
Sinceramente, pra mim, chegaríamos no final do ano com um cenário bem pior que esse. Dos 5 Estados não vejo nenhum grande problema para a “Grande Aliança“.
Bem, talvez Minas. Mas nada que o Lula não possa resolver na base do porrete.
PT e PMDB buscam acerto em 5 Estados para selar aliança — Portal ClippingMP
PT e PMDB buscam acerto em 5 Estados para selar aliança
Autor(es): Denise Madueño e Vera Rosa,O Estado de S. Paulo – 05/11/2009
Dezesseis dias após firmarem compromisso para o casamento eleitoral em 2010, o PT e o PMDB buscam solução para divergências na montagem de palanques conjuntos em cinco pontos-chave. Na primeira reunião realizada ontem entre as cúpulas das duas legendas para acertar os ponteiros, ficou decidido que o trabalho de aproximação nos Estados terá a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os partidos analisaram os cinco Estados onde o acordo será fundamental para o PMDB garantir a formalização da aliança. A sigla fez as contas e alertou os petistas de que o acerto será imprescindível em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará, Pará e Mato Grosso do Sul.
Sem esses Estados ou sem a parte deles, o PMDB não poderá “entregar a mercadoria” que prometeu, ou seja, a aliança formal com o PT aprovada na convenção. Esses cinco Estados somam 318 votos dos cerca de 800 que serão dados pelos convencionais que se reunirão em junho do próximo ano.
Na reunião, os representantes do PMDB constataram que, se apenas dois desses Estados se negarem a apoiar a aliança nacional, o partido não terá como concretizar o acordo firmado em 20 de outubro sob a coordenação do presidente Lula. A intenção do partido é conseguir mais de 80% dos votos dos convencionais a favor da aliança com o PT. Uma maioria simples, entendem os peemedebistas, provocaria desgaste interno e divisão na campanha.
“Ainda não há acordo para os problemas regionais”, admitiu o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). “Sabemos, porém, que as soluções não podem demorar nem atravessar o ano.” No mapa de votos, o PMDB descarta o apoio dos convencionais do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, de Pernambuco, do Acre e da metade de São Paulo, controlado pelo ex-governador Orestes Quércia. O partido avalia que nesses Estados a aliança a favor da candidata Dilma Rousseff só receberá votos pulverizados.
Em alguns Estados, onde o controle da cúpula nacional é forte, o número de votos é pequeno, o que aumenta a necessidade de conseguir o apoio do grupo dos cinco Estados. O presidente do Senado, José Sarney, por exemplo, tem o comando dos convencionais do Amapá, mas são apenas 4 votos. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, tem os 12 votos de Alagoas. O mesmo acontece com os convencionais de Roraima sob o comando do senador Romero Jucá (PMDB): são 6.
O comando do PT pediu mais prazo para tentar enquadrar seus pares. Petistas alegam ser preciso esperar a eleição que renovará as direções nacionais, estaduais e municipais do partido, no próximo dia 22. Na prática, a eleição interna pode mudar a correlação de forças no partido e influenciar na definição das candidaturas petistas.
Em Minas, Lula já disse que não quer prévia entre o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e o ex-prefeito Fernando Pimentel, de Belo Horizonte, para a escolha do candidato que disputará a cadeira do governador Aécio Neves (PSDB). Tanto o grupo de Patrus como o de Pimentel brigam pelo controle regional do PT, na tentativa de se fortalecer para a prévia.
Além da divergência doméstica, a cúpula do PT tem de resolver outro problema: o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), quer ser candidato ao governo mineiro. Presente à reunião de ontem, Costa propôs que o PT e o PMDB cheguem a um acordo com base em pesquisas de intenção de voto. Pela sua sugestão, o pré-candidato que estiver na dianteira até março deve liderar a chapa. O critério tem o apoio da cúpula do PMDB e de parte do PT que sabe da necessidade de ter o aliado mineiro na aliança.
“Não negamos os problemas, mas temos toda a disposição de resolvê-los”, disse o secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP). “O presidente Lula terá muito a contribuir nessa operação.” As cúpulas do PT e do PMDB também decidiram formar um fórum para discutir diretrizes do programa de governo de Dilma e a agenda da candidata.
PMDB quer apoio do PT em cinco EstadosAutor(es): Raymundo Costa
Valor Econômico – 05/11/2009Na ponta do lápis, o PMDB precisa que o PT o ajude em cinco Estados para assegurar o apoio da maioria dos convencionais do partido à chapa a ser encabeçada por Dilma Rousseff na eleição para presidente de 2010. Esta foi a conta apresentada pelos pemedebistas ontem ao PT na primeira reunião formal das duas siglas para discutir palanques regionais, agenda, programa e participação no futuro governo, caso Dilma saia vencedora da eleição.
