Brasil e emergentes ganham espaço no FMI. Se fosse com o PSDB…


“Aonde estava o #SerraRojas mesmo?”

G-20: Emergentes ganham mais espaço no FMI – O Globo

Política Internacional
G-20: Emergentes ganham mais espaço no FMI

Publicada em 23/10/2010 às 10h36m
Reuters O Globo

RIO – Em acordo classificado como histórico pelo diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, as economias emergentes passarão a ter mais poder de decisão no fundo. Na prática, mais de 6% das ações ordinárias no fundo passarão aos países em desenvolvimento, que se tornarão o terceiro maior membro do credor. Juntos, os quatro emergentes, conhecidos pela sigla Brics (Brasil, China, Rússia e Índia), terão 14,18% das cotas do fundo. O acordo foi anunciado neste sábado e reflete uma mudança no poder global dos países industrializados.

A Europa irá também desistir de dois dos até nove lugares, que controla a qualquer momento no Conselho Executivo do FMI Câmara, que continuará a ter 24 membros, de acordo com um comunicado divulgado após uma reunião de ministros das Finanças do Grupo.

Como parte de um pacote amplo, os países que integram o G-20 também concordaram em dobrar as quotas do fundo, que determinam quanto cada país contribui e quanto pode pedir emprestado a partir dele. A justificativa é garantir uma posição forte para prevenir ou lidar com potenciais crises.

O G-20, disse que as reformas tornariam o credor com base em Washington mais eficaz, crível e legítimo. Estados Unidos que detinham 17,67% das cotas do FMI irão manter seu poder de veto sobre as decisões mais importantes do Fundo.

De acordo com o Ministério das Finanças russo, a China vai passar a Alemanha, França e Reino Unido no ranking do Fundo de alimentação, com a sua quota-parte subindo de 3,65% para 6,19%. Os mercados emergentes como um todo terá uma quota de 42,29%.
Guerra cambial

Os países que compõem o G-20 também chegaram a um acordo para deter as desvalorizações competitivas de moedas, embora não tenham conseguido um consenso sobre uma linguagem mais firme que poderia ter estimulado o dólar.

Os esforços dos Estados Unidos para limitar os atuais desequilíbrios das contas correntes a 4% do Produto Interno Bruto (PIB), uma medida que apontava diretamente ao superávit da China, encontraram resistência em várias nações.

Os membros do G-20 se comprometeram em um comunicado a “regular as desvalorizações competitivas de suas moedas”, enquanto as nações em desenvolvimento prometeram reduzir seus déficits orçamentários ao longo do tempo e tomar ações para controlar os desequilíbrios das contas correntes.

“Para que o mundo possa crescer a um ritmo forte e sólido no futuro… precisamos trabalhar para conquistar um maior equilíbrio no caminho da expansão global enquanto nos recuperamos da crise”, disse o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner.

As propostas dos Estados Unidos para regular os desequilíbrios das contas correntes acontecem enquanto Pequim acumulou US$ 2,65 trilhões em reservas de moeda oficial como consequência de seu enorme superávit comercial, o que levou a Câmara dos Deputados norte-americana a aprovar uma lei que ameaça retaliações a menos que a China permita o fortalecimento de sua moeda.

Autoridades chinesas não fizeram comentários sobre a disputa, mas uma fonte do G-20 disse que Pequim era contra qualquer comunicado que comprometesse explicitamente os países a limitar seus balanços de conta corrente ou com qualquer outro regulamento sobre política monetária.

As tensões que no encontro levaram Japão e China a rebater as propostas norte-americanas continuaram até depois do fim da cúpula.

A Alemanha disse que havia críticas à política norte-americana de injetar dinheiro no sistema bancário que terminou chegando a economias emergentes como o Brasil, causando bolhas nos preços dos ativos.

“Tentei deixar claro em minha contribuição a discussão que considero (o relaxamento) uma forma errada de atuar”, disse o ministro alemão de Economia, Rainer Bruederle.

“Um excessivo e permanente incremento no dinheiro (injeção de fundos) é, sob meu ponto de vista, uma manipulação indireta da taxa (de câmbio)”, afirmou.

Contudo, a Coreia do Sul foi mais otimista sobre o resultado da reunião e disse que o G20 estava ajudando a acabar com a incerteza dos mercados.

“Isso terminará com a controvérsia pela taxa de câmbio”, afirmou o ministro sul-coreano de Finanças, Yoon Jeung-hyun.

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