China descarta mudar o câmbio, desde 1998. Mas os EUA ainda acreditam na mudança.


Olhem só o que eu achei na FSP fazendo uma pesquisa básica. Uma matéria do Aith (que já foi bom) hj assessor de imprensa do Serra, sobre a pressão para a China mudar o câmbio. Legal né? Devíamos aprender a perseverar como eles. Olhem o efeito disso sobre as exportações:

“Parece que deu certo né?”

Folha de S.Paulo – Premiê chinês descarta mudar câmbio (com foto) – 20/03/98

São Paulo, sexta, 20 de março de 1998

CRISE ASIÁTICA
Zhu Rongji, considerado o “czar da economia”, diz que defenderá a todo custo o yuan e o dólar de Hong Kong
Premiê chinês descarta mudar câmbio

Associated Press
Zhu Rongji, novo primeiro-ministro da China, responsável pela implementação de reformas econômicas

MARCI0 AITH
de Tóquio

Em sua primeira entrevista coletiva depois de eleito, o novo premiê da China, Zhu Rongji, descartou a desvalorização da moeda chinesa, o yuan, e disse que vai defender “a todo custo” a paridade entre o dólar de Hong Kong e o dólar norte-americano.


Zhu, escolhido formalmente na última terça-feira para o cargo antes ocupado pelo ex-premiê Li Peng, afirmou que a China passa por “desafios formidáveis” em razão da crise financeira da Ásia.

Segundo Zhu, a China “precisa assegurar um crescimento econômico de 8% e uma inflação menor que 3%” sem alterar o câmbio.
O novo premiê falou à imprensa durante o último dia da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, que também reconduziu o presidente Jiang
Zemin a um segundo mandato como presidente da China.

Zhu disse que manter o valor do yuan “é um objetivo que nós precisamos implementar porque é essencial não só para o desenvolvimento da China, como para a prosperidade e a estabilidade da Ásia”.

Analistas interpretaram o tom das respostas de Zhu como um sinal de que a China vai usar o câmbio nacional como instrumento para aumentar a influência do país no continente e ganhar um passaporte para a OMC (Organização Mundial do Comércio), organismo para o qual o país ainda não foi aceito.

Aumentar a influência do país no continente, segundo os analistas, é algo que está sendo facilitado pela incapacidade do Japão, maior rival da China na região, de promover a recuperação econômica dos países asiáticos abalados pela crise.

Czar da economia

Ex-prefeito de Xangai, Zhu recebeu o apelido de “czar” da economia chinesa por ter conduzido com sucesso, nos últimos cinco anos, as reformas liberais que impuseram ao país um ritmo de crescimento intenso com índices de inflação controlados.

Essas reformas foram tocadas desde 1992, quando Zhu foi nomeado, por Deng Xiaoping (mentor da abertura comercial chinesa), chefe do grupo que controla as finanças e a economia chinesa. Na época, Rongji já ocupava a posição de vice-premiê chinês.

Na chefia da economia, Zhu baixou de 24,1% para 1% os índices de inflação ao consumidor. As taxas de juro do país também caíram.
Zhu também foi responsável pela desvalorização do yuan em 1994, apontada por muitos como uma das principais razões da atual crise financeira na Ásia. Os demais países da região perderam mercados depois da desvalorização.

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