Sobre o risco de venezuelização do Brasil


Assisto aterrorizado ao JN (não, não é algo rotineiro, apesar que para maioria o é). Uma matéria é sobre a liberdade de imprensa, afinal hj é o Dia Mundia da Liberdade de Imprensa. É preciso nesses momentos respirar fundo e seguir em frente. Se preparar para o pior (e sim, vai ficar muito pior, tanto qto ver os filhos inomináveis do velho Marinho mostrando seu rosto em rede nacional). Mas eu já previa. O tom solene e o entreolhar dos apresentadores na chamada foi como um sinal. Um aviso. A coisa vai ficar feia, muito feia.

“Nenhuma palavra sobre os 7 jornalistas já mortos em Honduras após o não-golpe.”


A msg, se resumida fosse, seria assim:

“Somos os defensores, escolhidos por Deus, de algo que te é tão essencial. A tua liberdade. Não importa, se no passado apoiamos fervorozamente uma ditadura, para nós não tão sanguinaria como as outras latino-americanas, mas que sequestrou, torturou, estrupou e matou, mas afinal, tudo isso em nome do bem. O nosso bem. Só aceitamos participar e apoiar pq não tivemos opção. A prova é que, apoiamos a democracia. Apoiamos as eleições diretas. Bem, fizemos isso na unadecima undécima hora. Qdo estava claro que seria inevitável. Tão estúpidos que somos, nem ao menos conseguimos nos antecipar ao desenrolar da história.

Mas o que importa é hj. São as próximas eleições. Tenha medo. Muito medo. Estamos vivendo um processo de venezuelização do Brasil. É o terror, o terror. Há terroristas por toda parte. Vcs precisam ficar atentos, afinal, somos nós que vamos defender a tua liberdade. Os mesmo hipocritas que contruiram seus imperios e encheram os bolsos sentados no colo dos generais de sete estrelas Somos hipocritas, não significa que sejamos bobos. Foi dificil construir esse imperio. Agora está sendo mais dificil mante-lo. Mas contamos com vcs. Contamos com a sua alienação.

O roteiro é simples: Um juiz, para dar um ar solene e institucional. Um reporter estrangeiro famoso, um golpista venezuelano se fazendo de perseguido, um dos nossos pra completar a cena com um discurso emblemático. As frases ficarão gravadas e serão ressoada por ai, nos nosso meios de comunicação de massa. Uma acusação direta, sem meio termo, afinal, nós somos o Partido da Imprensa:

“Nós achamos que há aí não o controle social, o controle da sociedade, há uma tentativa de controle do estado sobre a imprensa e esta é extremante perigosa. Sobretudo, porque há pessoas que assumem o aparelho do Estado e que através desse aparelhamento procuram influir sobre os meios de comunicação”

Ai aonde? Controle de quem sobre quem? Perigo pra mim ou pra vcs? Quem ocupou o aparelho do Estado? O Estado não foi sempre ocupado por alguém? Qual a razão do incomodo, afinal vcs continuam recebendo suas bilhonárias verbas publicitárias. Qual aparelho do Estado? Aquele que vcs acharam que eram de vcs? Influir como? Que meios de comunicação?

O que eles não entendem é que eles não representam mais nada. São só uns velhos na tv, lutando pelo resto do seu quinhão. Não os subestimo. Afinal, essas múmias conseguem até hoje se maquiar e aparecer na frente das câmeras. Quem garante que não continuarão fazendo isso amanhã e depois?

Jornal Nacional – Dia da Liberdade de Imprensa: evento alerta para ameaças de censura

Edição do dia 03/05/2010

03/05/2010 21h16 – Atualizado em 03/05/2010 21h16

Dia da Liberdade de Imprensa: evento alerta para ameaças de censura

O encontro na Escola de Magistratura do Rio reuniu jornalistas brasileiros e estrangeiros e representantes da Justiça.
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Nesta segunda-feira, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, um evento no Rio alertou para as ameaças de censura a meios de comunicação na América Latina.

O encontro na Escola de Magistratura do Rio reuniu jornalistas brasileiros e estrangeiros e representantes da Justiça.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, foi homenageado por ter sido o relator da decisão que aboliu a Lei de Imprensa, que vigorava desde a ditadura militar.

Ele recebeu uma placa de reconhecimento entregue pelo vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho.

“Entre a imprensa e a população e a comunidade há uma linha direta que não passa pela figura do Estado-ponte, não passa pela figura do Estado-mediador”, declarou o ministro do STF, Carlos Ayres Britto.

Segundo os organizadores, o encontro serviu para chamar a atenção para a situação de diversos países da América do Sul, onde há não só ameaças, mas ataques diretos de todas as formas, contra a liberdade de imprensa.

O presidente do canal de televisão venezuelano Globovision, Guillermo Zuloaga, tinha sido convidado para participar do encontro, mas foi proibido de sair do país depois de ter feito críticas ao presidente Hugo Chávez.

Zuloaga mandou um depoimento gravado e foi representado pelo filho, que denunciou ser este mais um ato de censura do governo de Hugo Chávez.

Também relataram pressões dos governos, os representantes da Argentina e do Equador.

O americano Carl Bernstein, que cobriu o escândalo Watergate que, na década de 70, levou à renúncia o presidente Richard Nixon, fez um apelo em defesa da liberdade de expressão.

Em nome da Associação Nacional de Jornais, o presidente emérito do grupo RBS, Jayme Sirotsky, denunciou que as anunciadas tentativas de controle social da imprensa são, na verdade, censura.

“Nós achamos que há aí não o controle social, o controle da sociedade, há uma tentativa de controle do estado sobre a imprensa e esta é extremante perigosa. Sobretudo, porque há pessoas que assumem o aparelho do Estado e que através desse aparelhamento procuram influir sobre os meios de comunicação”, disse.

2 comentários sobre “Sobre o risco de venezuelização do Brasil

  1. pois é diante desse texto eu entendo pq a Dilma e o PT não avançam contra a globo…o discusso de resposta vai ser cruel …vão falar que Dilma é chaves de saia

  2. Deixo aqui o mesmo comentário que deixei no blog do Nassif.
    Veja que pérola. Segundo Ricardo Gandour que, no evento Liberdade de Expressão, realizado ontem no Rio de Janeiro, cita análise de Andrés Cañizalez, a perseguição aos órgãos de comunicação na América Latina se dá através da valorização direta da comunicação do Poder Executivo com o povo; do fortalecimento dos veículos estatais; da formação e sistematização de novos marcos regulatórios para a comunicação; e do discurso agressivo dos governantes em relação à mídia. Ou seja, só eles podem ter voz. Se alguém mais abrir a boca, é perseguição.

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