Brasil-Irã :: Lula está na cara do gol (atualizado)


“Aquele Abraço”

Como eu já repeti aqui, apesar de todas as criticas, ceticismo na mídia e dos colunistas especializados em politica externa, o desenrolar para a questão do Irã tem tudo pra ser resolvido de maneira muito apropriada. Basicamente, devido a uma articulação muito eficaz e obstinada da diplô brasileira. Já imaginaram se eles tivessem dado ouvidos às insistentes criticas de certos ex-embaixadores e analistas?

No momento, o cenário que se desenha é um em que o Lula sai vencedor de qualquer forma. Como disseram, o Lula é a última chance do Irã. E parece que os iranianos perceberam isso, e tudo tende a aceitação do acordo em que a Turquia entregaria urânio a 20% para eles. Falta definir o território, o que me parece, uma questão menor.

Mas não há garantias. Afinal, isso seria um revés muito grande para os falcões pró-guerra que estão em volta do Obama. Se mesmo assim houver guerra? Nós fizemos a nossa parte. E ao contrário do que a mídia propaga, seguindo a verdadeira tradição da diplomacia brasileira da busca da paz.

Usando uma metafóra futebolistica (a última enfureceu muita gente, sei, mas essa é intenção) A bola estava pingando na grande área, Lula matador que é, foi ágil o bastante pra dominar, tirar do zagueiro, e agora é só chutar pro gol. Pode matar a partida ou não. Mas o lance já vai para os “melhores momentos”.

Sinceramente? Aqueles que disseram que ele estava pavimentando o caminho para um Nobel da paz, inicialmente com a luta contra a fome, e agora com a sua ação pacifista, não estavam exagerando.

Se o acordo sair, ele estará com a mão na taça.

PS.: O EUA perceberam que o acordo pode realmente sair e já enviou “sinais” à Turquia. Parece que o Endorgan (que desistiu de participar do encontro, sabe-se lá o motivo) vai ceder às pressões e não aceitar a exigência iraniana de se fazer a troca no seu territorio. Por outro lado o Depto de Estado constrange o governo Iraniano com declarações fortes, encurralando o Ahmadinejad, de tal forma que aceitar o acordo se torne uma capitulação.

Esse jogo já estava desenhado desde o principio. Desde a invasão do Iraque e do Afeganistão, basta olhar no mapa. Nada satisfaz os falcões, só a guerra.

BBC News – Brazil’s President Lula in Iran for key nuclear talks

(…)

Mr Ahmadinejad had been hoping to have a similar conversation with the Turkish prime minister, but Turkey is now indicating that he probably will not travel to Tehran, possibly following pressure from Washington.

(…)

Página Inicial – Agência Brasil

13:49
15/05/2010
Lula chega de madrugada ao Irã para discutir programa nuclear com Ahmadinejad

Aziz Filho
Enviado Especial da TV Brasil

Teerã (Irã) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve chegar no início da madrugada deste domingo (15) a Teerã para uma conversa estratégica com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, sobre o programa nuclear iraniano. O encontro é considerado decisivo pelos países do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que ameaçam aplicar novas sanções econômicas ao Irã. Amanhã (15) Lula se reúne com Ahmadinejad e com o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Na segunda-feira, deverá participar da abertura da conferência do G-15, grupo formado por países não alinhados. A conferência é considerada estratégica para quebrar o ritmo de isolamento político do país diante da negativa do governo de Ahmadinejad de abrir as instalações militares iranianas para a inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica, das Nações Unidas.

A aposta no diálogo como alternativa às ameças de sanções foi assunto de Lula com o emir do Qatar, Hamad bin Khalifa Al Thani. Perguntado sobre o ceticismo da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em relação à capacidade de convencimento do governo iraniano para o diálogo, Lula que disse não saber “com base no quê as pessoas falam (isso)”. Lula tentará convencer o governo iraniano a fechar, o mais rápido possível, o acordo para trocar urânio enriquecido a 3,5% por combustível nuclear para seus centros de pesquisa científica e usinas geradoras de energia. O combustível é o urânio enriquecido a 20%, proporção insuficiente para servir como matéria prima de bombas atômicas. Falta decidir em que país seria feita essa troca e se o Irã aceitará receber o combustível nuclear só depois de entregar seu urânio enriquecido, e não simultaneamente, como inicialmente exigiam os militares iranianos.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, desembarcou em Teerã na madrugada deste sábado (14). Esteve durante uma hora e meia com o chanceler Manouchehr Mottaki e, no fim da tarde, participou da reunião ministerial preparatória da conferência de cúpula do G-15. Sem dar declarações, Amorim posou para fotos com o colega e classificou a reunião como “uma boa conversa, longa e ampla”.

O presidente Ahmadinejad caminha cuidadosamente entre a necessidade de agradar aos nacionalistas iranianos – que não aceitam recuos no programa nuclear – e o perigo de que prováveis sanções compliquem a situação econômica do país e alimentem pressões por reformas. O ambiente em Teerã é tenso. O governo não divulga a lista dos presos que participaram dos protestos durante as eleições presidenciais do ano passado. As manifestações completam um ano em junho. O governo também resiste às cobranças dos ativistas de direitos humanos por uma flexibilização das rigorosas leis religiosas que regulam a vida no país desde a revolução islâmica, há 31 anos. Leis que mantém a mulher em situação jurídica inferior à dos homens e discrimina minorias como homossexuais e praticantes de outras religiões.

