Muito pelo Contrário

30/11/2009

Nook, delayed. Again.

Arquivado em: tecnologia — fscosta @ 22:19
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“O leitor de eBook mais adiado do Mundo”


Vamos Barnes and Noble tenho milhões de ebooks pra ler.

Engadget

Nook ship date slips to January 11th, supply chain managers weep
By Darren Murph posted Nov 30th 2009 at 5:36PM,

Hardware construction is a funny thing. Sometimes, regardless of the money you throw at something, you just can’t get products to come together any quicker. Evidently that’s the case with Barnes & Noble’s Nook, which has seen its estimated ship date slip from today to sometime after the holidays, and now to January 11th. There’s still a sliver of hope that you’ll be able to snag one from a high-traffic retail location on December 7th, but unless you’re planning on abandoning ship and helping the Kindle have its new best month ever, the realistic choices are pretty clear: a) pay Tickle Me Elmo-like prices on eBay or b) drop an IOU in a nicely wrapped box, preferably with a cute puppy. We suggest the latter.

[Thanks, Dave and Wes]

P.S. – We’re also hearing that pre-orders (even those placed moments after it was announced) are also being pushed back, though hopefully they’ll still be received before December 25th.

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Como pode? Não tem um único video do Serra com o Arruda no Youtube?

Arquivado em: politica — fscosta @ 12:30
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Eu tento evitar as teorias da conspiração. Mas a conspiração me persegue. Então, é sério? Não tem um único vídeo do Serra com o Arruda no Youtube? Do Aécio tem (em 2:45 min).

“Viu Aécio? Mexe com quem está quieto”

“…fizeram uma busca no Youtube tão logo foram veiculadas as denúncias contra Arruda. Nenhuma aparição de Serra com o governador foi achada – mas há o filme de uma visita de dirigentes do DEM a Aécio que termina com um discurso do governador de Brasília em apoio à candidatura do colega mineiro a presidente…”

Pra mim isso não significa nada. Pessoas públicas convivem com todo tipo de pessoas. Mas o que analiso é a disputa política e suas armas. E como a internet e tecnologia estão alterando esse processo.

Então acho estranho, mas acredito que não procuraram direito. Vou achar…(ou não, né?).

Acusação afeta aliança PSDB/DEM — Portal ClippingMP

Acusação afeta aliança PSDB/DEM

Autor(es): Raymundo Costa, Raquel Ulhôa e Paulo de Tarso Lyra

Valor Econômico – 30/11/2009

A Polícia Federal descobriu um suposto esquema de pagamento de propinas envolvendo o governador José Roberto Arruda, o único eleito pelo Democratas em 2006. A revelação tem reflexos na aliança entre PSDB e o DEM na eleição de 2010. O esquema envolveria o pagamento de R$ 600 mil a aliados do governador na Câmara Distrital, a versão candanga do mensalão que envolveu o PT e do mensalinho do PSDB de Minas Gerais.

A direção do DEM rapidamente se deu conta da gravidade da denúncia, mas atendendo um pedido de Arruda, ouvirá hoje suas explicações. A tendência é expulsar ou pedir que Arruda se desfilie do Democratas. Ainda assim a avaliação dos demistas é que o efeito das denúncias contra o governador tenham um efeito eleitoral devastador para a sigla, independentemente da decisão que vier a ser tomada pela Justiça.

O PSDB, parceiro do DEM, quer uma solução rápida para o caso, mas evitou se envolver institucionalmente. Houve manifestações individuais como a do senador Álvaro Dias, do Paraná. A cúpula tucana quer uma solução rápida por temer um desgaste ainda maior do que o que teve com as denúncias que envolveram a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, cuja reprovação do eleitorado chegou a 74%. O destino de Arruda deve ser o mesmo: “sangrar” lentamente, se antes não renunciar ou for destituído do cargo.

Colegas de partido que estiveram com Arruda no final de semana dizem que o governador ainda não parece ter se dado conta da gravidade da situação. Prova disso é a nota por ele divulgada ontem: “Queremos dizer que estamos tranquilos, porque sabemos de nossa inocência, e confiamos no sereno e isento trabalho da Justiça de nosso País, onde a verdade sempre acaba se afirmando”.

No segundo parágrafo, a nota diz que Arruda repele “os açodados juízos que, muito mais que atingir o princípio constitucional da presunção de inocência, colocam em risco a soberania da verdade”.

Arruda se diz vítima de uma “trama” engendrada por adversários, “valendo-se de pessoa que, à busca das benesses da delação premiada, por atos que praticou nos oito anos do governo anterior, urdiu, de forma capciosa e premeditada, versão mentirosa dos fatos para tentar manchar o trabalho sério e bem sucedido que tem sido feito pela nossa administração”.

O problema de Arruda é de credibilidade: em 2000, o então senador do PSDB e líder do governo Fernando Henrique Cardoso subiu à tribuna do Senado para declarar inocência no episódio da quebra do sigilo da votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão. Jurou inclusive pela família. No dia seguinte voltou à tribuna para confessar o crime e se desculpar. Em 2002 foi o deputado federal mais votado do DF.

O DEM, que nos últimos anos, tem resolvido sumariamente casos de denúncia de corrupção contra seus filiados, soltou nota assinada por seu presidente, Rodrigo Maia (RJ), logo depois de a denúncia ter-se tornado pública: “As graves denúncias feitas contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda exigem esclarecimentos convincentes. O partido tem o compromisso com a verdade e aguarda a manifestação oficial do governador para poder se pronunciar”

Com a denúncia contra Arruda o Democrata perde o pouco poder de negociação junto ao PSDB. A partir de agora, o partido não pode mais reivindicar a vice-presidência, cargo para o qual o governador do Distrito Federal era um dos cotados. Na realidade, ninguém no partido ganha com a desgraça de Arruda – o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, já era uma engrenagem no esquema eleitoral do governador paulista José Serra, em franca rota de colisão com a ala do presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ).

No PSDB as acusações contra Arruda causam preocupação. O governador José Serra, o mais provável candidato dos tucanos, perde de uma vez por todas o argumento do mensalão para ser usado contra o PT na eleição de 2010 – o que de uma certa forma já havia ocorrido com o mensalinho mineiro, pelo qual se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) o ex-governador e atual senador Eduardo Azeredo. O assunto também não é bom para o governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

O tucano mineiro, além de ter aliados envolvidos no mensalinho, é o candidato preferido de Arruda, entre os tucanos, à Presidência da República. Dirigentes do PSDB, aliás, fizeram uma busca no Youtube tão logo foram veiculadas as denúncias contra Arruda. Nenhuma aparição de Serra com o governador foi achada – mas há o filme de uma visita de dirigentes do DEM a Aécio que termina com um discurso do governador de Brasília em apoio à candidatura do colega mineiro a presidente.

Com a eleição de Arruda para o governo, em 2006, Brasília havia se transformado em uma espécie de “governo do PFL no exílio” – o DEM é o sucessor da sigla pefelista. Vários expoentes pefelistas como o ex-senador José Jorge, atual ministro do TCU, e o ex-governador do Paraná Jaime Lerner prestaram ou prestam serviços ao GDF. Mas o episódio é ruim para a oposição como um todo, num momento em que PSDB e Democratas já tinham dificuldades em lidar com a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Operação Pandora foi antecipada porque vazou. A Satiagraha tb.

Arquivado em: politica — fscosta @ 07:49
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É preciso sim discutir o papel da imprensa. Como na Satiagraha tentam usar a imprensa pra melar um inquérito. Dessa vez não deu certo, mas até quando vamos fugir da discussão sobre o papel na imprensa e dos jornalistas nas investigações?

Eles escandalizam qualquer coisa, mas não se importam se são “manipulados” por corruptos, desde que isso signifique um “furo”, o que no final das contas se transforma em “pecúnia”.

O que pra mim é corrupção do mesmo jeito.

Operação Pandora foi antecipada porque vazou

29/11/2009 – 06h20

Arruda e integrantes do esquema souberam da investigação. Temendo pela vida, Durval desistiu de prosseguir com grampos

Rudolfo Lago

A intenção da Polícia Federal e do Ministério Público não era estourar agora a Operação Caixa de Pandora. A investigação deveria prosseguir, com o rastreio do dinheiro da propina e com mais grampos feitos pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, que, após um acordo de delação premiada, concordara em gravar em áudio e vídeo conversas com o governador José Roberto Arruda e outros integrantes da, como classifica o inquérito, “organização criminosa”. Ocorre, porém, que no início de novembro, a operação vazou. Arruda tentou, em vão, ter acesso ao processo. A documentação inclusa no inquérito mostra que a informação sobre a existência da investigação chegara também à imprensa: há uma solicitação do jornal O Estado de S.Paulo para ter acesso ao processo, para “formulação de matéria jornalística”. Os passos do vazamento que precipitou o final da operação são detalhados no final do último volume de apensos do processo.

