Gratificação para a construção civil e para aqueles que fornecem insumos para a construção civil (caso da platéia de empresários presente à sua palestra) e gratificação para quem participou intensamente deste processo (de crescimento econômico). É um momento de fato de celebração da economia brasileira – elogiou, lembrando que o setor de insumos para a construção civil cresceu, em média, 3,8% ao ano desde 2003.

Folha.com – Poder – Dilma se irrita com atitude de Meirelles para se manter no BC – 20/11/2010

20/11/2010 – 09h30
Dilma se irrita com atitude de Meirelles para se manter no BC

 

VALDO CRUZ
KENNEDY ALENCAR
DE BRASÍLIA

A presidente eleita, Dilma Rousseff, se irritou com Henrique Meirelles por ele ter divulgado que impõe condições para ficar no Banco Central, mas não descarta negociar sua permanência por um período tampão.

De acordo com auxiliares de Dilma, Meirelles perdeu “muitos pontos” e deve “baixar o tom” para que os dois possam negociar sua posição no futuro governo.

A presidente eleita disse a petistas que não convidou Meirelles a ficar, mas autorizou uma sondagem. A conversa definitiva deverá acontecer na próxima semana.

Segundo a Folha apurou, a intenção de Dilma era negociar com Meirelles sua permanência por um período de “três, seis ou oito meses”, até que ela reorganize sua equipe econômica.

Ontem Dilma ficou contrariada ao ser informada de que Meirelles teria dito à imprensa que fora convidado por ela para ficar no BC, mas condicionou isso à manutenção da autonomia que desfrutou na gestão Lula.

A futura presidente, segundo assessores, disse que desde sua eleição não havia conversado nem pessoalmente nem por telefone com Meirelles. Logo, afirmou, não foi feito convite.

INCÔMODO

A avaliação da equipe de Dilma é que Meirelles teria criado uma situação incômoda para ela ao dizer que só ficaria com autonomia. Ou seja, não ficando, ele é quem teria decidido sair por não receber as garantias de liberdade de trabalho.

Segundo um auxiliar, Meirelles “deu vários passos para trás” na definição do seu futuro dentro do governo Dilma. Além do BC, ele poderia ser aproveitado em outro ministério ou ser indicado para a embaixada brasileira em Washington.

Acionado por Dilma, o coordenador da transição, Antonio Palocci, entrou em contato com Meirelles, que estava em Frankfurt, para pedir esclarecimentos sobre as informações na imprensa.

O presidente do BC disse que não havia dado nenhuma entrevista com aquele conteúdo e que falaria com jornalistas sobre o assunto.

Em seguida, disse à imprensa que havia sido convidado pela eleita para discutir a “extensão de seu mandato”, fazendo questão de destacar que ela sempre defendeu a autonomia do BC.
“Recebi uma mensagem através da equipe da presidente Dilma me convidando para termos uma conversa na semana que vem.”

Disse que “tem havido muitas perguntas sobre a autonomia do BC” e que ele tem respondido “sistematicamente que a presidente eleita se mostrou, inclusive na campanha, ser a favor da autonomia”.

O principal defensor da permanência de Meirelles sempre foi o presidente Lula, que fez essa sugestão a Dilma mais de uma vez. Mas confidenciou a auxiliares que já fez o que podia e que não se intrometeria mais e que agora “a bola está com ela”.

Lula também recomendou à petista a manutenção de Guido Mantega. Nesse caso, ela concordou.

Ela passou a cogitar a hipótese de manter o atual presidente do BC depois de avaliar o cenário econômico internacional, que tende a piorar em 2011.

Dilma recebe Miriam Belchior e Guido Mantega para discutir o andamento do PAC – O Globo

Futuro em pauta
Dilma recebe Miriam Belchior e Guido Mantega para discutir o andamento do PAC

 

Publicada em 22/11/2010 às 13h48m
Patrícia Duarte; Agência Brasil

Miriam Belchior chega à Granja do torto para reunião com Dilma. Foto: André Coelho

BRASÍLIA
– A presidente eleita, Dilma Rousseff, recebe nesta segunda-feira na Granja do Torto a secretária-executiva do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), Miriam Belchior, para discutir o andamento do programa. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda,  Nelson Barbosa, um dos cotados para integrar o primeiro escalão do governo Dilma, também participou da reunião e deixou o local sem dar entrevistas e só comentou o encontro horas depois. Logo após a saída de Barbosa foi a vez do ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reunir com Dilma.

Segundo assessores, Dilma deve ir à tarde ao Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) onde fica equipe de transição. A assessoria confirmou a presença de Dilma no jantar com de líderes da União de Nações Sul-Americanas, na Guiana. Dilma também recebeu informações do Minha Casa, Minha Vida O secretário de Políticas Econômicas do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que o encontro desta segunda-feira com a presidenta eleita Dilma Rousseff, na Granja do Torto, teve o objetivo de informar a ela o andamento dos dois principais conjuntos de ações do governo na área de infraestrutura – o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida.

– Foi uma reunião com a presidenta eleita para apresentar a evolução do PAC e do Minha Casa, Minha Vida – resumiu Barbosa ao chegar ao Ministério da Fazenda, após o encontro. Barbosa passou cerca de duas horas reunido com Dilma e com a coordenadora do PAC, Miriam Belchior. Há a expectativa de que a equipe econômica seja anunciada ainda nesta semana. Na semana passada, Dilma disse ao vice-presidente eleito, Michel Temer, que até o dia 15 de dezembro quer divulgar todos nomes dos ministros se seu governo. Até lá, ela deve fazer anúncios em blocos, por área, a começar pela equipe econômica. Na semana passada, em meio a rumores de que o ministro da Fazenda permaneceria à frente da pasta, Dilma se reuniu com Guido Mantega. Ela também teria marcado uma conversa para esta semana com o atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. De acordo com a assessoria, essa conversa ainda não consta na agenda da presidenta eleita.

2 comentários sobre “Dilma, just do it

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