Folha encontra o prego de prata


“Otavinho, o gênio, encontrou o prego de prata.”

Depois de passar a vida da Dilma a limpo, através de um escrutínio impiedoso – fontes dizem que auxiliado por grandes empresas de investigação internacional, financiadas pela industria de petróleo – a patética Folha de SP, conseguiu um furo sensacional.

Descobriu o maior inimigo da Dilma: um prego. Sim um prego fez com que ela fosse “demitida”, e dai é só um pulo para elucubrações como “ela foi demitida por não trabalhar” e a busca por declarações bombásticas do “homem que demitiu Dilma“.

Sério, será que esse povo não tem medo do ridículo não? Fico só imaginando o jornalista, tentando tirar alguma frase de efeito do cidadão e não conseguindo, fazendo biquinho de choro ao enviar a matéria para redação em São Paulo, incluindo no final que ele “contemporizou”.

E no final, meus caros, a novidade: descobrimos que o cidadão que a Folha usa, é um criminoso condenado por exigir parte do salário de um assessor! Bem, agora tudo faz sentido, a Dilma deve ter saido exatamente por isso, não?

É brincadeira? A que pontos chegamos? A direção Folha perdeu completamente o senso do ridículo. Mas, jornalistas, não entrem em pânico, essa tortura a que estão sendo submetidos, vai acabar. Se tudo der certo, dia 3 de outubro de 2010.

Folha.com – Poder – Ex-deputado tenta se livrar da fama de ‘homem que demitiu Dilma’ no RS – 27/09/2010

27/09/2010 – 10h56
Ex-deputado tenta se livrar da fama de ‘homem que demitiu Dilma’ no RS

PLÍNIO FRAGA
ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE

Dilma Rousseff é um prego no sapato do ex-vereador e ex-deputado estadual Valdir Fraga, que se capitalizou na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre em 1992, à época candidato pelo PTB, por ter sido o homem que demitiu Dilma – já com a fama local de durona por ter sido a secretária da Fazenda na cidade entre 1986 e 1988.

Seu adversário em 92 era Carlos Araújo (PDT), segundo marido de Dilma. Passados 21 anos, Fraga é hoje assessor da prefeitura e apoia a petista a presidente. Mas o prego continua a incomodar.

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Em 1989, quando assumiu a presidência da Câmara Municipal, Fraga convidou Dilma para ser a diretora-geral da casa, a gestora dos funcionários do Legislativo. Estava no PDT assim como Dilma e Araújo. Não ficariam unidos por muito tempo.

A versão repetida nos bastidores políticos de Porto Alegre é que certo dia Fraga encontrou um operário que trabalhava na reforma do prédio da Câmara sentado à toa, às 8h30. Perguntou ao operário por que ele não estava trabalhando. “Não tem prego”, respondeu.

O presidente da Câmara procurou a direção geral da Câmara, mas ninguém havia chegado ao escritório. Às 9h30, o operário continuava sem trabalhar porque a cúpula não começara a trabalhar e assim não havia como comprar pregos para que a obra seguisse.

A partir daquele dia, Fraga pegou o livro de ponto e o levou para sua sala para saber a hora que os funcionários da direção geral estavam chegando. Após esse ato, Dilma saiu em férias e depois se afastou do cargo de diretora-geral da Câmara.

Os aliados de Fraga dizem que ele demitiu Dilma; os dela afirmam que a hoje candidata a Presidente saiu para engajar-se na campanha de Carlos Araujo a deputado federal em 1990. Os adversários de Dilma dizem que ela foi demitida por não trabalhar; os aliados afirmam que ela reorganizou a estrutura funcional do Legislativo.

Dilma continuou no PDT até 2000, quando filiou-se ao PT. Fraga foi para o PTB -partido pelo qual tentou duas vezes ser prefeito de Porto Alegre. Durante duas décadas, apontado como maior inimigo de Dilma, Fraga se beneficiou do discurso de homem que a demitiu.

Hoje ameniza a história. “Seria natural que saísse para trabalhar na campanha do marido”, afirma. Elogia a capacidade técnica de Dilma. “Mas fiquei surpreso quando Lula a indicou como candidata a presidente”, admite.

Sente-se incomodado com a volta da polêmica do prego e sobre a consequente demissão de Dilma. “O pessoal exagera”, contemporiza.

EMBATES

Na campanha pela prefeitura de Porto Alegre em 92, Fraga ficou em quarto lugar, obteve 54 mil votos (8% dos válidos). Foi batido pelo então marido de Dilma, que chegou a 86 mil votos (14%), o que deixou em terceiro na disputa. Os dois ficaram bem distantes de Tarso Genro (PT), com 307 mil votos (48%), e de Cezar Schirmer (PMDB), com 120 mil (19%). Tarso conquistou a prefeitura no segundo turno.

Sentado na assessoria técnica da Prefeitura de Porto Alegre, Fraga acompanha hoje a ascensão de Dilma. “Deslanchou, né?” A desavença e a saída do PDT os afastaram para sempre. E, Fraga, de liderança ambiciosa, viu-se encolhendo como personagem político.

Tentou ser de novo candidato a prefeito em 1996, mas atingiu metade dos votos do pleito anterior, 24 mil, o penúltimo entre 11 candidatos.

Como havia sido eleito deputado estadual em 1994, a derrota não parecia tão impactante. Mas não concluiu o mandato de deputado estadual.

Foi condenado a dois anos e seis meses de reclusão em regime aberto –pena substituída por prestação de serviços à comunidade– por ter cobrado R$ 1.500 do salário de seu assessor parlamentar José Divino Nunes da Silva, por sete meses seguidos, em 1997.

Em sua defesa, Fraga alegou que recolhimento do dinheiro tinha origem em parcelas de empréstimo que teria feito ao assessor, no valor de R$ 15 mil.

“Competia ao acusado a prova de ter emprestado dinheiro à vítima”, afirmou o juiz Paulo Roberto Lessa Franz, que cuidou do processo em segunda instância. “Todavia, não há contrato escrito. Aliás, fato de causar estranheza, considerando a elevada soma”, anotou.

Fazendo atualmente o papel de interlocutor da prefeitura com os vereadores, Fraga está no PMDB, partido que no Rio Grande do Sul aderiu a linha de “neutralidade radical” na disputa presidencial. A bancada dos deputados federais queria apoiar Serra; os prefeitos, Dilma. Fraga não quer saber de neutralidade e anuncia o apoio a petista. “Para não ficarem martelando essa história.”

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