Ainda temos um longo caminho. E de salto-alto vai ser bem mais difícil.


“Está terminantemente proibido salto-alto. Por mais stylish que seja.”

É importante largar na frente. É fantástico se ter um legado pra defender e se sentir honrado com isso (ao invés de esconde-lo num porão obscuro). É imprescindível ter um cabo eleitoral de peso político como o Lula (indubitavelmente, um dos três maiores líderes que essa nação teve até hoje). Do ponto de vista estratégico, é fundamental colocar a “crise” no campo do adversário.

É essencial ter como candidata alguém com um passado que faça jus a tamanha tarefa. Ótimo que também tenha sofrido e tenha lutado. O que não mata fortalece. Que possua competência técnica e sensibilidade social. Alguém com potencial de crescimento tão grande quanto as possibilidades que se abrem e os desafios que emergem para o presidente de um país tão grande e formidável quanto o Brasil.

Mas como líder, ele é só o representante dessas forças que estão difusas na sociedade e que eventualmente se concentram em vetores que determinam a direção das políticas públicas. Mas no fim é tudo granular. São pessoas. Um cidadão, um voto. É preciso não deixar que os vetores contrários ocupem os espaços vazios nas linhas de defesa. Não dá pra se enebriar com uma vitória que nem chegou a acontecer.

Seria muita, mas muita inocência, achar que a direita conservadora brasileira irá lutar só com uma simples capa de revista.

Mais do que nunca, continuar lutando é preciso.

Folha.com – Poder – Tribunal ‘esconde’ processo contra Dilma nos anos 70 – 17/08/2010

17/08/2010 – 08h55
Tribunal ‘esconde’ processo contra Dilma nos anos 70

LUCAS FERRAZ
DE BRASÍLIA

Está trancado desde março, num cofre da presidência do Superior Tribunal Militar, todo o processo que levou a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, à prisão durante a ditadura (1964-85).

A papelada, retirada dos arquivos por ordem do próprio presidente do tribunal para prevenir um eventual uso político do material, revela em fichas, fotos, depoimentos e relatórios de inteligência a militância de Dilma à época.

Até março, quando foram “escondidos”, os documentos poderiam ser consultados pelo público, como advogados, jornalistas, pesquisadores e pelas partes do processo. A liberação, quase sempre, é feita pelo ministro-presidente do tribunal, Carlos Alberto Marques Soares.

Em entrevista à Folha, ele admitiu que o processo foi parar no cofre por causa das eleições. “Não quero uso político [do STM]”, afirmou ele. “Não vou correr risco no período eleitoral.”

Estão nos arquivos do STM mais de 116 mil processos. Além do material sobre a ditadura, há documentos da Intentona Comunista, de 1935, e da chegada de Getúlio Vargas ao poder, em 1930.

Só o processo referente a Dilma e “mais uns outros 50”, segundo Carlos Alberto Marques, estão no cofre.

Mas o passado de Dilma em organizações da esquerda armada não é o único argumento para a retirada do material do arquivo. “Também vamos começar a restauração e a digitalização dos processos”, disse.

A digitalização, por enquanto, só existe no discurso. Uma licitação para contratar um responsável para restaurar os arquivos ainda nem saiu do papel, como reconhece o ministro.

Apenas depois de restaurados, os papeis serão digitalizados. E o processo só será disponibilizado ao público após a digitalização.

A assessoria da candidata do PT diz que ela “desconhece” a guarda dos documentos em um cofre.

“A mim ninguém pediu nada”, afirmou Carlos Alberto ao ser questionado se recebeu alguma solicitação para levar o material aos cofres.

O processo não traz informações somente do passado de Dilma. À época, em 1970, outras 67 pessoas tornaram-se rés no mesmo caso.

Quase todos eram integrantes da VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares), organização que Dilma integrava.

Parte do material, mas não ele todo, está espalhado em arquivos públicos do país. O processo não está protegido por sigilo.

Presa no início de 1970, a candidata do PT foi condenada pela Justiça Militar de três Estados –Rio, Minas e São Paulo. Foi torturada. Deixou a prisão no final de 1972.

Em entrevistas sobre o assunto, Dilma Rousseff diz ter orgulho de seu passado de luta contra a ditadura. Ele nega ter atuado em ações armadas e afirma que sua participação restringiu-se à logística das organizações.

Folha.com – Poder – Serra tem prontos comerciais em que ataca petista e traz de volta mensalão – 17/08/2010

17/08/2010 – 09h13
Serra tem prontos comerciais em que ataca petista e traz de volta mensalão

CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

O comando da campanha de José Serra (PSDB) produziu artilharia pesada contra a adversária e hoje líder nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT). O comitê de Serra tem prontos um jingle de rádio e um comercial de TV, para ataque contra a petista.

Dedicado ao eleitor nordestino, o jingle ressuscita o escândalo do mensalão, citando o ex-ministro José Dirceu. Em ritmo de forró, diz que o governo Lula vai acabar e Dilma trará de volta José Dirceu e os radicais.

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Concluído nesta semana, um comercial lança dúvidas sobre a capacidade administrativa da ex-ministra. Na peça, uma apresentadora lista medidas encampadas por Serra, como genérico e a luta contra a Aids.

Ao mostrar o rosto de Dilma, pergunta se o eleitor lembra algo que ela tenha feito de benéfico. E conclui dizendo algo como “Serra é certeza. Dilma é dúvida” (o texto ainda estava sendo trabalhado nos últimos dias).