No dia 4 de novembro, Durval recebe uma mensagem de celular vinda do chefe da Casa Civil do governo do Distrito Federal, José Geraldo Maciel: “Seja bem cauteloso, mais do que você já tem sido”. Os dois, então, combinam um encontro na quadra 309 Sul, ao lado da banca de revista. Maciel diz a Durval que ficou sabendo que o STJ havia determinado à Polícia Federal que investigasse, no âmbito do DF, cerca de 30 pessoas. Que poderiam fazer parte dessa investigação o presidente Tribunal de Justiça do DF, Nívio Geraldo Gonçalves, o procurado geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, o governador José Roberto Arruda e o vice-governador Paulo Otávio.

Quando Maciel passou essa informação a Arruda, a resposta do governador foi a seguinte: “Se a fonte for do STJ, então é confiável,e a investigação existe”. Arruda deu, então, ordem a todos os secretários e para todas as pessoas “que manipulassem dinheiro” para que agissem com cautela. Geraldo Maciel comentou que não concordava com o fato de haver no governo tanta gente “captando recursos financeiros”, e que acreditava que Arruda teria “perdido o controle” da sua rede de captadores.

No dia 12 de novembro, o cerco se aperta e Durval manda a seguinte mensagem para um celular da Polícia Federal, às 16h09: “Situação ficando insustentável”. Completava dizendo que Maciel já comentara sobre o processo 650. Que já sabia que o relator era o ministro Fernando Gonçalves e que as quebras de sigilo foram determinadas pelo ministro Felix Fischer. E que Arruda pediu vistas do processo, por meio de seu advogado, Cláudio Fruet. Ao final da mensagem, Durval pergunta: “O que fazer?” Às 16h26, ele manda outra mensagem para o mesmo celular da PF: “Começo temer pelo desconhecido. Outra: disse tratar-se de delação, só não sabe de quem”.

No dia 13, Durval vai à PF e presta um depoimento em que dá mais detalhes da conversa que tivera no dia anterior com Maciel. Na conversa, o chefe da Casa Civil informa a ele já saber que o processo tem como alvos ele próprio, Arruda, o conselheiro do Tribunal de Contas Domingos Lamoglia e Durval. Sabia também que a investigação se iniciara a partir de uma delação premiada. Maciel diz a Durval desconfiar que a delação teria sido feita por “algum empresário descontente”. Arruda pedira vistas do processo através do advogado Cláudio Fruet, escolhido por ter “suposta influência no STJ”. Maciel pergunta, então: “Você sabe mais alguma coisa a respeito disso?”.

À PF, Durval diz acreditar que Maciel, àquela altura, já tiha “quase certeza” de que o delator era ele. E completa dizendo que se sente ameaçado, porque Arruda “é fascinado pelo poder, e é capaz de qualquer coisa para preservá-lo”. E que o chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão, “é capaz de executar qualquer ordem ou desejo do governador”, já tendo um histórico de “contratação de capangas para provocar baderna e brigar na rua”. Perguntado se “temia pela sua vida”, Durval “respondeu que sim”.

“Ou me mato ou mato você”

Antes de agir como colaborador da polícia, Durval já gravava Arruda. E Arruda sabia disso. Durval relata em seu depoimento que, entre os dias 20 e 25 de dezembro de 2008, Arruda disse a ele a seguinte frase: “Se você apresentar essas imagens da minha pessoa, você me avise com cinco dias de antecedência que é para eu sumir ou dar um tiro na minha cabeça ou te matar”. Durval diz que a conversa se deu no seguinte contexto: Arruda teria lhe oferecido R$ 60 milhões e mais R$ 10 milhões por cada ano de governo subsequente, num total de R$ 100 milhões, para que não fizesse qualquer denúncia referente às atividades de arrecadação ilítica de recursos públicos. Ao final do depoimento, Durval diz que “já não se sente confortável” em prosseguir “com a colaboração nos moldes que vinha sendo feito”.

Diante da situação, no dia 13 de novembro, o delegado Alfredo José de Souza Junqueira, da Inteligência da PF, envia uma correspondência ao ministro do STJ, Fernando Gonçalves. “Inicialmente, a Polícia Federal havia planejado trabalhar sigilosamente com (…) Durval Barbosa Rodrigues por um período maior que o que se encerra neste momento”, explica o delegado. “Entretanto, os investigados tiveram acesso indevido a informações protegidas por segredo de Justiça e tomaram conhecimento da investigação”, continua.

“Considerando que ainda não se identificou a origem do vazamento, pode-se concuir que o sigilo das informações contidas nos autos do inquérito e nos autos apartados não será preservado por muito tempo”. Junqueira pede, então, a Fernando Gonçalves que autorize a execução de mandados de busca e apreensão nas casas e nos escritórios dos suspeitos. Fernando Gonçalves concede a autorização no dia 26 de novembro. As buscas acontecem, então, na manhã do dia 28 de novembro. E uma crise sem precedentes instaura-se na política de Brasília.

Leia também

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29/11/2009

Lucia Hippolito, desculpa pra abandonar o Serra #fail

Arquivado em: politica — fscosta @ 14:41
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“Idade ao assumir: 40 anos”


Contrapor os artigos da Miriam Leitão, da Dora Kramer, do Merval Pereira, do Sardenberg, da Lucia Hippolito é inutil então não vamos gastar nem tempo digitando e respondendo. Só uma imagem já destroça a teoria que ela defende.

Lucia Hippolito, #fail e não tem nada de novo nisso. Se vc quer desembarcar da candidatura do Serra, não precisa desse argumento.

New kids on the block – Lucia Hippolito: O Globo

New kids on the block

(mais…)

Serra, ainda é a economia, estúpido !!

Arquivado em: politica — fscosta @ 14:31
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“James Carville e Gollum. Separados no nascimento?”


Eu jurei nunca mais usar o bordão do James Carville. Mas vou abrir uma exceção.

A negativa do Serra, de que a economia não decide as eleições me pareceu defensiva. Parece uma análise incorreta da realidade. A economia ainda importa muito, e pode ser favorável ou não. Depende do cenário e de como se constrói o discurso.

Muita coisa vai mudar (com certeza) até outubro de 2010. E por isso estranho a atitude do Serra. Num novo repique da crise volta o que ele vai dizer? Que agora a economia é decisiva pra eleição?

O Serra não precisa ignorar as melhorias. Seria mais positivo encontrar falhas (e elas existem) no Governo e apontar soluções. Continuo afirmando, o maior problema do PSDB é que não aponta nenhuma solução. E tercerizou o confronto, que pra mim é inevitável, para a mídia. A mídia não aparece na urna. Não recebe um único voto (graças a deus).

Já para a Dilma e o resto do Governo, que luta pra se manter no poder, eu aconselharia um pouco mais de pé no chão, pois Dubai, foi só um sinal que a crise financeira internacional não foi superada completamente. Ainda há um longo caminho a ser percorrido.

Apesar da maioria não acreditar numa crise em W (cai, melhora, cai de novo, e depois volta se recuperar) não temos certeza de que essa hipótese possa ser retirada do cenário. Ninguém tem coragem de dizer que a crise acabou. Todo mundo está prevendo crescimento acima de 5%  (ou 6%) em 2010 CNTP, ou seja,  em condições normais de temperatura e pressão. E esse é exatamente o problema.

Cautela e caldo de galinha nunca fez mal a ninguém. Sejamos otimistas pra fora, e pessimista pra dentro.

Colunistas – CartaCapital

Serra em apuros

27/11/2009 16:01:14

Mauricio Dias Cauteloso, por método acadêmico e pela origem mineira, o cientista político Ricardo Guedes, doutor em Ciência Política pela Universidade- de Chicago, não é de fazer afirmações sem consistência, mas, baseado nos resultados da 99ª pesquisa CNT/Sensus, divulgados na segunda-feira 23, ele construiu uma certeza: as pré-candidaturas de Dilma Rousseff e Aécio Neves estão em ascensão. Guedes faz, porém, afirmação categórica: a economia é “a variável de maior influência no resultado eleitoral”. Por coincidência, o governador José Serra, dias atrás, disse que não acredita nisso. Ele finge que não vê que o País melhorou. É um tucano com comportamento de avestruz.

