Na adversidade encontra-se a oportunidade

“Crise é perigo, mas também oportunidade.”

Imagine se tivesse uma máquina do tempo e pudesse escolher um momento para viver? Que momento na história escolheria? Vivenciar o Renascentismo? O Iluminismo? As Cruzadas? A Revolução Francesa? Ou a Revolução Russa? Petrogrado, Moscou, 1917? França, 1968? Pequim, Berlim,1989? Brasil, 1964? Pergunta díficil não é? Não para mim.

Muitos escolheriam momentos da mais pura calmaria e bonança. Mas uns poucos escolheria aqueles em que o “mar da história” estaria de “ressaca”. Eu sou um desses. Não me imagino optando por uma vida boa, com dinheiro no bolso, de moletom e chinelo, lendo o jornal de domingo (arghh!), churrasco assando, cerveja gelada e o barulho das crianças brincando no quintal, mas o mundo caindo lá fora. Não faz meu estilo. Eu gosto é de ouvir o estampido. Eu gosto é de ver a bala zunindo. Quando a chapa esquenta, muitos correm do tiro. Outros, muito pelo contrário.

Os orientais lidam muito bem com isso. Todo tempo de crise é sinonimo de perigo, mas de oportunidade (dizem – comecei a estudar o chinês agora – que os ideogramas chineses para crise representam essas duas palavras, perigo e oportunidade). Vivemos um momento como esse. Eu não canso de repetir, o que não mata, fortalece. É o caso do “Brasil, 2010”. Um poço de crises, uma crise diária daqui pra frente, mas com oportunidades florescendo a cada dia.

Observem bem a situação atual: um candidato, que já foi “de esquerda”, que já foi desenvolvimentista, trai seu valores e princípios por causa da sua sede de poder, e se alia ao que de mais sujo a nossa sociedade produziu. A extrema-direita fascista: Membros da TFP (Tradição, Família e Propriedade), iluminatis, integralistas, monarquistas, neo-nazistas, pit-bulls espancadores de homossexuais, conservadores católicos, conservadores evangélicos, oportunistas de todas religiões e credos, a turma do “sou até-morte para defender o pró-vida”, a velha escória politica derrotada nas urnas, uma mídia falida e desnorteada após tomar um “caldo” da revolução tecnológica, representantes do lobby das grandes petroleiras, e aqueles que mais me entristecem, brasileiros colonizados que lutam visceralmente contra qualquer governo popular e soberano (não são elite, que é outra coisa completamente diferente disso daí).

Essa situação, é ímpar. Para muitos é pura adversidade. Um momento desanimador. Pra mim é oportunidade. Um momento estimulante e a chande de enfiá-los de volta para o esgoto de onde saíram – por mais alguns anos, pq não é possível extirpá-los, exterminá-los, esses caras são baratas, não serão extintos, sempre estarão ai, pelas sombras – e pavimentar o caminho para o progresso, discutindo o que é realmente importante.

Muitos acham que essa batalha insana é perda de tempo. Não! É a reafirmação de um projeto que cuida de nossos irmãos mais pobres, que luta pelo desenvolvimento dessa nação com um todo (no man left behind), é a confirmação da nossa soberania ante aos interesses “estrangeiros” (seja de outras nações, seja de grupos internacionais, seja do mercado, seja de próprios brasileiros que se venderam por migalhas), é a gratitude com oito anos de um governo que tanto fez bem para uma maioria pobre, um líder que elevou o patamar da auto-estima de um povo que sempre se considerou um grupinho de latino-americanos criativos e alegres, mas incompetentes, ignorantes e submissos.

Hoje somos potência (potência é o que possui capacidade, energia acumulada), temos no pré-sal, o passaporte para virar, não uma Venezuela, mas uma Noruega. Vai depender das decisões que tomaremos agora. Nesse sentido, repito para todos que me perguntam “por que Dilma?”: porque hoje no Brasil, não existe ninguém melhor para liderar esse processo. Porque já desperdiçamos oportunidades demais, e cansamos de ser o “eterno País do futuro”. O futuro é agora. Mas ele não virá fácil, virá após “sangue, suor e lágrimas”. Mas o que vem fácil, vai fácil. Então é ótimo que seja assim.

Parafraseando Joaquim Barbosa, é hora de “sair às ruas” e mostrar ao mundo, que viemos pra ficar. Que nem todas a mentiras do mundo juntas nos desviarão do nosso destino de ser grande.

4 comentários sobre “Na adversidade encontra-se a oportunidade

  1. É isso aí, amigo. Só uma correção. TFP não é a sigla de Tradição pela Família e Paz. Quem dera fosse. TFP significa Tradição, Família e Propriedade. Não tem paz nenhuma aí, só uma nostalgia pelos gloriosos tempos da Idade Média. Deus nos live!

  2. Ups, falha nossa (foi um ato falho, na verdade deve ser pq quem quer paz sou eu). Já corrigi, valeu. Vc sabe o que é TR? O povo citou no twitter mas não tive tempo de pesquisar.

  3. Tr e TR podem significar:
    O código ISO 3166-1 para a Turquia
    Taxa referencial
    Tonelada de Refrigeração, uma medida de potência de refrigeração. 1 TR é potência que fornece a quantidade de calor necessária para derreter uma tonelada de gelo em 24 horas. Conversões:1 TR = 12.000 BTU/h = 3.024 kcal/h = 3.516,8 W
    Toque retal
    Tomb Raider
    tr
    O código ISO 639 (alfa-2) para a língua turca

    ____

    Disponível na wikipedia.😉
    (to começando meu blog sobre política)

  4. muito boa, rapaz!!

    este é o sentimento que o povo brasileiro traz reprimido no peito desde sempre! e que tem de estar estampado no rumo de país que queremos para todos.

    contudo, é bom lembrarmos que “o preço da liberdade é a eterna vigilância” e as baratas estarão sempre por aí mesmo!

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