Brasil/Irã: Brasil estaria disposto a trocar urânio com Irã


“Só queremos uma ordem mundial que não seja movida pela dissimulada máquina de guerra americana. E que respeite a soberania tecnológica dos países em desenvolvimento. E isso irrita muita gente, lá fora, mas principalmente aqui.”


Não quero me precipitar, mas na Formula 1, isso se chama Xis. No xadrez, xeque. Vejamos:

  • O Irã poderia se considerar um vencedor pq evitou a guerra e sem ceder aos países ricos, ao mesmo tempo que delimita o direito à pesquisa e exploração da energia nuclear pelos paises em desenvolvimento. Junto com  nós, todos os demais países em desenvolvimento.
  • Os paises ricos, se for realmente verdadeira a intenção de evitar a bomba do Irã, tb vencerão. Pq senão a opção seria a guerra. Se não aceitarem isso, estará claro que toda essa crise com o Irã, era mesmo uma desculpa para guerra. Como disse o Greenspan: It’s all about the oil.
  • Bem e o Brasil? O Celso e o Lula continuarão sendo culpados, na visão da mídia brasileira, por essa política externa fracassada e incompetente. Porque isso nem se jesus cristo fosse Ministro de Relações Exteriores resolveria.

Mas vamos esperar pra ver o desenrolar. Eu acho que o jogo ainda está no intervalo do primeiro tempo. E teve muita gente que passou a “carroça em cima dos bois”.

Brasil/Irã: Brasil estaria disposto a trocar urânio com Irã

Celso Amorim encontra-se hoje com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Publicada: 27/04/2010 – 10h57m|Fonte: Juliana Silveira|Versão para impressão|5 comentário(s)

Foto: Celso Amorim (esq.) e ministro

O chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse nesta terça-feira que ainda não recebeu nenhuma proposta oficial sobre o acordo de troca de urânio pouco enriquecido por combustível enriquecido no Brasil, mas afirmou que o governo brasileiro estaria disposto a estudar o pedido, caso ele seja feito.


Um dos pedidos do Brasil é que o Irã garanta que seu programa nuclear não tem caráter militar. “Existem dúvidas, às vezes, e o Brasil afirma que as ambiguidades devem desaparecer”, declarou Amorim, que visita o Irã para preparar a visita do presidente Lula ao país nos dias 16 e 17 de maio.

O Brasil faz parte dos poucos países que defendem o direito dos iranianos de desenvolver um programa nuclear com fins pacíficos. Mesmo sofrendo as críticas da comunidade internacional, principalmente dos Estados Unidos.

Nesta terça-feira, inclusive, o jornal francês Le Monde, comentou sobre o apoio brasileiro ao Irã, explicando que Teerã promove atualmente uma “verdadeira ofensiva diplomática” para evitar as sanções contra seu programa de enriquecimento de urânio. Segundo o jornal francês o Irã visa ganhar o apoio dos membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e lembra ainda que o Brasil ocupa atualmente uma cadeira rotativa no Conselho da ONU e é o unico aliado de peso do regime iraniano.

Na segunda-feira, em encontro com o presidente do parlamento, Ali Larijani e o negociador iraniano sobre questões nucleares, Said Jalili o chancelar brasileiro defendeu novamente o direito do Irã de levar a cabo suas atividades nucleares pacíficas, dizendo que as sanções são iniciativas negativas e injustas, que não dão nenhum resultado.

Hoje (27), Celso Amorim declarou ainda que estaria aberto a examinar uma eventual proposta relacionada à troca de urânio de baixo teor de enriquecimento por combustível enriquecido em solo brasileiro. “Ainda não recebemos nenhuma proposta, mas, caso isso aconteça, estamos dispostos a examiná-la”, disse o chanceler.

Celso Amorim encontra-se hoje com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

2 comentários sobre “Brasil/Irã: Brasil estaria disposto a trocar urânio com Irã

  1. Existe um brasileiro, geralmente o que integra uma elite que se acha lamentavelmente brasileira por acidente de nascimento que é alinhado automaticamente com os EUA, e/ou com a Europa em geral.
    Brasileiros assim não aceitam, não compreendem e chegam a ter vergonha de um Brasil soberano. Um Brasil que faz questão de respeitar mas exige respeito.
    No episódio em questão o Brasil está adotando uma posição extremamente democrática, pacifista e deixando claro nosso direito de opinar. Não está ofendendo nem os EUA, apenas mostrando que somos um país a ser ouvido, coisa simples, mas nova…
    Quem diz que o Brasil está apoiando o terrorismo internacional ou quer o Irã com armas atômicas no mínimo não sabe o que está falando, é mal informado ou mal intencionado.

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