PiG foi o maior cabo-eleitoral da Dilma

“José Serra :: O preparado, O melhor presidente que o Brasil não teve.”

“Dilma Rousseff :: A truculenta, A terrorista, O poste do Lula.”

Como sabem, eu não costumo mais assistir a telejornais, e evito ao máximo, ler a mídia tradicional (jornais e revistas). Minha mídia é o twitter. Minha mídia são os blogs. Minha mídia é a internet.

Por um breve momento – breve para aqueles que possuem a capacidade de perceber, e a humildade de aceitar, a insignificância do presente comparado à dimensão da história – os analistas da grande mídia argumentavam que os blogs nada seriam sem as notícias magistralmente produzidas pelos meios tradicionais de comunicação.

Eis que os blogs descobrem gradativamente o seu papel: absorver inteiramente as informações produzidas pela grande mídia, com tudo de bom ou de ruim que trazem consigo, digerindo-as e expondo aos leitores, os erros e as falhas, as distorções e manipulações que um seleto grupo de notáveis inseriam, dissimuladamente, na pauta. Controle foi o nome do jogo, por anos a fio. Sendo assim, força auxiliar para a direita conservadora. Agindo deliberadamente nos momentos mais intensos da luta política. Lucrando muito com isso, óbvio. “Lucrar sempre” é o mote.

Afirmaram que o twitter seria uma febre pueril, e que a dinâmica das informações ali propagadas – em tempo real – não se compararia à fabulosa estrutura da máquina criada por anos e mais anos de investimento, privado (e público, sempre. Seja bem-vindo ao “capitalismo à brasileña”).
Mas depois dele, todos só aceitam informações em tempo real. Todos querem, no mínimo, um snapshot daquilo que está ocorrendo no mundo. Todo jornal (ou telejornal), pra quem acompanha o twitter está velho na nascença – de uma maneira até constrangedora.

Toda coluna de jornal é, pra quem acompanha os blogs, um futuro objeto de desconstrução e depuração – de maneira não menos constrangedora. E aí os blogs e as mensagens curtas começaram a influenciar a pauta da velha mídia. Como um vírus se introduziu dentro de jornalões e telejornais, e agora os corroí por dentro. E eles não sabem o que fazer. Talvez lutar por mais um breve suspiro que lhes permita mais um espasmo antes do fim.

Assim os editores esqueceram que não basta mais propagar notícias com um “viés negativo”. Os colunistas se esqueceram que não existe mais o efeito “pedra no lago”. Que todos somos um “formador de opinião” em potencial. A informação hoje é mais dinâmica, a opinião hoje é diversificada. Ninguém mais é dono da verdade. Ninguém forma mais nada, é uma via de mão dupla em que existe interação e reciprocidade. Mas no fim, todos tem o poder de analisar e publicar. A custo (tendendo a) zero. Isso sim é uma concorrência perfeita.

Com isso o papel da mídia tradicional ao publicar suas mentiras foi fundamental para que a Dilma se tornasse conhecida tão rapidamente. “Falem mal, mas falem de mim”. Primeiramente o próprio Lula se tornou um mito por conta disso. Depois, uma desconhecida do grande público se tornou uma candidata competitiva, contra o Serra que sempre se beneficiou de uma mídia positiva que distorcia de maneira favorável tudo o que fazia.

Por meses o nome dela fica entre os mais citados nos agregadores de notícias. Se vc for acompanhar detalhadamente as notícias 99,9% são negativas. Os 0,01% restantes, são distorções do que ela disse. Frases escolhidas a dedo. Mas qual a consequência disso? Toda energia que seria gasta para torná-la conhecida do grande público foi poupada. E agora, pode ser direcionada para um uso “mais nobre”. Além disso o ataque massivo da mídia gerou uma reação na mídia “alternativa” para defende-la. E essa rede, está pronta e treinada para a guerra.

E agora qual a credibilidade que possuem depois de anos de bombardeio? O que mais podem fazer após tamanha saturação? Não sei, mas o que os estrategistas do candidato de oposição (e do partido da imprensa) tem que se preocupar é quando 100% dos eleitores estiverem cientes que Dilma é a candidata do Lula e a transferência se estabilizar, se o Lula não transferiu a ela não só votos, mas a sua própria resiliência. Sua própria capacidade de resistir aos ataques virulentos diários.

E se isso acontecer, a culpa não pode ser de mais ninguém, senão da própria mídia que a imunizou com sua “pauta negativa única”. Mas isso será só a tampa do caixão da velha mídia.

Olhando por ai, ninguém precisa controlar a mídia, a própria internet já está tratando de fazer isso.

PS.: Esse post estava há tanto tempo no rascunho que até tinha desistido de editar. Então vai do jeito que tá, por favor desconsidere possíveis repetições ou erros. Depois de postado, quem sabe eu volto e edito, retroativamente?

4 comentários sobre “PiG foi o maior cabo-eleitoral da Dilma

  1. Excelente, comentário, verdadeiro e também estou atuando da mesma forma, minha praia é a internet. A diferença da internet é a interação. A globo estrela do PIG, gosta é de privilégios. E os cidadãos não aceitam mais este estilo de gestão. A internet é a nossa salvação.

  2. A internet é a nova grande mídia, as tradicionais vão tombar diante dela, não vão conseguir segurar a concorrência

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