Lula e Dilma vão propor uma CPMF Global (Taxa Tobin) ao G20?


“CPMF = Taxa Tobin. Quer que eu desenhe?”

Dá preguiça comentar esses caras. Mas eu não entendo, como pode esses colunistas que ganham milhares de reais, que trabalham o dia inteiro para isso, e perdem completamente o fio da meada. É o mal do meio, vivem num ambiente em que a notícia não é fruto de uma reflexão e pesquisa.

Esse tipo de informação ruim, deveria ser função de um blog amador, como o meu. Escrever bobagens, com baixa qualidade ortográfica, péssimo estilo e conteúdo zero. Ironia pouca é bobagem, os bem pagos colunistas, é que se dispõem a esse papel.

Lula não quer vingança. Lula quer fazer as maldades pra Dilma poder falar que não foi ela. Governadores não são um “cavalo de troia”. Governadores precisam de dinheiro para resolver o problema de subfinanciamento da Saúde. Como o Anastasia (outra Dilma, outro poste que vai surpreender muitos) disse: essa é uma política pública de “demanda infinita”. Aliás, alguém acha que ele entrou nessa sem consultar o futuro mega-senador oposicionista Aécio Neves? Pois é, Estadão, vai fazer o dever de casa, vai.

Já o povo brasileiro, se for melhor informado a respeito, ficará a favor, afinal, quem ganhou foram os empresários e especuladores. E só. O povo perdeu a melhoria da saúde e não reduziu em um centavo o preço dos produtos. Aliás esse evento para mim foi quando o PSDB transformou-se em PsdB (social-democracia só no diminutivo). Lula fez uma grande concessão, e eles não aproveitaram, seduzidos pelas “bolinhas de papel” do DEM.

Agora se fosse pra especular, especularia que a Dilma e o Lula vão a reunião do G20 propor a criação da Taxa Tobin (CPMF Global) para conter o fluxo de capital de curto prazo, ainda mais elevado pelo QE2 do governo dos EUA.

Mas só faria isso se tivesse uma coluna no Estadão, ok?


Governadores aliados são o “cavalo de tróia” da CPMF « João Bosco

Governadores aliados são o “cavalo de tróia” da CPMF

por João Bosco Rabello

05.novembro.2010 08:50:09

Só uma equivocada certeza sobre a ingenuidade política do cidadão brasileiro médio pode levar um governo com dois presidentes – um em fim de mandato, outra eleita – a fingir que nada tem a ver com a proposta de recriação da CPMF.

O movimento dos governadores aliados pela recriação do imposto tem a nítida digital do presidente Lula, até hoje inconformado com o único momento de oposição efetiva ao seu governo que também representou o fim da perspectiva de um terceiro mandato.

Com uma das maiores cargas tributárias do planeta, o Brasil viveu bem sem a CPMF porque já no ano seguinte à sua eliminação, seu valor de R$ 40 bilhões/ano foi reposto por uma arrecadação recorde.

O time de governadores que propõe sua volta funciona como uma espécie de “cavalo de tróia” para a vingança pessoal de Lula, iniciada ainda na campanha eleitoral, quando trabalhou intensamente para “extirpar” o partido que capitaneou sua derrota e, individualmente, candidatos à reeleição que se associaram à iniciativa.

Para ser fiel à uma das promessas de campanha que respondem pela sua eleição, a presidente eleita, Dilma Rousseff, precisaria ir além da singela declaração de que não tomará a iniciativa da recriação do imposto, mas que não desconhecerá o movimento dos governadores. Precisaria ter condenado a idéia.

Não criar impostos foi uma declaração formal da candidata que parece agora fazer uma sutil distinção entre a garantia dada ao eleitor e o comportamento pós-eleição: não estaria criando, mas permitindo a re-criação de um imposto. Dá no mesmo e sinaliza negativamente para sua independência com relação ao pai de sua candidatura.

O episódio serve também como primeiro teste para uma oposição que ainda lava a roupa suja de uma campanha em que entrou dividida e tardiamente e que pretende se reconstruir em bases mais orgânicas.

A proposta, com forma e conteúdo de traição ao eleitorado, só guarda coerência com a definição de “governo da continuidade” decisiva para a vitória de Dilma, pela associação com um país de economia estável e de resgate social. Ainda que os alicerces desse cenário sejam negados ao governo antecessor.

Se for esse o conceito de continuidade, ele só prosperará se a sucessora de Lula também contar com uma oposição omissa, o que parece mais remoto agora, em que pese o adjetivo “generosa” com o qual o senador Aécio Neves a definiu.

O que resta é a óbvia conclusão de que começa mal um governo que admite discutir aumento de imposto, principalmente se elegeu-se pregando o contrário.

2 comentários sobre “Lula e Dilma vão propor uma CPMF Global (Taxa Tobin) ao G20?

  1. Sou completamente a favor da recriação da CPMF. Esse é um tributo justíssimo e que tem duas funções: permitir o rastreamento das operações financeiras e fortalecer o sistema de saúde. É de péssima qualidade intelectual como disseste, essa matéria do estadão.

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