Para evitar que os estudantes aproveitem a presença de Lula e dos presidentes do G-15 para promover novas ondas de protesto, o governo iraniano decretou feriado de cinco dias nas escolas e universidades. Os jornalistas estrangeiros só podem circular pelas ruas de Teerã com autorização expressa da Diretoria Geral de Imprensa Estrangeira do Ministério da Cultura da República Islâmica do Irã.

Edição: Vinicius Doria

Política Externa – Agência Brasil

14:43
13/05/2010
Rússia apoia iniciativa de Lula em defesa do diálogo do Irã com a comunidade internacional

Renata Giraldi e Carina Dourado
Repórteres da EBC

Brasília e Moscou – O governo do presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, apoia a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de defender o diálogo entre o Irã e a comunidade internacional, segundo o embaixador do Brasil em Moscou, Carlos Antonio da Rocha Paranhos. De acordo com o diplomata, há disposição de Lula em evitar as sanções contra os iranianos no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU)

Lula chegou hoje à capital russa, onde fica até amanhã, depois segue para o Catar e Irã. Na visita de dois dias a Teerã, o presidente vai defender, mais uma vez, o direito de o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, desenvolver um programa nuclear próprio. Mas deverá ressaltar a necessidade de apresentar garantias sobre os fins pacíficos de seus projetos e afastar as suspeitas sobre a fabricação de armas atômicas.

“A Rússia acredita que há espaço para o diálogo [entre o Irã e a comunidade internacional]”, afirmou o embaixador. “Os russos veem favoravelmente a ida do presidente Lula ao Irã e acompanham com interesse os esforços para abrir espaço para o diálogo.”

A visita de Lula à Rússia e ao Irã ocorre no momento em que o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz campanha em defesa da imposição de sanções contra o Irã por suspeitar da fabricação de armas nucleares. Ahmadinejad nega as acusações e informa que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

O assunto deve ser tema de discussão no Conselho de Segurança das Nações Unidas, no final de junho. Para aprovar sanções contra o Irã, os cinco membros permanentes do órgão – Estados Unidos, China, Rússia, Inglaterra e França – devem votar favoravelmente, não pode haver voto contrário.

Edição: Lílian Beraldo

Política Externa – Agência Brasil

17:52
12/05/2010
Sarkozy elogia iniciativa de Lula em evitar sanções ao programa nuclear iraniano

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente da França, Nicolas Sarkozy, telefonou hoje (12) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiando sua iniciativa de buscar alternativa às eventuais sanções impostas ao Irã pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Por pressão dos Estados Unidos, a comunidade internacional discute a possibilidade de punir o governo do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad pela suposta fabricação de armas atômicas.

Na conversa, Sarkozy destacou o empenho de Lula e seus esforços por tentar evitar a imposição de sanções. O telefone ocorreu uma semana depois de o ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, ter levantado dúvidas sobre a capacidade de compreensão de Lula a respeito das reais intenções contidas no programa nuclear iraniano. Na última quinta-feira (6), o chanceler insinuou que o presidente brasileiro poderia ser enganado pelos iranianos.

Lula viaja para o Irã no próximo dia 15 e passa dois dias no país. Na viagem, o presidente vai reiterar a necessidade de Ahmadinejad mostrar para a comunidade internacional que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos e não esconde informações da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).

O governo do presidente norte-americano, Barack Obama, tem contado com o apoio de franceses, alemães e ingleses em uma campanha internacional para adotar sanções contra o Irã. Os Estados Unidos, a Alemanha e a Inglaterra suspeitam que o programa nuclear iraniano vise, na realidade, à produção de armas nucleares. Os governos desses países alegam que os iranianos não permitem a vistoria da Aiea em suas usinas. Ahmadinejad e seus assessores negam as acusações e afirmam que as usinas foram vistoriadas em várias oportunidades.

O presidente iraniano atacou hoje os Estados Unidos, acusando o país de alterar as regras e os regulamentos existentes para se beneficiar. Segundo ele, a intenção daquele país é atacar as nações independentes e “monopolizar o uso da energia nuclear” e da tecnologia. O assunto será tema de discussões, no final de junho, no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Edição: Lana Cristina


3 comentários sobre “Brasil-Irã :: Lula está na cara do gol (atualizado)

  1. Acontece que manter guerras não é barato (o verdadeiro motivo de retirada de tropas de alguns lugares)e acredito que a cobiça internacional no petroleo alheio já não seja muito aceita pelo mundo. Na questão das sansões, acho meio furada já que varias empresas petroliferas (até americanas) tambem consomem do fruto proibido iraniano e a comunidade internacional (com respeito a petroleo) sabe que não seria bom negocio futucar a onça com vara curta, pois o preço do petróleo X dolar…X euro (né)…O resto são falacias, só isso.

  2. i’ve asked Amir, an Iranian friend, if he had known something about Lula.. and then he said “who the liar?”

    Peace and Lov

    NO FARC!

    1. The fact of your friend are iranian mean nothing. Even in Brasil has some few share of people who hates Lula. The fact is, he make a outstanding movement in international politics. And wins, even that result was not the expected.

      A win-win game. In any result he won, in despite of some iranian and brazilian who don’t liked.

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