CartaCapital: O que pode explicar a queda da intenção de voto em Serra?
Ricardo Guedes:
É a perda de um espaço político muito significativo. Por outro lado, há um aumento
contínuo da intenção de voto em Dilma e um aumento progressivo de Aécio Neves.

(mais…)

Comparação inevitável

Arquivado em: politica — fscosta @ 09:33
.:: O TEMPO ::.

Comparação inevitável

Está melhor ou pior hoje?

A pesquisa CNT/Sensus para presidente da República traz dados interessantes sobre o cenário de 2010. A leitura inicial revela que a candidatura de Dilma Rousseff cresce à medida que fica mais conhecida e conforme a população percebe que ela representa a continuidade do governo Lula.

Tal constatação vem das intenções de voto: Dilma tem 21,7% contra 31,8% do provável candidato do PSDB, José Serra. A diferença em relação ao levantamento anterior caiu dez pontos percentuais. Em 12 meses, Serra perdeu 15 pontos! No cenário em que Aécio Neves é candidato, Dilma tem 21,3%, e o governador, 14,7%. Há um ano, Aécio tinha 25,3%, e Dilma, 12,9%.
Os números também desestimulam a candidatura de Ciro Gomes. Sem alianças nacionais, sem palanques fortes nos Estados e sem conseguir crescer nas pesquisas, ele terá dificuldades de ser um nome viável.

Mas a situação é ainda mais grave para a oposição: Ciro tem 17,5%, fazendo com que os dois nomes do campo governista possuam 39,2% de intenção de voto, índice acima do alcançado pelos tucanos. Há ainda aumento na aprovação do governo Lula, que foi de 65,4% para 70% de ótimo e bom.

Fica evidente que a opção por Dilma é correta. Com o apoio de Lula, a aprovação do seu governo, o PT unido e com direção renovada, as alianças se consolidando e o país retomando o crescimento acima de 6% ao ano, há chances reais de vitória.

A pesquisa apresenta em números o que todo o Brasil já percebeu: o governo Lula deu um salto de qualidade em relação ao de Fernando Henrique Cardoso. Para 76%, os sete anos de Lula são melhores do que os oito anos de FHC.

A oposição terá que enfrentar uma situação incômoda: a pesquisa mostra que quase metade da população (49,3%) não votaria em um candidato apoiado pelo ex-presidente tucano. Pior: apenas 3% dos eleitores votariam com certeza no nome indicado por FHC (provavelmente Serra). No PSDB, já se discute como esconder FHC durante a campanha.

Mas, para usar uma expressão bem brasileira, é aí que a porca torce o rabo! Serra foi ministro do Planejamento de FHC? Como fingir que não teve participação no governo? Como apagar a história, que mostra o envolvimento de Serra na gestão FHC? Seria o mesmo que o PT tentar esconder a intensa presença de Dilma no governo Lula. Simplesmente não dá.

Já tentaram “esconder” FHC em campanhas anteriores. A tarefa, no entanto, será impossível em 2010. Porque a próxima eleição é diferente das anteriores: é momento único que o Brasil terá de comparar as diferentes visões de país, os planos de cada governo, as formas de execução dos projetos e os resultados obtidos.

Em todas as áreas, o eleitor se perguntará: está melhor ou pior hoje do que há oito anos? Essa é a comparação que fará ao escolher o próximo presidente.

Não temos medo e queremos a comparação. E a oposição?

28/11/2009

O “Quanto Tempo Dura” se superou dessa vez. Sensacional !!!

Arquivado em: politica — fscosta @ 20:44

O poço « Quanto Tempo Dura?

O poço
By quantotempodura

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Caixa de Pandora :: The House fell down, The House fell down

Arquivado em: politica — fscosta @ 09:49

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“A oposição vai dizer que é pq o Arruda se relacionava bem com o Lula”


Ele não era cotado pra ser vice do Serra? Eu preferia a nossa Sarah Palin, Katia Abreu. Se bem que o problema do Serra é no Nordeste.


O grampo que compromete Arruda

28/11/2009 – 02h07

O grampo que compromete Arruda

Leia os principais trechos da conversa em que o governador discute o pagamento de propina a deputados da sua base política

Rudolfo Lago, Eduardo Militão, Mário Coelho, Thomaz Pires

No dia 21 de outubro de 2009, por volta das 12h, o ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal Durval Barbosa Rodrigues encontra-se com o governador José Roberto Arruda na residência oficial das Águas Claras. Durval está munido de um equipamento de captação de áudio da Polícia Federal. Sua intenção é registrar a conversa toda. Leva também R$ 400 mil, de pagamento de propina de empresas ao governo. O dinheiro está rastreado pela PF, que contou todas as notas e marcou-as com tinta invisível. As conversas registradas por Durval, como se poderá ler abaixo, são comprometedoras para Arruda.

Em alguns momentos, está presente também o chefe da Casa Civil do Governo do Distrito Federal, José Geraldo Maciel. No começo, Durval conversa apenas com José Geraldo. Quando Arruda entra na sala, pede primeiramente para José Geraldo sair e conversa sozinho com Durval. É quanto ele pergunta quanto há de dinheiro “disponível” hoje e Durval lhe fala que tem R$ 400 mil. Arruda responde: “Ótimo”. Mais tarde, José Geraldo voltará à sala. A conversa vai girar, então, sobre o pagamento de dinheiro aos políticos da base. Arruda reclama que o esquema tem que ser unificado em José Geraldo e comenta que os valores pagos estariam altos demais.

PRIMEIRO TRECHO
Arruda pergunta a Durval quanto dinheiro há disponivel “hoje”. Durval lhe diz que tem R$ 400 mil 

ARRUDA: Hoje tem disponível isso aqui?
DURVAL: Hoje, hoje tem isso aí pra você fazer o que cê quiser, pagar missão. Agora, se for no … no … na coisa normal, no dia a dia, no comum, cê teria hoje quatrocentos disponível. Pra entregar a quem você quisesse.
ARRUDA: Ótimo.

SEGUNDO TRECHO
Arruda pergunta a José Geraldo Maciel como está a “despesa mensal com político”. Maciel explica que o pagamento é feito de forma dispersa, envolvendo várias pessoas. Arruda reclama que essa operação deveria estar unificada no próprio Maciel. São mencionados vários políticos: o presidente do PP, Benedito Domingos, os deputados Rôney Nemer e Rogério Ulysses. Algumas pessoas mencionadas não foram identificadas.

Nesse momento, JOSÉ GERALDO MACIEL entra na sala
ARRUDA: Aquele despesa mensal com político sua hoje tá em quanto?
JOSÉ GERALDO: (???) … porque como eles estão pegando mais com … daqui, do lado de cá, eles vão deixando o lado de lá e o … e o ZÉ. Vou te dar um exemplo: o PEDRO pega … pegava qunze aqui, depois do acerto passou a pegar trinta comigo e quinze com eles.
ARRUDA: com eles quem?
JOSÉ GERALDO: Com o ZÉ EUSTÁQUIO.
(…)
ARRUDA: BENEDITO tá pegando com quem?
JOSÉ GERALDO: BENEDITO DOMINGOS? Pegava com o DOMINGOS.
ARRUDA: E agora?
JOSÉ GERALDO: Não sei.
ARRUDA: Pois é, mas unificar é isso, não pode achar ninguém … é saber tudo! Nós temos de saber de um por um.
(…)
JOSÉ GERALDO: O RôNEY pega (ininteligível) … e lá onze e meio. o ROGÉRIO ULYSSES comigo cinquenta e lá dez com o OMÉSIO.
ARRUDA: Não, acabou uai!
JOSÉ GERALDO: Não, pois é. o AYTON comigo trinta e com o OMÉZIO dez. O BELINALDO, trinta e trinta.
ARRUDA: Não!
JOSÉ GERALDO: Pois é. Tá alto demais!!!
ARRUDA: Não, meu Deus!
DURVAL: O BELINALDO pequenininho daquele jeito …
ARRUDA: ZÉ GERALDO, chamar cada um e conversar: olha …uai!!!

