A pesquisa semi-qualitativa

O Datafolha fez uma pesquisa com um questionário muito amplo da última vez. O questionário pode ser baixado aqui (o link é quase no rodapé):

http://www.tse.jus.br/sadAdmPesqEleConsulta/procDetalhe.jsp?pesquisaIndex=17#

Até o momento minha maior curiosidade não foi atendida : a pergunta “E você é a favor ou contra a punição de pessoas que praticaram atos terroristas contra o governo durante a ditadura?” não apareceu tabulada…

O Datafolha divulgou os dados “qualitativos” da pesquisa em dois relatórios.

Um sobre características dos candidatos: bit.ly/blp48Z

Outro sobre posicionamento político dos eleitores: bit.ly/aNaTJz

Vale a pena ler. Se for feito o download completo da pesquisa poderão ser vistas as quebras por segmento sócio-econômico (renda, gênero, idade, região, escolaridade.)

É um pouco difícil ter uma opinião pessoal para uma pesquisa não habitual, é a primeira que vez vejo uma assim. Mas, por alto, o que dá para dizer é que a tendência ao continuísmo se sobrepõe à comparação de currículos. Em várias perguntas, especialmente aquela do “quem é mais experiente”, Serra sai-se melhor. Será que foram eleitores do Ciro que puxaram a estatística? Difícil, a diferença é muito grande e até entre eleitores de Dilma vê-se que Serra recebe a maior parte das respostas favoráveis.

São tantas perguntas, que parecem feitas ou para “estressar” de vez o conceito de comparação de currículos ou para divulgar e fazer disso peça de marketing para Serra. Mas, paradoxalmente, o resultado para Serra é decepcionante : é grande a proporção de pessoas que o julga mais inteligente, preparado, etc., porém votará em Dilma. Não há outra explicação para o 37%/37%.

Também não há explicação para Dilma ganhar na pesquisa espontânea por 19% a 14%. E menos ainda para que 31% das pessoas achem que Dilma é de “direita”. Parece que rodamos em círculos : as pessoas atribuem ao candidato, pelo qual já se decidiram, a característica que desejariam que ele/ela tivesse.

Bom, logo veremos como Serra usará os dados para repensar a campanha que acompanha os ventos.

No lado dilmista não deve haver mudança. Nunca há…

Campanha? Mas é permitido fazer campanha?😉

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