A culpa não é do Bonner, nem da Fátima. É do Kamel.

Estou assistindo a um massacre dos apresentadores do JN após a entrevista da Dilma. Acho injusto. Sinceramente, não vejo nenhum problema em fazer perguntas como aquelas. É até uma questão “darwinista“, que prepara os candidatos que almejam a liderança do destino de milhões de pessoas, pra situações mais críticas que uma mera entrevista. Eu não contemporizo ou amenizo, é bom que uma eleição presidencial seja disputada, dentro dos limites éticos.

Se a entrevista (principalmente o Bonner) tivesse mantido o tom ponderado e respeitoso (será que ele dormiu no sofá depois do corte da Fátima?) estaria tudo certo. Errou no tom, falta saber se isso foi premeditado (a fim de irrita-la) ou foi só um deslize. Ou se foi uma demanda de seus superiores. Eu fico com a última alternativa.

Além disso vamos ver se as próximas entrevistas eles virão com a mesma agressividade e insistência. Eles já vão ter que corrigir a questão de não permitir o candidato finalizar sua respostas. Algo simplesmente inaceitável para alguém que está entrevistando candidatos à Presidência da República. Mas se não fizerem perguntas similares para a Marina e para o Serra, a vida da Globo virará um inferno.

Assim, acho melhor parar de culpar o mensageiro, e ir na jugular de quem é responsável por essa tradicional agressividade da mídia global. Ali Kamel. Pelo visto, se depender dele (ver O Globo), a entrevista do JN foi a mais leve. Vamos ver nos outros programas da grade (eg.: Bom Dia Brasil). Eu acho que vai ser de dossiê e ficha-falsa pra baixo.

Querem bater, podem bater. Quando alguém se candidata à presidência de uma nação está ciente que é assim mesmo. A única coisa que demandamos é isonomia. Então não vejo a hora das próximas entrevistas. Pelo menos vai elevar o o Ibope.

No fim, a estratégia do Kamel somado ao bom desempenho da Dilma (mas não extraordinário) acabou colocando a Globo numa posição que nenhum estrategista inteligente a colocaria: na posição em que qualquer que seja o seu movimento resultará numa derrota.

Um comentário sobre “A culpa não é do Bonner, nem da Fátima. É do Kamel.

  1. A verdade é que ninguém sabe se usa o cavalo para atacar o rei ou proteger sua rainha. (rs)
    Isso pode não trazer um “modus operandi” muito digno ou ao menos simplesmente ortodoxo no entanto é muito engraçado se o resultado estiver sempre dentro das expectativas.

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