Pacotes de dinheiro na casa do governador

27/11/2009 – 22h51

Pacotes de dinheiro na casa do governador

Rudolfo Lago, Eduardo Militão, Mário Coelho e Thomaz Pires

Em outro depoimento, também no dia 2 de outubro de 2009, os policiais militares perguntaram a Durval Barbosa Rodrigues como se dava o esquema após a eleição de José Roberto Arruda como governador do Distrito Federal. “Piorou muito”, responde Durval. Segundo ele, “a atuação do grupo chega a ser extorsiva”. O esquema, diz ele, consiste em permitir que as empresas prestem serviços sem qualquer contrato. Cria-se, então, uma situação de fato que obriga o governo a reconhecer uma dívida com a empresa e pagar a ela posteriormente.
 
Durval classifica esse esquema como “a forma mais esculhambada de burlar a Lei de Licitações”. Ele explica citando um caso da empresa de informática Linknet. “Como exemplo, a empresa Linknet trabalha há aproximadamente três anos sem contrato sequer emergencial e, ao fim, o governo se vê obrigado a reconhecer a prestação do serviço e a indenizá-la”. Nos cálculos de Durval, ao final, o valor que o GDF terá de pagar à Linknet será de R$ 37 milhões. “Que, da mesma forma, acredita que o valor a ser “devolvido” ao governador Arruda será de não menos que R$ 3 milhões”.

Os recursos são capitados de “prestação de serviços, venda de terrenos, mudança de destinação de imóveis”. Um dia antes do depoimento, declara Durval, por volta das 15h, ele presenciou “pacotes de dinheiro para distribuição em cima de uma mesa de reunião, dinheiro este que o declarante acredita que se destinava a pessoas com influência política e candidatos que obtiveram acima de três mil votos”.

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Desigualdade nas Sociedades Antigas

Arquivado em: economia — fscosta @ 00:47
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Fugindo da baixaria política. Depois do humor, agora a só a ciência salva. A ideia é  ler matérias mais “saudáveis”, e qdo digo isso, os jornais brasileiros estão compulsoriamente excluídos.

Veja por exemplo, o interessante estudo antropológico, que mostra a existência do efeito “silver spoon” (colher de prata) em sociedades antigas, que nada mais é que uma espécie de herança. Isso é importante, pq pode demonstrar que a nossa tão propalada “sociedade da informação” pode não ser capaz de produzir igualdade social.

Afinal, nada mais complexo que transferir conhecimento de pai pra filho. Então a transferência material pode ser, ainda, peça importante nesse processo de transferência de “riqueza”.

Inequality, ‘Silver Spoon’ Effect Found In Ancient Societies

ScienceDaily (Oct. 30, 2009) — The so-called “silver spoon” effect — in which wealth is passed down from one generation to another — is well established in some of the world’s most ancient economies, according to an international study coordinated by a UC Davis anthropologist.

The study, to be reported in the Oct. 30 issue of Science, expands economists’ conventional focus on material riches, and looks at various kinds of wealth, such as hunting success, food sharing partners, and kinship networks.

The team found that some kinds of wealth, like material possessions, are much more easily passed on than social networks or foraging abilities. Societies where material wealth is most valued are therefore the most unequal, said Monique Borgerhoff Mulder, the UC Davis anthropology professor who coordinated the study with economist Samuel Bowles of the Santa Fe Institute.

The researchers also showed that levels of inequality are influenced both by the types of wealth important to a society and the governing rules and regulations. Hunter-gatherers rely on their wits, social connections and strength to make a living. In these economies, wealth inheritance is modest because wits and social connections can be transferred only to a certain degree. The level of economic inequality in hunter-gatherer societies is on a par with the most egalitarian modern democratic economies.

The study may offer some insight into the not-too-distant future.

“An interesting implication of this is that the Internet Age will not necessarily assure equality, despite the fact that its knowledge-based capital is quite difficult to restrict and less readily transmitted only from parents to offspring,” Borgerhoff Mulder said.

“Whether the greater importance of networks and knowledge, together with the lesser importance of material wealth, will weaken the link between parental and next-generation wealth, and thus provide opportunities for a more egalitarian society, will depend on the institutions and norms prevailing in a society,” she said.

For years, studies of economic inequality have been limited by a lack of data on all but contemporary, market-based societies. To broaden the scope of that knowledge, Borgerhoff Mulder, Bowles and 24 other anthropologists, economists and statisticians from more than a dozen institutions analyzed patterns of inherited wealth and economic inequality around the world.

The team included three others from UC Davis — economics professor Gregory Clark, anthropology professor Richard McElreath and Adrian Bell, a doctoral candidate in the Graduate Group in Ecology.

They focused not on nations, but on types of societies — hunter gatherers such as those found in Africa and South America; horticulturalists, or small, low-tech slash-and-burn farming communities typical of South America, Africa and Asia; pastoralists, the herders of East Africa and Central Asia; and land-owning farmers and peasants who use ploughs and were studied in India, pre-modern Europe and parts of Africa.

The research is part of the ongoing Persistent Inequality project of the Behavioral Sciences Program based at the Santa Fe Institute. The project has received funding from the institute’s Cowan Endowment, the Russell Sage Foundation and the National Science Foundation.

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27/11/2009

Jorge Hage da CGU critica o anteprojeto da Lei Organica da Administracao Publica

Arquivado em: economia, politica — fscosta @ 23:07
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Eu gosto do trabalho dele (e equipe) na CGU, silencioso e eficiente. Como o Patrus Ananias no MDS.

Eu li o anteprojeto da LOAP (Lei Orgânica da Administração Pública) e achei muito bom. Avança em áreas importantes. Aumenta a liberdade do Gestor.

E o incrível é que muitas das mudanças que o Bresser não conseguiu fazer, e que estavam no Plano Diretor de Reforma do Estado poderiam ter sido feitas sem uma EC ou LC. O que me leva a concluir que o problema do Bresser foi apoio interno mesmo.

Sobre “o cerceamento do CGU” (e do TCU). O Congresso, na maioria das vezes, cria uma solução razoável. Como o Delfim diz, 90% dos PLs que entram no Congresso, saem melhorados de lá. O problema do nosso Congresso é outro.

Então vamos aguardar. O debate é vai ser no Congresso, como tem que ser.


Hage: Cercear CGU é um “absurdo” e “inaceitável” – Terra – Política

Sexta, 27 de novembro de 2009, 15h14 Atualizada às 15h30

Hage: Cercear CGU é um “absurdo” e “inaceitável”

Marcela Rocha

“Querem que nós, da Controladoria Geral da União, cuidemos se a obra foi feita, sem nos preocuparmos muito se houve direcionamento na licitação, se houve fraude, se tem nota fiscal fria, se tem preços exagerados, se houve ilegalidades. É inaceitável”.

Jorge Hage é ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), responsável pelo comando da defesa do patrimônio público e incremento da transparência da gestão no governo, órgão ligado diretamente à Presidência da República.

A Terra Magazine, o ministro critica o anteprojeto de Lei Orgânica da Administração Pública. Para ele, limita a fiscalização preventiva de órgãos como a CGU e Tribunal de Contas da União (TCU). “Isto é inaceitável”, enfatiza e lembra que essa é a função “mais importante” da Controladoria.

– Na parte em que trata de controle, esse projeto é totalmente equivocado. (…) O que certamente não vai acontecer é encaminhar esse projeto, dessa forma, ao Legislativo.

O governo contratou um grupo de juristas para reformular a Lei Orgânica do órgão. Hage concorda que era necessária a atualização tendo em vista que a lei datava de 1967. Mas reforça sua opinião sobre o capítulo que trata do controle: “é da pior qualidade”.

O ministro conta também que “tem muita gente levando invencionices, histórias inventadas” ao presidente Lula. Segundo ele, “na maioria das vezes para encobrir a própria incompetência pelo atraso das obras”. “E o que fazem? Jogam a responsabilidade nos órgãos de controle”, conclui.

Leia abaixo a íntegra da entrevista:

Terra Magazine – O senhor teceu críticas ao anteprojeto de Lei Orgânica da Administração Pública, que limita os poderes de fiscalização de obras e serviços públicos…

Jorge Hage – O projeto, encomendado pelo governo, foi feito por um grupo de juristas. No meu entendimento, na parte em que trata de controle, esse projeto é totalmente equivocado.

Onde estão os equívocos?

