Debate não é boxe. É esgrima.

“Se bem que se o Serra não tomar o seu “remedinho” pode virar MMA

Não há motivos para negar que existe sim um certo nervosismo ao se enfrentar frente-a-frente seus adversários. Quem já enfrentou o palco ou entrou numa quadra (estádio) lotado, sabe que dá um friozinho na barriga. Mas depois aquela energia toma conta, e se você se preparou pra isso, se fez o melhor durante os treinamentos, você “entra no jogo” naturalmente. O jogo enfim, flui. Não se escuta nem o barulho da torcida mais. E o que ocorre dai em diante vira história.

Nos debates não vai ser diferente. Um político sendo visto, monitorado e analisado por milhões de eleitores. Eleitores, que como em época de Copa do Mundo se tornam técnicos e nas eleições se tornam uma mutação entre marqueteiros e cientistas políticos. Dificil vai ser aguentar os “analistas da mídia” apontando o vencedor. Lembram do “chuchu com pimenta”? Vai ser pior.

Mas já havia dito que em um determinado momento a Dilma se emanciparia. E esse momento seria antes do fim das eleições, o que transformaria em pó todas as colunas que a mídia publica a respeito de preparo. Sempre fui um dos maiores entusiastas dela e da sua capacidade intelectual. Não sei explicar. Quando o Lula a escolheu para o MME e depois pra Casa Civil, li algumas entrevistas, busquei conhecer sua história. E de maneira intuitiva, tive certeza que, mais uma vez, o Barbudo tinha feito mais uma boa escolha.

Só a mídia mesmo acreditou nessas bobagens que publicou incessantemente. Nem vou repeti-las. Hoje o marketing político te dá as ferramentas necessárias para contingenciar qualquer grande defeito e minimizar danos. E o que irrita é essa ladainha de que o “marketing político fabrica os candidatos”. E os atores de cinema? E os apresentadores de televisão? E os cantores? Política não é um pouco de arte? Trabalho vocal, interpretação, dicção, assessoria de imagem e estilo. Todo mundo hoje é uma celebridade, os políticos não são diferentes. A política só se profissionalizou como os demais ramos. Tudo em nome de uma melhor “transmissão da mensagem”.

Mas uma coisa é o marketing te fornecer as ferramentas pra polir sua imagem, outra é ele assumir a coordenação política de uma campanha. E o PT aprendeu bem isso. Esse jogo é importante demais pra ficar na mão de uma pessoa só. A equipe de marketing fica abaixo de um conselho político que define a direção da campanha. Quem não aprendeu isso foi o PSDB, que sequer tem um conselho político. Mas isso faz parte do estilo centralizador do Serra. E serve de previa do que seria um governo dele.

Enfim, podemos dizer que fizemos tudo que poderíamos ter feito (um pouco mais, um pouco menos, mas o possível), temos um legado pra defender (economia bombando), temos um lider carismático (mas que não vai vencer as eleições sozinho), temos uma candidata muito inteligente e que aprende rápido, uma gestora que conhece o governo federal como poucos, uma pessoa que passou por dificuldades extremas (como o próprio Lula) e que por isso, não se sente intimidada para lutar nessa arena. Na verdade, isso é brincadeira de criança perto de todas mentiras virulentas e do preconceito que ela enfrentou até aqui.

Só resta avisar, que debate não é boxe. É esgrima. Não é preciso bater para fragilizar o adversário. É preciso se defender dos ataques com eficiência, e atacar com precisão.

Então, en garde!

4 comentários sobre “Debate não é boxe. É esgrima.

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