Reservadas para rádio e para as inserções comerciais, as críticas mais ácidas deverão estar lançadas até a semana que vem, mas devem estar longe do programa de estreia de Serra.

Segundo relato feito pelo coordenador de comunicação de Serra, o jornalista Luiz Gonzalez, o primeiro programa será destinado à apresentação do candidato, em contato com o povo.

Na tentativa de mostrar sensibilidade social do candidato, Serra apresentará beneficiários de políticas públicas defendidas por ele.

Nesse esforço de humanização do candidato, Serra transitará por cerca de 30 silhuetas de pessoas em tamanho natural. Nas filmagens, ele dançou “puladinho”, num cenário que reproduz um churrasco na laje, ao som de “quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá”.

Em ritmo de pagode, o novo jingle bate na tecla de que Lula não é mais o presidente: “Para o Brasil seguir em frente, sai o Silva e entra o Zé”.

Como o uso do primeiro nome e a opção pela camisa arregaçada, dando a ideia de dinamismo, fizeram parte da campanha de Geraldo Alckmin em 2006, a repetição da fórmula tem causado apreensão no tucanato. Ontem, líderes do partido insistiam para que Serra fosse, desde já, mais agressivo.

DÚVIDA

A dúvida sobre a capacidade de Dilma e a exaltação da biografia de Serra estarão nas inserções. A cargo da publicitária Átila Francucci, serão reduzidas, em sua maioria, a 15 segundos.

Com menor tempo de TV, o comitê Serra investe na ideia de volume, dividindo os 30 segundos convencionais à metade. Com isso, o número de aparições passa dos 3,5 diários para 5 ou 6.

Para garantir maior presença, Serra deverá ocupar ainda o tempo dedicado às inserções dos candidatos a deputados. Em São Paulo –onde tem registrado queda nas pesquisas–, Serra protagonizará todas as inserções, pedindo voto no 45.

A intenção é ocupar, ao menos, um terço do tempo destinado aos deputados. Serra também terá aparições nos programas reservados aos candidatos a senador, como o PPS do Rio.

Gonzalez sugeriu ainda que fossem agendadas atividades de maior mobilização para geração de imagens para o programa.

Gilmar toma posse no TSE como substituto – O Globo

Justiça
Gilmar toma posse no TSE como substituto

Publicada em 16/08/2010 às 23h05m
Carolina Brigido

BRASÍLIA – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), será empossado nesta terça-feira integrante substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como não será titular, ele vai ser chamado para participar de julgamentos apenas quando ministros titulares faltarem. É a segunda vez que Gilmar integra o TSE. Ele foi ministro titular em 2004 e presidiu a Corte de fevereiro de 2006 a maio do mesmo ano.

Gilmar foi eleito ministro substituto do TSE no dia 5 de maio deste ano, pelo plenário do STF. A votação costuma ser simbólica, já que os ministros da Suprema Corte se revezam na composição do TSE – que conta com três integrantes do Supremo, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados nomeados pelo presidente da República.

A vaga que Gilmar vai ocupar foi deixada por Marco Aurélio Mello, também do STF, que deixou de ser substituto para ser titular há três meses. Marco Aurélio, por sua vez, assumiu a vaga depois que terminou o mandato de dois anos de Carlos Ayres Britto, também do Supremo.

Gilmar Mendes é formado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e fez doutorado na Alemanha. Foi procurador da República e, no governo de Fernando Henrique Cardoso, foi consultor jurídico da Presidência da República e advogado-geral da União. Em 2002 foi nomeado ministro do STF, Corte que presidiu de 2008 a 2010.

3 comentários sobre “Ainda temos um longo caminho. E de salto-alto vai ser bem mais difícil.

  1. Não houve truques como as capas da revistas Época, Veja, …
    Não houve o mau uso da História, como o fez a FSP quando publicou a ficha “falsa” mas, houve sim, o bom uso da História em cima da ignorância da grande mídia golpoista.
    Não houve apelação como os editoriais de jornais de hoje que são verdadeiros discursos políticos.
    Há muito tempo não se via uma racionalidade e uma cidadã consciente que sabe o que faz e fala.
    Uma mulher decidida que escolhe o que faz como uma pessoa responsável que responde por aquilo que faz.
    Em poucas palavras mostrou sua história e demonstrou que tudo o que é contra a espontaneidade, a vontade, a liberdade, a democracia dos cidadãos de um país é coação, tortura, mentiras,…
    Falando politicamente e como cidadão que vota, a Dilma simplesmente emocionou e colocou a mídia e certos oposicionistas, que não admitem a sua vitória, nas suas mesmices burras e alienadoras que não conseguem ver o povo brasileiro em sua propaganda política.
    Parabéns a Dilma.
    Parabéns, também, ao Muito Pelo Contrário pelo excelente comentário.

  2. O que que vai ser dessa vez? …mas de salto é mais gostoso?
    Da outra vez foi o champanhe.
    Converso por ai e vejo mais gente falando que vai votar na Dilma, falando que ela é inteligente, que não gostam do Serra, que acham ele mascarado, etc.
    A terceira colocada Marina, pergunto a eles ou dou a idéia; então vejo que eleição é eleição, o terceiro colocado é sempre pré desacreditado.
    Se a camapanha do PT estiver só começando como eu acho que esta a direita vai ter que se virar nos 30 para não ser derrotada no primeiro turno. Eles é que devem pensar assim, apesar de eu achar que eles não vão descer do salto nunca.

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