Ele cerceia o controle preventivo que, no meu entendimento, é o mais importante dos controles, é o que nós da CGU procuramos fazer. Eu me refiro ao controle interno, que é a nossa função na CGU, que não tem nada a ver com o TCU, que é um controle externo. Mas o projeto, na verdade, ele veta o controle preventivo indistintamente, tanto para o controle interno quanto para o externo. Isto é um absurdo do nosso ponto de vista, de quem cuida do interno, o nosso dever é, no mais possível, atuar preventivamente.

Para explicar melhor, o projeto, então, prevê o controle pelos resultados, é isso?

Isso, nós deveríamos controlar se a obra foi feita, sem nos preocuparmos muito se houve direcionamento na licitação, se houve fraude, se tem nota fiscal fria, se tem preços exagerados, se houve ilegalidades. Para nós é inaceitável. O que procuramos é combinar as duas coisas, controle de conformidade legal com controle de resultados. Outro absurdo é o projeto confundir atividade de auditoria com atividade de corregedoria. São coisas completamente diferentes, feitas, na CGU, por secretarias totalmente distintas. E pior ainda, o projeto também diz que a atividade de corregedoria só pode ser flagrada mediante denúncia. Não pode ser iniciada de ofício, o que é outro absurdo.

Por quê?

Porque temos a obrigação de, quando se toma conhecimento de qualquer irregularidade envolvendo um agente público, tomar iniciativa espontaneamente de instaurar um processo disciplinar.

O que motivou o pedido desse projeto?

O governo não pediu o projeto desta, ou daquela forma, ele contratou juristas, há dois anos atrás, em 2007. Esse estudo é da Lei Orgânica e o que eu critico é o capítulo sobre controle. Outros capítulos são muito bons. Essa Lei é um decreto lei de 1967, tem mais de 40 anos, é da época da ditadura, é preciso atualizar. Mas o capítulo sobre controle é da pior qualidade. Tem muita gente levando invencionices, histórias inventadas, na maioria das vezes para encobrir a própria incompetência pelo atraso das obras. E o que fazem? Jogam a responsabilidade nos órgãos de controle. As pessoas colocam o controle como o vilão da história para encobrir irregularidades e incompetência.

O que o senhor pode fazer ainda?

O projeto ainda será debatido amplamente dentro do governo, há a disposição de colocar em audiência pública. O que certamente não vai acontecer é encaminhar esse projeto, dessa forma, ao Legislativo.

Terra Magazine

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A Queda

Arquivado em: politica — fscosta @ 22:12

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A única forma de encarar essa baixaria na política é com humor. Mas eu já entendi tudo, o Otavinho leu o livro da Lua e só por garantia, resolveu dar uma ajudinha. Eu já tinha dito que “elas estão descontroladas“.


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Folha de São Paulo, vai para o lugar de onde nunca deveria ter saido. Pro Lixo.

Arquivado em: politica — fscosta @ 13:00

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A próxima eleição presidencial vai ser sangrenta, como nunca antes na história desse País.

A recente queda da oposição nas pesquisas, o aumento do otimismo com 2010, os últimos números do IVC, a tendência global de extinção dos jornais de baixíssima qualidade, fizeram com que a direção da FSP acelerasse o processo de auto-destruição.

A direção considera que a FSP está com os dia contados, e o futuro será o UOL. Está na hora de começar um boicote digital, sem links, sem acesso aos Grupos Folha/UOL. Faça como eu faço com a Veja. Não leio. Não acesso. Se preciso ler algo, procuro um clipping na web.

Sobre a estratégia política, é um erro monumental. Será que tem o apoio do PSDB e do Serra? Eleição não basta vencer, tem que vencer e conquistar as condições mínimas para se governar. Vcs conhecem a história. Se o jogo sujo prevalecer, como vcs acham que o Serra vai governar?

Eu pessoalmente, acho que o Serra tem amplas chances de disputar as eleições. Mas teria que se livrar dessa ala radical e mais conservadora da direita. Assim como Lula se livrou da esquerda radical e fundamentalista.

Mas ele não vai fazer isso.

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Minha Casa, Minha Vida decola. 500 mil projetos formalizados. 160 mil contradados.

Arquivado em: economia, politica — fscosta @ 07:41
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Os investidores estrangeiros já perceberam. Quem não percebeu foi a oposição. Esse é o Bolsa-Família da Dilma 2010.

Blog da Christina Lemos » Minha Casa Minha Vida, menina dos olhos de Dilma, decola e alcança metade da meta

Um dos carros chefes da campanha da ministra Dilma Roussef, o programa de financiamento de habitação popular, Minha Casa Minha Vida, decolou.

A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, comemora a marca recém alcançada: 500 mil projetos formalizados por construtoras junto à instituição. Ela representa a metade da meta de todo o programa, que é de um milhão de moradias.

Destes projetos, 150 mil já viraram contratos. O Minha Casa Minha Vida foi lançado em abril e prevê um aporte de recursos da ordem de R$ 60 bi, R$, 34 bi de subsídios.

Pelos cálculos do governo, faltam 8 milhões de casas para abrigar os brasileiros, a maior parte deles com renda até cinco salário mínimos – foco de 80% da verba do programa.

A ordem, na CEF, é acelerar o passo em 2010. O crédito imobiliário está sendo ampliado a galope. “Em 2003, tudo o que a CEF fez no ano foram R$5bi, e vamos fechar 2009 com R$ 41 bi em recursos contratados”, explica a presidente da Caixa.

Para Maria Fernanda Ramos Coelho, houve uma mudança de foco do empresariado: “anteriormente havia uma oferta de imóveis muito destinada à classe A. Agora, as construtoras passaram a perceber este enorme mercado das classes C e D”, avalia.

Isso, sem contar a mudança de foco dos políticos, embalada pelo calendário de 2010.

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26/11/2009

Superfusion

Arquivado em: economia, politica — fscosta @ 21:38
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“Chimérica”: um casamento em maus lençóis? – 08/11/2009 – International Herald Tribune

08/11/2009

International Herald Tribune

Richard Bernstein
Em Nova York (EUA)

“Superfusion” (Superfusão) – este é o título de um novo livro escrito por Zachary Karabell, que descreve como a “relação única entre a China e os Estados Unidos se tornou o eixo da economia mundial”.

Trata-se de um conceito capcioso em um mundo que luta para acompanhar o ritmo de uma economia que muda rapidamente. Ele é praticamente idêntico a outro neologismo, cunhado há alguns anos pelos historiadores da economia Niall Ferguson e Moritz Schularick para descrever a relação econômica sino-americana: Chimérica.

A China e os Estados Unidos são, sem dúvida, economias enormes com um volume de negócios imenso – US$ 150 bilhões (R$ 258 bilhões) em comércio em 2002; quase US$ 450 bilhões (R$ 775 bilhões) em 2008, e não muito menos do que isso em 2009, apesar da crise econômica. Mas os termos superfusão e Chimérica sugerem algo além dessa amplitude. Segundo a análise de Karabell, os dois gigantes se tornaram “uma hipereconomia entrelaçada e integrada”. Ou, como Ferguson colocou: a Chimérica é “o verdadeiro motor da economia mundial”.

Isso pareceria indicar que há uma ressonância, até mesmo um consenso entre eles, mas o livro de Karabell surge em um momento de debate, no qual os criadores desses novos termos estão em posições muito diferentes do espectro da opinião. Essencialmente, Ferguson alerta tanto para os perigos quanto para a fragilidade da Chimérica.

Em palestras e artigos recentes, ele culpou a Chimérica por contribuir substancialmente para a crise financeira mundial, muito embora venha argumentando que seus dias possam estar contados, possivelmente para ser substituída por novos conflitos e antagonismos.

Por outro lado, Karabell acredita que a superfusão é permanente e, sobretudo, positiva.

Ela mitigou os efeitos de uma crise global que provavelmente seria bem pior sem ela, diz. E ele acredita que a continuação da superfusão será bem parecida com sua criação, algo que aconteceu, em grande parte, fora do controle dos governos nacionais e que continuará principalmente fora de seu controle.

“Normalmente, uma época de crise como esta seria o momento perfeito para tentativas de retaliação econômica, como restrições comerciais, tarifas mais altas e coisas do tipo”, disse ele em uma conversa por telefone nesta semana. “Na verdade muito poucas coisas como essas aconteceram.” Uma razão para isso, segundo ele, é que “a capacidade de tomar medidas é muito limitada”.

As perspectivas diferentes de Karabell e Ferguson refletem algo razoavelmente coerente com as análises da China, em que especialistas que examinam os mesmos dados chegam com frequência a conclusões diferentes sobre o que a China significa para os Estados Unidos. Até questões básicas como se a China será uma parceira ou uma rival continuam sem resposta, e essa falta de resolução é ilustrada pelas perspectivas diferentes sobre a fusão dois países em uma única economia interdependente.

