O BC de Serra :: Política Monetária definida por um "Processo Político"


“Serra, o BC chileno pode discutir juros com o Min. da Fazenda pq lá todo mundo veio de Chicago.”

Eu não gosto da estratégia de terrorismo eleitoral. Principalmente com relação às Políticas Sociais e com a Política Monetária. Isso é assunto sério demais para “reginismos“.

Mas lembrem-se que, como prova de sua ligação umbilical com a questão social, o PSDB ajudou a tirar R$ 40 bi de um dia para o outro da Saúde. É do jogo. Lembrem-se que, segundo a impressa, por pressão do Serra, o todo-poderoso Armínio Fraga manteve e até abaixou em 0,5 ponto a Selic, antes das eleições de 2002, mesmo com a explosão do risco-país e fuga de capitais. É do jogo?

E agora com relação à política monetária “ortodoxa”, bem se o Serra quer mudá-la, eu sou um cara progressista, desenvolvimentista e apaixonado pela inovação. Estou aberto à inovações nessa área da economia em que sofremos tanto, por tanto tempo. É só explicar o que significa definir a Política Monetária por um “processo político”. Mas tem que ser antes das eleições.

Se ele acha que vou dar um voto para “um papel em branco a ser preenchido qdo ele for eleito” está enganado. Odeio esse macho-monetarismo que tivemos que aguentar por uma década e meia. Mas aceito que Política Monetária é ortodoxa em qualquer lugar do mundo. Tem que haver coordenação? Claro que sim. Então, estou aberto a entender sua proposta.

Não vi o Roda Viva, mas ninguém lá “desenvolveu” a ideia? Ah tá. Estavam entrevistando o Stiglitz ou Krugman, que já ganharam o Nobel e não tem que provar nada pra ninguém mais. Entendo.

PS.: Tradução abaixo via Google Toolbar. Acredito no poder do wiki, então se alguém quiser corrigir, é só colocar nos comentários que atualizo. Pra quem quer ler em inglês, está mais abaixo, ou no link.

Serra põe a independência do banco central nos | play Além Brics | FT.com

Serra coloca a independência do banco central em jogo
22 junho de 2010 04:40
por Jonathan Wheatley

José Serra, candidato presidencial da oposição centrista do Brasil PSDB, há muito tempo devido eleitores uma declaração clara sobre a independência do banco central. Agora, ele entregou -lo: as taxas de juro sob uma administração Serra seria “um processo político “.

Isto terá investidores alcançando os sais de fígado. Uma realização do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) era fazer o banco operacional , se não legalmente, independente, seu sucessor Luiz Inácio Lula da Silva deixou intocada a independência, sob um regulador único,  por quase oito anos.

Como ministro do Planejamento no governo de Cardoso , Serra contestou publicamente a política econômica ortodoxa e foi rapidamente transferido para o Ministério da Saúde – onde ele fez um excelente trabalho . Em oposição , ele tem sido um dos a maioria dos críticos vocal de taxas muito altas de juros do Brasil.

Ele tem muitas vezes insinuou que iria ter uma intervenção directa sobre as taxas de juros, se eleito. Na noite de segunda-feira, show na TV Cultura
Roda Viva , Afirmou claramente – ou apenas sobre toda a clareza: ele e seu entrevistador estava falando sobre os outros e estranhamente esclarecimento não foi procurado, mas a expressão “processo político” soou como um sino.

Também sentindo enjoada serão muitos economistas e analistas que instintivamente preferem Serra a presidente ao candidato Lula, Dilma Rousseff, mas recuo em seus instintos intervencionista. Eles temem que, ao tirar a independência do banco, Serra provocaria uma paralisação de qualquer de seus diretores com talento , provavelmente provocando uma crise de mercado.

Eles serão orando para que , de alguma forma , ele realmente não quer dizer que ele disse – ou pensando em votar em vez de Rousseff. Ela estará em Roda Viva na próxima semana.

Tags: Brasil, bancos centrais, eleições,

Serra puts central bank’s independence into play | Beyond Brics | FT.com
Serra puts central bank’s independence into play
June 22, 2010 4:40am by Jonathan Wheatley

José Serra, presidential candidate of Brazil’s centrist opposition PSDB, has long owed voters a clear statement on the independence of the central bank. Now he has delivered it: setting interest rates under a Serra administration would be “a political process”.

This will have investors reaching for the liver salts. One achievement of former President Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) was to make the bank operationally, if not legally, independent; his successor Luiz Inácio Lula da Silva has left that independence untouched, under a single governor, for almost eight years.

As planning minister under Cardoso, Serra objected publicly to orthodox economic policies and was quickly moved to the health ministry – where he did an excellent job. In opposition, he has been one of the most vocal critics of Brazil’s very high interest rates.

He has often hinted he would take direct action on interest rates if elected. On Monday evening, on the TV Cultura show Roda Viva , he stated it clearly – or just about clearly: he and his interviewer were talking over each other and strangely no clarification was sought, but the words “political process” rang out like a bell.

Also feeling queasy will be many economists and analysts who instinctively prefer Serra for president to Lula’s candidate, Dilma Rousseff, but recoil at his interventionist instincts. They worry that by taking away the bank’s independence, Serra would provoke a walkout of any of its directors with talent, likely sparking a market crisis.

They will be praying that, somehow, he didn’t really mean what he said – or thinking of voting instead for Rousseff. She will be on Roda Viva next week.

Tags: Brazil, central banks, elections, Serra

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