Os Estados são Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará, Pará e Mato Grosso do Sul. São cinco dos maiores colégios eleitorais do PMDB. A perda do apoio de apenas dois deles pode implicar a transferência da maioria para o grupo que hoje pensa em apoiar o candidato do PSDB a presidente, provavelmente o governador de São Paulo, José Serra. O PMDB também quer que sejam estabelecidas regras de convivência onde não for possível um acordo entre as duas siglas.
Na reunião, da qual participaram dez pemedebistas e quatro petistas, ficou acertado que mais tarde será criada uma comissão executiva para tratar da aliança. Como o PT está em transição, em processo de eleição de seus diretórios regionais, só em nova reunião, marcada para o dia 25 deste mês, PT e PMDB esperam avançar mais nas questões regionais. Em alguns dos cinco Estados – caso de Minas Gerais -, a negociação depende fundamentalmente dos novos dirigentes que o PT deve eleger nos próximos dias.
O PMDB quer um acordo para lançar a candidatura do ministro das Comunicações, Hélio Costa. Na avaliação da direção nacional do partido, um acordo será mais viável se o grupo do ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) vencer a disputa no PT. Mas o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel é o favorito e já conversa com o PMDB regional. Costa, segundo avaliações nos dois partidos, não teria mais que 10% do diretório regional. Na reunião, o ministro propôs o estabelecimento de um critério: sai candidato aquele mais bem situado nas pesquisas.
Além de Costa, participou também da reunião o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), que se lançou como candidato ao governo da Bahia, posto atualmente ocupado pelo PT. Neste caso, o PMDB quer estabelecer não só uma regra de convivência (os candidatos evitariam o jogo baixo) como também acertar previamente a participação do presidente Lula nos palanques dos aliados da Bahia: ou vai aos dois (de Jaques Wagner e Geddel Vieira Lima) ou a nenhum dos dois.
No Ceará, o PMDB quer assegurar uma vaga ao Senado para o deputado Eunício Oliveira, mas a vaga na chapa da aliança é reivindicada pelo ministro da Previdência, José Pimentel (são duas as vagas em jogo, mas uma delas deve ser do senador Tasso Jereissati, caso ele não concorra ao governo estadual). No Pará, o deputado Jader Barbalho rompeu com a governadora petista Ana Júlia, cuja reprovação é alta, segundo as pesquisas, mas pode viabilizar um acordo por meio do deputado Paulo Rocha. Em Mato Grosso do Sul, o PMDB quer apoio na reeleição do governador André Puccinelli, mas Zeca do PT se lançou candidato.
Os cinco Estados representam mais de 300 votos na convenção do PMDB – para atingir a maioria, são necessários 292 votos. Perder Minas Gerais (66 votos) e Pará (58), por exemplo, significa 124 votos que podem mudar de lado. O Rio de Janeiro, com 78 votos (os dirigentes do PMDB não conseguem concordar quanto ao número de delegados e de votos), é o Estado com maior peso na convenção e hoje está majoritariamente ao lado do presidente Lula. O diretório do PMDB de São Paulo, controlado pelo ex-governador Orestes Quércia, tem a metade dos votos do Rio.
O PT compareceu com menos representantes à reunião para evitar que, logo no primeiro encontro, emergissem os conflitos regionais. O PMDB também quer que o PT reconheça que o partido não tem como entrar unido na aliança e apoie seus candidatos nos Estados atualmente governados pela sigla. O deputado Ricardo Berzoini, presidente do PT, reconheceu que os interesses da candidata (Dilma) e os do partido (PT) são diferentes.








Minha opinião: No Ceará tá fácil. São duas vagas, dois postulantes do PT e PMDB. Ponto. Quem tem competência que se estabeleça.
Em Minas, Pimentel literalmente meteu os pés pelas mãos e rifou o partido quando entregou a prefeitura há dezesseis anos com o PT prum aliado de Aécio. Quase afundam todos. Quase o opositor é eleito. Espero que Pimentel tome um grande revés.
RJ, infelizmente, o candidato favorito já é do PMDB então não é lucro marcar posição às custas do projeto nacional.
MS, espero que o governador Puccinelli seja estuprado até o dia da votação e depois perca. (Ok, extravasei.)
Pará, não sei.
Sei que o PT deve negociar e não ter pressa.
Comment por Adriano Matos — 06/11/2009 @ 00:51 |