Quer que eu desenhe? :: Desmatamento cai 47% em Agosto (via DETER-Inpe)


“Entendeu pq a mídia acha segundo turno é sobre religião?”

Alexandre Porto

MEIO AMBIENTE
Sexta-feira, 08 de Outubro de 2010 – 11:45
Segundo Deter-INPE, desmatamento cai 47% em agosto

Os pontos amarelos representam as áreas desmatadas; a mancha rosa corresponde ao território encoberto por nuvens, que não pôde ser analisado

O desmatamento da Amazônia Legal Brasileira em agosto foi de 265,1 km², segundo apontou o sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A área corresponde a 24,1 campos de futebol.

Em relação a agosto do ano passado, quando 498 km² foram degradados, houve um redução de 47% nos cortes.

O Pará foi o Estado que mais destruiu a floresta – foram 134,1 km². Mato Grosso (54,9 km²), Amazonas (26,4 km²), Rondônia (25,3 km²), Maranhão (16,9 km²), Roraima (3,9 km²), Acre (2,2 km²) e Tocantins (1,5 km²) também aparecem na lista.

Apesar de ter se destacado como o que mais destruiu no último mês de pesquisa, o Pará chama a atenção por ter sido o Estado que registrou maior queda do desmatamento entre janeiro e agosto deste ano. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a área de corte passou de 1.275,74 km² para 599 km², uma queda de 53%.

“Observou-se um padrão de redução de desmatamento sustentado que se deve a dois grandes fatores: a nova lógica de planejamento, feita com outros órgãos federais e estaduais, [e a parceria com a polícia] nas operações Arco de Fogo e Arco Verde”, ressaltou a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira.

Ela anunciou nesta sexta-feira (8) que a partir de agora os dados anunciados nos próximos meses serão obtidos pela tecnologia japonesa Alos (Advanced Land Observing Satellite), resultado do convênio firmado entre o Ministério e a Agência Espacial Japonesa (JAXA).

Segundo ela, diferentemente do sistema Deter, o Alos consegue enxergar através das nuvens.

Pelos dados divulgados hoje, houve degradação tanto das áreas de corte raso (quando os satélites detectam retirada completa da floresta nativa), quanto das áreas de degradação progressiva. As áreas não monitoradas devido à cobertura de nuvens somaram 17% em agosto.

Agosto de 2010 foi um mês de baixa nebulosidade, como mostra a imagem, o que confirma que os dados já apresentados pelo Deter nos últimos meses sinalizam importante queda no desmatamento da Amazônia. Pelo padrão histórico, nos meses mais secos as taxas aumentavam porque o satélite mostrava desmatamentos não medidos em meses anteriores, por conta da cobertura de nuvens.

Ao contrário, a curva continua declinante, projetando uma antecipação de todas as metas apresentadas no ano passado na Conferência do Clima de Copenhague (COP-15).

A importância do monitoramento mensal é permitir respostas mais rápidas das autoridades. Até 2004, o país só tomava conhecimento que uma área estava sendo desmatada meses após o fato ocorrido. Com a utilização do Deter, os agentes de conservação dispõem de informação em tempo real, permitindo ações imediatas do Ibama e Polícia Federal.

O Alos fica a cerca de 700 quilômetros de altitude e funciona com um sistema de radar de abertura sintética. Sinais de micro-ondas são enviados para a terra, atravessam as nuvens, chegam ao solo e voltam para o espaço. Todas as informações captadas pelo satélite são transmitidas para o outro lado do planeta até o Centro de Observação da Terra, órgão do governo japonês e que fica nos arredores da capital Tóquio.

As informações processadas por supercomputadores começam a servir de base para agentes do Ibama e da Polícia Federal no Brasil, que ficam sabendo exatamente o ponto onde estão acontecendo os desmatamentos. Desde 2009, o governo brasileiro utiliza imagens do satélite japonês Alos, mas apenas para monitorar parques e reservas no norte da Amazônia por meio do Programa de Monitoramente de Áreas Especiais (ProAE), capitaneado pelo Sipam. A partir de agora, toda a região será monitorada substituindo assim o Deter lançado em 2004.

Marcadores: Amazônia, Desmatamento, Deter, INPE

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