Por um jornalismo menos ficcional e um pouco “mais plausível”


Qdo fico irado com declarações de já ganhou de políticos experientes, é que essas declarações servem de justificativa pra matérias como essa da Folha.

O Valdo e o Kennedy creem que não vão ser cobrados no futuro. Mas não percebem que a cobrança é no presente, agora. Leitores estão sedentos, por um jornalismo mais plausível e menos ficcional.

E nesse hiato reside a falência dessa mídia decadente.

Folha de S.Paulo – Dilma já discute ministério com Lula – 23/08/2010

Dilma já discute ministério com Lula

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Vantagem no Datafolha dá início, ainda discreto, à temporada de articulações para a composição do governo

“ainda discreto”

Candidata diz a aliados que ainda não é hora de pensar na equipe, mas reservadamente iniciou debate com o presidente

“não é hora de pensar na equipe, mas…”

DE BRASÍLIA

Diante da possibilidade de ganhar já no primeiro turno, a candidata do PT, Dilma Rousseff,
sabe que será alvo de pressões de PT e PMDB por espaço num eventual governo, mas vai insistir numa frase que gosta de repetir: “Discutir isso agora dá azar”.

“sabe que será”

Dilma não quer repetir, segundo ela, o episódio em que Fernando Henrique Cardoso se sentou na cadeira de prefeito paulista na eleição de 1985 antes da hora. Perdeu a eleição para Jânio Quadros.

Nos próximos dias, a petista irá dizer aos aliados que formação de governo é assunto “proibido” na campanha para evitar transmitir sinais de “arrogância” e criar um clima de “já ganhou”.

Apesar do recado, Dilma já discute o assunto reservadamente com uma pessoa, o presidente Lula, e seguirá a linha de seu criador de colocar em postos-chaves nomes de sua total confiança.

“Apesar do recado” “já discute o assunto reservadamente


Ela sabe que terá de enfrentar o apetite do PMDB e contemplar o partido em eventual governo, mas vai esperar a definição da eleição para discutir o tema com os aliados. Se ganhar mesmo no primeiro turno, por exemplo, acredita que terá mais força para montar seu ministério mais livremente.

“sabe que terá”

Lula dará mais do que palpites na escolha de eventuais futuros ministros de Dilma, mas tem insistido que ela tem de ter liberdade para montar um governo com sua cara.

“dará mais do que palpites” “mas tem insistido que ela tem de ter liberdade”

O presidente, por exemplo, é defensor da ida de Antonio Palocci Filho, ex-ministro da Fazenda e coordenador de sua campanha, para a Casa Civil. Lá, coordenaria as ações de governo e faria uma dobradinha com o eventual vice-presidente, Michel Temer, para tratar da articulação política do governo.

VISIBILIDADE

Palocci também é visto como bom nome para a Saúde, obtendo assim visibilidade para disputar o governo paulista em 2014, caso Aloizio Mercadante perca a eleição.

Outro petista é apontado como certo na equipe: o presidente do PT, José Eduardo Dutra, também coordenador de sua campanha e que desistiu de disputar a eleição a pedido da candidata.

O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel também é tido como nome de uma futura equipe.

Dilma também vai dar mais espaço no governo para mulheres. Nesse grupo, dois nomes são fortes e contam com a confiança da candidata. A atual ministra Erenice Guerra (Casa Civil), que a substituiu no posto, e Maria das Graças Foster, diretora da Petrobras.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, tende a ser deslocado para a área social. No governo, há quem defenda sua ida para a pasta de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O ministro Franklin Martins (Comunicações) e o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, também devem ficar se desejarem, mas em outros postos.

“O ministro Franklin Martins e o…” “devem ficar” “mas em outros postos.”

Um ministro deverá perder o lugar: Nelson Jobim (Defesa). Dilma pretende escolher um nome com maior capacidade gerencial para comandar as obras de infraestrutura nos aeroportos do pais, vitais para a Copa do Mundo.

Dois postos sensíveis deverão gerar especulações por conta da importância para o mercado: Ministério da Fazenda e Banco Central. Lula já disse em conversa reservada que Guido Mantega poderia seguir na Fazenda e Henrique Meirelles no BC, mas foi apenas um cenário eventual aventado pelo presidente.

FAZENDA

Dilma, contudo, gostaria de indicar o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, para comandar a Fazenda, posto desejado por Meirelles por indicação do PMDB.

Coutinho, contudo, vai bem no BNDES e pode ficar. O mesmo pode acontecer com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

Ainda na área econômica, um nome considerado certo é o do atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Ele pode integrar um grupo de conselheiros que a ministra deve criar dentro do Palácio do Planalto. É cotado também para a Fazenda ou o Planejamento, esta, por ora, a hipótese mais plausível.

“a hipótese mais plausível.”

(VALDO CRUZ E KENNEDY ALENCAR)

Valdo e Kennedy, a hipótese mais plausível é que como foram pautados pra cobrir o já ganho na núcleo da campanha da Dilma e não conseguiram, tiraram a fórceps essa matéria patética. Simples assim.

4 comentários sobre “Por um jornalismo menos ficcional e um pouco “mais plausível”

  1. Bom, essa matéria não diz nada. Na Isto É de sábado passado também há uma previsão de futuro ministério. E foi impressa antes, então essa matéria parece cópia da outra.

    O que ninguém sabe é para onde irá Meirelles. o resto não causa estranheza nenhuma.

    1. O permanente saque do Franklin pra mim é pura estranheza. A matéria é forçada, os cara dão mil voltas pra tentar provar que o Lula e a Dilma estão montando o ministério.

      Alguém me diga aonde, em ritmo de campanha o Lula e a Dilma estão falando sobre isso? Isso só serve pros políticos que os rodeam.

  2. Essa atitude da mídia me lembra o último filme do Batman, no momento em que o Coringa fala sobre o erro no excesso de planejamento dos policiais para o Duas Caras no hospital. Os jornalistas gostam de tecer inúmeros planos, conjecturas abstratas e análises com pretensão de inovadoras, certeiras ou que atinja o objetivo (do jornalista, do jornal, ou do dono do jornal). Mas a vida é bem mais complexa, e várias vezes, bem mais simples do que parece.

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