Deixo nas mãos do meu povo, a minha herdeira e o meu legado

“A minha militância é aguerrida, guerreira e não desiste nunca. Diante do obstáculo, ela é melhor do que diante da facilidade. Eu não temo nada, seja o que for, lutamos a boa luta – Dilma, hoje, 03 de outubro de 2010”

Galera tô indo votar. Em quem vcs já sabem. A herdeira legitima (um, mas ela não era do PDT? Então, exatamente. Legitimo pq representa o projeto. Legitima pq é engajada. Legitima pq tem o coro grosso, como o próprio Lula, como o próprio PT (ver uma coisa chamada estatística). Pros demais (deputados estaduais e federais) é uma questão de relação pessoal e tendência interna. E isso pq não sou filiado ao PT. Pois é. Em nome do projeto, vou fazer concessões que jamais faria no campo regional, seja pra Governador, seja pra Senador.

Já disse e repito: não adianta votar em alguém, sem dar a ele (ou ela) sustentação política. É assim que o presidencialismo é, é assim que tem que ser. É só ver o Lula, termina o mandato com 80% de aprovação, só 4% acham seu governo ruim, e mesmo assim não conseguiu aprovar nenhuma grande reforma (talvez por isso não é mesmo?). Paramos no Senado, sempre. É hora de dar a um candidato uma base ampla, e torcer pra que ele tenha visão pra modificar, pois o tempo não para.

Mas o bicho tá pegando é pra presidência (como sempre), essa reversão nas intenções da Dilma serviu pra dar criar um friozinho na barriga antes da apuração. Eu sempre falei do salto-alto dos petistas. Engajamento dá nisso. Sempre repeti que a estratégia é evitar o segundo turno, não vencer no primeiro. Fiz o que podia (pra convencer o comando da campanha), minha colaboração foi dada. Agora é torcer pra tudo dar certo. Se vier um segundo turno, é pq tinha que ser assim. Eu não acredito muito nisso, mas escrevo, pq foi exatamente o que ocorreu com o Lula. O segundo turno contra o Alckmin fortaleceu seu segundo mandato, serviu pra por tudo em pratos limpos.

Não sei se é o caso da Dilma. Mas se uma nova batalha virá, que venha, estamos prontos e armados até os dentes. Temos um legado pra defender, uma herdeira que é durona, não sabe sambar, rimar, nem gosta de brincar de bambolê. Mas é íntegra (não acharam nada no seu passado, só restaram as mentiras). Histórico de luta contra a ditadura, competência técnica (requisito básico a partir de agora) e sangue quente nas veias (é só mexer com ela pra tu ver o que acontece.).

Então fazendo aquela velha clássica entre a Lei de Murphy e a Teoria do Caos: o metalúrgico, retirante nordestino, deu um olé nessa elite econômica-intelectual e mostrou como é que se faz. Isso ninguém apaga, isso vai pros livros de história. Nem com mais uma centena de anos de mentiras na tv e na capa de jornais e revistas, vcs apagarão isso da história do Brasil.

Assim o jingle do João Santana estava errado. Lula está deixando nas mãos do povo, o seu legado, a sua herdeira. Quem bom que é assim, que bom que a democracia, conquistada a duras penas (torturas, mortes, etc.), vai permitir que cada brasileiro, democraticamente, tenha voz definir o que quer do seu futuro. Pode parecer piegas ou ufanista, mas viva a democracia!

5 comentários sobre “Deixo nas mãos do meu povo, a minha herdeira e o meu legado

  1. Eu tenho uma teoria.
    Acrescentando ao fato de que esse classe média foi criada a base de Folha, Globo, Veja e etc… acredito que, apesar de se declarar “informada”, ela nunca passou do primeiro parágrafo. Não foi educada para isso. Não questiona. É, acima de tudo, preguiçosa. É preconceituosa e, não gostando disso, encontra nesse meio uma cortina de fumaça. QQ coisa que esconda seu preconceito, vale. Engole sem questionar.
    Uma teoria…

  2. É mais ou menos o que eu penso e comprovo conversando com esse pessoal. Eles são incapazes de debater profundamente qualquer que seja o tema.

  3. Este 'tipo' de imprensa ainda não aceita que o OPERÁRIO deu certo.
    Eles, com todos os seus diplomas e cursos aqui e no exterior, não conseguem engolir que o Presidente sem diploma já é melhor que todos os outros.
    Esta imprensa veio da ditadura, ou ditabranda – como queiram, não aceita a mudança do País e, para tanto, não consegue enxergar a realidade social do Brasil, encalacrando-se na BURRICE, ou BURRISSE – uma vez publicado no Estadão, de um pensamento só.

    Ainda bem que há Blog como este!

  4. Você só cometeu um deslize ortográfico…
    não é luta “pela” ditadura, mas luta contra.
    E isto faz toda a diferença.
    ^^

  5. Eu cometo vários deslizes ortográficos, vulgarmente chamados de erros. Metade é a correria/falta de tempo, metade é preguiça.

    Podem me corrigir aqui na caixa de comentários mesmo. Valeu

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