Brasil tem menos servidores publicos que a Media Internacional


O IPEA tem feito estudos a fim de montar uma radiografia do Emprego Público no Brasil. Comparando-se os resultados disponíveis até agora, com o resto dos países do mundo, desenvolvidos ou não, os resultados são esclarecedores e surpreeendentes.

Como se pode ver abaixo:

emprego_publico_x_pea

Outro grafico surpreende é que mostra a relação de empregos públicos (que englobam autarquias, fundações, empresas estatais e públicas) federal, estadual e municipal.

emprego_publico_federal_x_estadual_x_municipal

Essa distorção tb ocorre na análise da carga tributária que é (errôneamente) apresentada como se fosse responsabilidade somente do Governo Federal. A gente se pergunta o qto o Governo tem que apanhar pra fazer a RFB divulgar estudos dividindo as responsabilidades entre Governo Federal, Estadual e Municipal.

Tais dados fazem a gente pensar, pq essas informações não saem na mídia? Que interesses existem por trás dessa criação forçada de “assimetria de informações” entre os eleitores?

O artigo completo está aqui. E parece que é só um comunicado, visto que estudos mais profundos estão sendo realizados.

Pelo visto as mudanças que ocorreram no IPEA fizeram muito bem.

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8 comentários sobre “Brasil tem menos servidores publicos que a Media Internacional

  1. Gostaria de saber se foi feito algum estudo, acerca da proporção entre os servidores concursados, em relação aos nomeados e seus respectivos vencimentos.
    O argumento em defesa dos nomeados se fundamenta no fato de que seriam técnicos especialistas X burocratas acomodados.
    Mas as ocorrências policiais demonstram que o embate se dá entre nepotistas especiais X servidores desprezados.

  2. Maravilha. Agora, fica a pergunta no ar: Por que a Grande Mídia busca tão ferozmente tentar nos convencer que o Governo Lula está inchando o Estado? Será que mora ai algum tipo de estratégia ‘maquiavélica’ para justificar um corte dos gastos públicos, caso os Tucanos tivessem competência para ganhar as eleições em Outubro?
    Todo cuidado é pouco. Abençoada internet, que nos permite conhecer a verdade!

    1. O que realmente importa não é o número de funcionários públicos, e sim o QUANTO ELES CUSTAM PARA O PAÍS. Neste aspecto o Brasil está muito acima dos demais, pois transfere sistematicamente mais de 35% da renda para um setor que detém menos de 10% da população economicamente ativa. Pior ainda: boa parte desta riqueza vai para pagar aposentadorias integrais…

      1. De trás pra frente, vamos lá:

        i) Realmente, o problema das aposentadorias do funcionalismo é gravissimo. Mas entre aceitar o “Estado de Direito Democrático” e a Constituição e carregar esse fardo por um tempo, eu fico a primeira. Não tem como reduzir as aposentadorias dos funcionários já contratados, ANTES da promulgação da lei que reformou a Previdência Pública. Para os novos concursados isso já foi equacionado, com a equiparação do teto. Obviamente, precisamos regulamentar os fundos que foram aprovados na ultima reforma, mas tudo tem o seu momento, visto que quando forem regulamentados, não só a União, mas os Estados e Municípios precisarão aportar recursos pra sua criação.

        ii) Sobre o custo, bem são duas questões: a) calcular o custo menos o benefício social, e ver se o saldo é positivo, negativo ou neutro. E a partir dai decidir. Na minha conta, é positivo, mas que pode ser melhorado (em termos de eficiência e produtividade) e b) se é aceitável uma sociedade SEM O ESTADO (ou com ele mínimo que dá no mesmo). Experiências de países da mesma dimensão e nível de desenvolvimento provam que um Estado fraco ou mínimo não beneficiou a população, as pequenas empresas e principalmente os mais pobres.

        Assim, a não ser que um novo modelo que possa ser testado e que prove que a sociedade funcionará melhor sem um Estado atuante seja criado, temos obrigatoriamente lidar com esse ai.

        E democraticamente, buscar modifica-lo para as nossas necessidades.

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