Ferguson é professor de história em Harvard e publicou inúmeros livros, entre eles “A Ascensão do Dinheiro – A História Financeira do Mundo” e “Colosso: Ascensão e Queda do Império Norte-Americano”.

Para ele, a Chimérica se resume a uma fórmula simples: a China economiza; os Estados Unidos gastam. Um emprestou mais de US$ 2 trilhões (R$ 3,4 trilhões); o outro tomou emprestado. “Por algum tempo”, escreveu em um artigo recente da “Newsweek”, a “Chimérica parecia um casamento celebrado no céu. Ambas as economias cresceram tão rápido que elas responderam por 40% do crescimento global entre 1998 e 2007″.

“A grande questão agora é se esse casamento está em maus lençóis”, acrescentou.

Na pior das hipóteses, Ferguson argumentou, a China poderia acabar bem parecida com a Alemanha no começo do século 20, uma potência em crescimento cujo nível de integração econômica extremamente alto com o resto do mundo não conseguiu impedir a 2ª Guerra Mundial.

“Com a China desconectada dos EUA – dependendo menos das exportações para o mercado norte-americano, a Chimérica chegaria ao fim”, escreveu Ferguson na “The American Interest Online” há alguns meses.

A posição geral de Karabell é que muito se falou sobre questões como o desequilíbrio comercial da China com os Estados Unidos e os títulos que a China tem da dívida norte-americana, enquanto outras questões foram subestimadas. Entre esses outros temas está o padrão de crescimento nas vendas para a China por parte de companhias que, essencialmente, foram salvas porque fugiram de outros mercados.

“Não se pode duvidar”, escreve em seu livro, “que as companhias norte-americanas conseguiram lucros extraordinários com o crescimento da China”, e ele inclui estudos de caso de companhias tão diversas quanto Kentucky Fried Chicken, Federal Express e Avon em seu relato.

Ao mesmo tempo, argumenta, a quantidade frequentemente subestimada de investimento norte-americano na China reduziu o impacto da crise financeira, porque esse dinheiro não foi destinado a coisas como a bolha imobiliária e seus instrumentos financeiros, como as transferências de dívidas.

Fora isso, se a manipulação da China sobre sua moeda contribuiu para formar a bolha imobiliária norte-americana – em um exemplo do funcionamento da superfusão – os empréstimos da China para os EUA também financiaram o pacote de estímulo, que evitou que as coisas ficassem bem piores.

Mas o que dizer do argumento de Ferguson de que o conflito surgirá, incitado por coisas como o desenvolvimento naval da China nos oceanos Pacífico e Índico, sua busca por recursos naturais na África – bastante reminiscente da corrida imperial do final do século 19 – e seu desejo de manter relações próximas, e até mesmo de proteção, com países bem no topo da lista de desafetos dos EUA, como o Sudão e o Irã?

“As duas economias estiveram tão entrelaçadas que nenhuma delas pode se livrar da outra sem sofrer um prejuízo considerável”, diz Karabell. “Os EUA continuam sendo não só o mercado mais importante para os bens chineses, mas também a fonte de grande parte da inovação e do investimento que alimentaram o crescimento doméstico da China. A China não só é uma fonte fundamental de fundos para os gastos do governo dos EUA, mas um mercado essencial para pequenas e grandes companhias que buscam uma nova fronteira para o crescimento.

“Laços econômicos estreitos não impedem o conflito”, disse ele, “mas não há sinais de nenhum dos lados de que o conflito é desejável ou factível, e a fusão econômica é a principal razão disso”.

Tradução: Eloise De Vylder

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Chimérica

Arquivado em: economia, politica — fscosta @ 21:31
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Internacional – CartaCapital

Nos limites da ‘Chimérica’

20/11/2009 12:49:13

Luiz Gonzaga Belluzzo

Há poucos anos, um grupo minoritário de observadores notou que, em sua grande tela, a história desenhava uma relação peculiar entre a China e os Estados Unidos. O historiador Niall Ferguson, por exemplo, cunhou a expressão “Chimérica” para designar a natureza das relações comerciais, produtivas e financeiras que se desenvolviam entre a China e os Estados Unidos.

Digo “parcialmente” porque Ferguson tratou logo de esclarecer em vários artigos e livros que Chimérica ia além de um neologismo inteligente. Ele falava da quimera, monstro híbrido, parte leão, parte bode e parte serpente. “A Chimérica consiste fundamentalmente na combinação entre o desenvolvimento chinês, comandado pelas exportações, e o superconsumismo americano(…) Por certo tempo, a Chimérica não parecia um monstro, mas um casamento concertado no paraíso. O comércio global ‘explodiu’ e o preço dos ativos foi às alturas.”

Escrevi muitas vezes sobre o tema em CartaCapital, mas vou aborrecer o leitor com algumas repetições: a “monstruosidade” Chimérica, acusada por Ferguson, é tão somente a culminação de um longo processo de transformações da economia global no pós-guerra. É a exasperação das formas de articulação e do modo de crescimento da economia global na segunda metade do século XX.

O aturdido historiador imagina monstruosa a expansão mundial do capitalismo sob a hegemonia americana. Ela mudou a divisão internacional do trabalho e o esquema centro-periferia proposto pela hegemonia inglesa. Na Pax Britannica prevalecia a divisão clássica entre um “centro” industrializado e uma periferia produtora de matérias-primas. Já a economia continental norte-americana, desde o século XIX, é simultaneamente grande produtora de manufaturas, matérias-primas e alimentos. A sua hegemonia não se exerceu – nem se exerce – mediante o comércio, mas pela expansão da grande empresa.

No segundo pós-guerra, é a expansão da grande empresa que promove a ampliação dos fluxos comerciais entre os países. Na verdade, a primazia cabe às relações de comércio inter e intra firmas. Esse movimento primeiro envolve a Europa e a América Latina. Avança, mais tarde, para o Pacífico. Ao chegar à Ásia, altera profundamente a divisão internacional do trabalho: a região se torna produtora competitiva de manufaturas e importadora de matérias-primas e alimentos.

A partir das reformas empreendidas no final dos anos 1970, a China torna-se formidável produtora e processadora de peças e componentes, inunda os mercados de bens de consumo e equipamentos baratos e inicia uma escalada de graduação tecnológica. Conforma-se na Ásia uma mancha manufatureira, grande importadora de matérias-primas, que pulsa em torno da China. A partir daí, o mundo presencia o nascimento da Chimérica, um cataclismo na divisão internacional do trabalho.

Mas a história da economia mundial, desde meados dos anos 40, não pode ser contada sem a compreensão das peripécias do dólar em seu papel de moeda de faturamento nas transações internacionais e de ativo de reserva universal. No imediato pós-guerra, sob a égide de Bretton Woods, o poder do dólar conversível sustentou três processos simultâneos: 1. O déficit na conta de capitais, produto da expansão da grande empresa americana, garantiu o abastecimento da liquidez requerida para o crescimento do comércio mundial. 2. Daí, a reconstrução dos sistemas industriais da Europa e do Japão. 3. A industrialização de muitos países da periferia, impulsionada pelo investimento produtivo direto em conjugação com políticas de desenvolvimento nacional.

Os desequilíbrios crescentes do balanço de pagamentos americano levaram à breca o sistema de conversibilidade e taxas fixas de Bretton Woods, ao impor a desvinculação do dólar em relação ao ouro em 1971 e a introdução das taxas de câmbio flutuantes em 1973. A continuada desvalorização do dólar nos anos 70 colocou em apuros a economia mundial.

A regeneração do papel do dólar como standard universal foi efetivada mediante uma elevação sem precedentes das taxas de juro, em 1979, nos EUA. O fortalecimento do dólar, como moeda de reserva e de denominação das transações comerciais e financeiras, promoveu profundas alterações na estrutura e na dinâmica da economia mundial. A força do dólar estimulou a redistribuição da capacidade produtiva na economia mundial – sobretudo na indústria manufatureira – e ampliou os desequilíbrios nos balanços de pagamentos entre os EUA, a Ásia e a Europa, bem como o avanço da chamada “globalização financeira”.
Na condição de gestor da moeda reserva, os EUA gozaram do privilégio de atrair recursos para os seus mercados financeiros e de manter taxas de juro moderadas. Essa combinação de virtudes propiciou a emergência de dois fenômenos correlacionados: 1. A expansão do gasto das famílias amparado no crédito abundante e na inflação de ativos. 2. A acumulação de reservas nos países asiáticos, como contrapartida da ampliação dos déficits em conta corrente dos EUA. O gasto americano movido a crédito determina a “poupança” dos chineses, que, por sua vez, fornecem o funding para os déficits gerados nos Estados Unidos, tanto o público quanto o privado.

A Chimérica concedeu aos Estados Unidos a liberdade para a adoção de políticas monetárias e fiscais generosas, fontes das taxas elevadas de crescimento. A inflação de ativos propiciou as delícias do efeito-riqueza para fruição das famílias viciadas no endividamento e no hiperconsumo. A cada ciclo de expansão elevava-se o déficit em conta corrente e, assim, engordavam as reservas chinesas. (A farra culminou na crise atual.)

Diante das assimetrias estruturais da economia global, a almejada correção de desequilíbrios mediante o “re-alinhamento” entre as moedas é, sim, quimérico. A dita correção, dizem alguns, passa necessariamente por uma “redistribuição” de déficits e superávits entre as regiões envolvidas. O realinhamento entre o dólar e o yuan, segundo os otimistas, promoveria a ativação das fontes de crescimento domésticas na China e, consequentemente, a moderação da estratégia exportadora chinesa, compensada por um reequilíbrio da conta corrente americana.

Mas os advogados da valorização do yuan (e, consequentemente, da desvalorização do dólar) ignoram o choque negativo de oferta desferido sobre os custos manufatureiros, por conta da mudança de preços relativos. Para recupe-rar a competitividade e o emprego dos americanos, diante da baixa probabilidade de uma redução dos salários reais, a desvalorização do dólar em relação ao yuan terá de ser suficientemente drástica para “ajustar” os custos salariais americanos aos chineses. A Chimérica parece ter chegado a seus limites, assim como a fórmula americana do pós-guerra. O yuan subvalorizado é a outra face da supremacia do dólar.

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Backup de Itaipu custaria R$ 600 milhões por mês

Arquivado em: economia, tecnologia — fscosta @ 12:43
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“Itaipu”


Isso a mídia não vão divulgar. Escandalizam o blecaute (ok, cobrar explicações e soluções pro Governo é uma coisa, comparar com o apagão de 11 meses e -2% no PIB é outra coisa totalmente diferente).

Mas escondem a discussão relevante. Eu não estou nem ai pra briga política. Eu quero é um País melhor pros meus filhos e netos. Eu quero é planejamento para uma política energética de longo prazo.

O “apagão tucano” foi fruto da incompetência (cortes lineares no orçamento) e da arrogância (não deram ouvidos há diversos avisos). O “blecaute petista”, é bem provável, foi um misto de incompetência (shit happens tem que ser uma lema pra quem governa) e azar (tudo indica que foi fruto de um evento climático que derrubou a linha de transmissão de Itaipu).

Dado que o nosso (não tão ruim qto dizem) sistema elétrico é dependente de Itaipu e interligado (e isso  aumenta o risco, mas reduz as tarifas) prevenir eventos como esses é possível, mas tem um preço.

Então, vcs aceitam pagar a conta de um sistema mais seguro (Smart Grid, Backups, Matriz mais suja, etc)? Aceitam que isso seja feito agora? Concordam com mais Usinas Nucleares, como eu aceito?

Essa é discussão tem que ser feita com a sociedade brasileira. Mas não vai. É uma pena.

Backup de Itaipu custaria R$ 600 milhões por mês

Mário Coelho

O presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse nesta quinta-feira (26) que um sistema de backup para Itaipu custaria R$ 600 milhões por mês. Ele impediria blecautes como o que ocorreu em 10 de novembro. O sistema é composto por usinas térmicas auxiliares a Itaipu, e seria ativado no caso de apagões. “É antieconômico e geraria impacto para o consumidor”, disse Chipp, reafirmando a ideia de inviabilidade que já tinha sido passada pela ministra Dilma Rousseff na época do blecaute.

A declaração do presidente do ONS ocorreu durante audiência pública na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado. Chipp afirmou que em 40 anos de carreira nunca tinha visto três curto-circuitos acontecerem em um período tão curto de tempo, o que provocou o blecaute em 18 estados.

Chipp descartou qualquer possibilidade de que tenha ocorrido sabotagem ao sistema. O chamado apagão foi causado por “problemas técnicos”, segundo ele. O ONS ainda estuda as causas do blecaute. Chipp não descartou a possibilidade de um raio ter causado o apagão.

Ele destacou que as descargas elétricas com menor potência podem ser mais nocivas ao sistema do que raios fortes, porque esses são mais bem capturados por pára-raios.

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Paramilitares estão mais ativos que as Farc na Colômbia, diz relatório

Arquivado em: politica — fscosta @ 12:08
BBC Brasil – Notícias – Paramilitares estão mais ativos que as Farc na Colômbia, diz relatório

América Latina

Paramilitares na Colômbia. Foto AFP

Os paramilitares realizaram mais ações ofensivas desde 2008

Um relatório divulgado nesta quarta-feira em Bogotá sugere que os grupos paramilitares de direita estão mais ativos no país do que os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Segundo o documento da ONG Corporación Nuevo Arco Íris, os dois grupos estariam se fortalecendo, mas desde 2008 as milícias de direita teriam sido responsáveis por mais ataques do que os rebeldes.

“Desde o início de 2008, as ações unilaterais por ano dos grupos chamados neoparamilitares têm sido maiores do que as realizadas pelas Farc”, disse à BBC Mundo Mauricio Romero, diretor do Observatório do Conflito da ONG.

Romero estima que as Farc possuam hoje cerca de 8,5 mil homens armados, o Exército de Libertação Nacional (ELN), 2,2 mil, e as forças paramilitares teriam aproximadamente 11 mil efetivos.

Segurança

O documento sugere que o governo de Álvaro Uribe deve pensar em outras formas, que não a militar, para superar o conflito armado, já que, segundo a ONG, a ofensiva militar contra os rebeldes “parece ter chegado a um limite”.

“Parece que a política de segurança democrática chegou a um limite em termos de resultados militares. Daí em diante só existem duas alternativas: ou aprofundamos a guerra ou se escolhe outro caminho como uma saída por via negociada”, disse o analista da Nuevo Arco Íris, Ariel Fernando Ávila.

Mauricio Romero sugere que o governo colombiano se equivocou quando enfocou sua política de segurança democrática “somente nas Farc”.

“A política tem sido limitada frente à guerrilha pela capacidade de adaptação que demonstraram os rebeldes e tem se demonstrado limitada frente aos grupos neoparamilitares, porque agora há mais presença nas cidades”, disse.

Críticas

As conclusões do relatório da ONG Nuevo Arco Íris não são compartilhadas por outros analistas colombianos.

Para Alfredo Rangel, diretor da entidade acadêmica autônoma Fundación Seguridad e Democracia, a ONG responsável pelo documento tem uma leitura “politicamente interessada” sobre o que está acontecendo na Colômbia.

“Não é possível que eles considerem um campo minado como uma ação ofensiva da guerrilha, como é algo tipicamente defensivo. Se o Exército e a polícia não estivessem atrás da guerrilha, os campos minados não explodiriam”, afirmou o analista.

Rangel admite que houve um aumento no número de ações guerrilheiras, mas que não são de “grande envergadura” como anteriormente.

Ele também repete o que o governo de Uribe vem dizendo nos últimos anos, que os “paramilitares desapareceram da Colômbia”.

“Já não há grupos civis armados combatendo a guerrilha, agora há grupos armados a serviço dos narcotraficantes, que muitas vezes estão aliados à guerrilha”, disse.

Claudia López, uma das autoras do relatório, disse que apesar de que o número de paramilitares atuando no país já não chega aos 35 mil em atividade em 2002, eles seguem sendo uma força cujo poder não se pode ser depreciado, porque “possuem muito dinheiro”.

* Com informações de Hernando Salazar

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Não é a primeira vez que o UOL distorce matéria do jornalista Jer Glüsing, do Der Spiegel

Arquivado em: politica — fscosta @ 07:17

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Quem acredita em coincidências? Na procura pelo twitter do autor da reportagem do Der Spiegel, Jer Glüsing, “Pai dos Pobres” provocou milagre econômico no Brasil (tb não gosto da expressão usada, muito pelo contrário) para perguntar se o Uol tinha autorização do Der Spiegel para alterar as fotos da matéria original. Descobri algo fantástico.

O UOL já tinha aprontado outra dessas com o pobre jornalista, em outra matéria (Combatendo o crime e o alcoolismo na Amazônia). Ele foi acusado pelo Altino Machado de ter mentido qdo disse que a “Ministra do Meio Ambiente caçava”. Ele respondeu no post explicando que o erro foi na tradução do alemão para o inglês (o UOL não deve ter tradutores do alemão pro português).

Então, parece que se o UOL faz esse serviço porco, que compromete a idoneidade de um jornalista estrangeiro, ou é por incompetência. Ou é por má-fé.

Pobre do jornalista que é acusado por algo que não fez. Então se o UOL for reproduzir (rs) algo seu, abra o olho.

Altino Machado

DER SPIEGEL MENTE

O jornalista Jens Glüsing, correspondente para a América Latina da revista alemã Der Spiegel, se revelou um mentiroso de alto quilate.

Na reportagem “Combatendo o crime e o alcoolismo na Amazônia”, entre outras invencionices sobre a região, afirma que “a ministra do Meio Ambiente gosta de caçar”.

Afirmar que Marina Silva gosta de caçar já é delirium tremens quando comparado ao relato de Larry Rother, o correspondente do New York Time, que revelou ao mundo a queda de Lula por cachaça.

Marina Silva precisa orar mais após os ataques do governador Zeca do PT e do delirante Glüsing. Para ler a reportagem, assinantes do UOL devem clicar aqui.

Gostaria de acreditar que Luiz Roberto Mendes Gonçalves, do UOL, se equivocou ao traduzir o texto. A foto acima, publicada por Der Spiegel, é de Michael Ende/Bilderberg.

Publicado por ALTINO MACHADO às 19:19

2 comentários:

Lucas Matheron disse…

Realmente, a tradução é real, está escrito com todas as letras…

<<…the environmental minister likes to hunt;…>>

http://service.spiegel.de/cache/international/spiegel/0,1518,385613,00.html

Em tempos de ‘Governança’, há de se perguntar qual é o propósito dessa ‘democratização do Poder’… Sob pretexto de transparência, parece que tudo está se tornando cada vez mais nebuloso…
Afinal, como sempre se perguntava o velho Sherlock Holmes : “Para quem é que serve o crime?”
8:14 AM

Jens Glüsing disse…

Caros Leitores da minha reportagem sobre o Tumucumaque: Na reportagem em DER SPIEGEL que saiu originalmente em Alemao eu nunca escrevi que a Marina Silva gosta de cacar. A passagem no texto se refere ao secretario de meio ambiente do estado de Amapá, uma informacao que varias fontes em Macapá confirmaram. O erro aconteceu na traducao: Secretario de Estado em Alemao é “Minister”, mesmo nao sendo do governo federal. Na traducao para o inglés, que sirviu como base para a traducao ao Portugues, eles usaram a palavra “Minister”, uma palavra que nao tem sexo, por isso o tradutor provavelmente achou que eu me refería a Marina Silva. Eu sinto muito este erro, mas realmente nao era nem é minha intencao de falar que Marina Silva é cacadora. Espero que a UOL corrige este erro na traducao. Jens Glüsing
1:28 PM

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25/11/2009

Um pouco de teoria econômica

Arquivado em: economia — fscosta @ 20:58

BNDES ILLIMITED?

Um pouco de teoria econômica!

Economia Clássica/Keynesiana/Kalekiana/Monetarista/NeoliberalFuncional

A Era Keynesiana surgiu em 36, quando Keynes apresentou seu famoso trabalho: “Teoria geral do emprego, do juro e da moeda”. Surge o princípio da Demanda Efetiva, nele a economia poderia se encontrar em equilíbrio em qualquer ponto abaixo da situação de pleno emprego e da plena utilização da capacidade instalada. Em Depressão só a atuação do Estado realizando Gastos, até supérfluos, poderia reavivar a Economia, já que os investimentos privados estariam totalmente desestimulados.

Isso derrubou o dogma da economia neoclássica de Say com sua famosa síntese: “A oferta cria sua própria procura”, que pregava que a economia deixada livre sem interferência governamental sempre estaria em equilíbrio na situação máxima de pleno emprego e plena utilização da capacidade instalada (situação de longo prazo). Na Depressão de 30, tudo isso veio abaixo, principalmente por uma questão que não estava presente na teoria neoclássica. Nela os consumidores consomem e/ou poupam e os empresários produzem e/ou investem. Na crise, entretanto, surgiu o terceiro estado de sentimento: “preferir estar líquido”, definido como preferência pela liquidez, ou seja, todos diante de uma deflação de preços e risco de quebras de bancos, preferiam manter os recursos guardados debaixo do colchão. Isso por si só valorizava o dinheiro e consequentemente aumentava a depressão.

O presidente Roosevelt, nos EUA, antes mesmo da teoria Keynesiana, fez o que tinha que ser feito, fez o Estado gastar e realizar obras; e o presidente Vargas também, no Brasil, fez o que tinha que ser feito, fez o Estado comprar café e queimá-lo, lançando o Brasil na era da industrialização.

Então, a teoria Keynesiana respaldou as atuações anteriores de Roosevelt e de Getúlio Vargas, onde o Estado realizando Gastos acima da Arrecadação elevaria a Demanda e a Renda. Também estava instaurada a “Era da Incerteza”, ou seja, a Demanda passa a ser estatisticamente indeterminada, diferente da Oferta de Say, que era definida conforme uma distribuição determinística (conhecida pelos empresários de acordo com a experiência e a observação dos períodos anteriores, sem assimetria de informações).

Keynes provinha dos clássicos e mantinha os seus preceitos, ou seja, livre mercado, concorrência perfeita, o que ele queria, na verdade, não era revolucionar ou mudar o sistema, o que ele queria era manter o capitalismo com as salvaguardas governamentais. Já o polonês Kalecki, contemporâneo de Keynes, vinha de uma linhagem socialista, mas não ortodoxa. Também descreveu o princípio da Demanda Efetiva, só que, com seus preceitos, considerava a concorrência imperfeita; para ele as economias se distinguiam pelo grau de monopólio das atividades produtivas e, obviamente, reconhecia a atuação do Estado. A distribuição da renda (Y), na sua concepção, era funcional, ou seja, entre as duas classes: trabalhadores auferindo Salários (S) e os capitalistas, os Lucros (L), e, não, como em Keynes que todos eram indivíduos (sem distinção de classes econômicas), que consumiam e investiam. Então, numa economia fechada: DE=Y; sendo DE= C+I+GG e Y= S+L.

A teoria de Kalecki, mais explicativa do que a de Keynes, partia de certas premissas que ele cunhava em frases. Exemplo de uma delas:

“Os Trabalhadores gastam o que ganham (S = C) e os Capitalistas ganham o que gastam (I = L)”.

Então a partir da frase, eliminando C e S, que são iguais e rearrumando a equação, sobra que L = I + GG, ou seja, o lucro dos empresários advém de seus próprios gastos em Investimentos (I) e dos Gastos do Governo (GG).

E ainda duas questões são comuns e revolucionárias no pensamento Kalecki/Keynesiano: o Investimento gera sua própria Poupança ex-post e Gastos Públicos antecedem e geram Impostos! Eles estão dizendo que a Demanda (DE) e, consequentemente, a Renda (Y) dependem do Investimento (I) e dos Gastos do Governo (GG).

Então, por que os empresários reclamam da presença do Estado na Economia, se eles são os beneficiários e se atuação do Estado aumenta a Renda (Y) e, consequentemente, seus lucros (L)? Kalecki explica, em resumo, que a resposta é política, ou seja, que apesar de serem beneficiados, os empresários querem manter o Governo sob seu controle, abrem mão da maximização dos lucros(L) e da plena utilização da capacidade, porque isso significa o pleno emprego e a emancipação dos trabalhadores. Isso está registrado no magistral artigo: “Os Aspectos Políticos do Pleno Emprego”, de 1944(Em anexo).

No pós-guerra, com a recuperação da economia européia, todos passaram a ser Keynesianos, inclusive os conservadores “clássicos” tiveram que engolir.

Só que eles não estavam mortos, em 1973, na crise do petróleo, voltaram, devagarzinho, como vocês sabem, com o “monetarismo” de Friedman, com as “expectativas racionais” de Lucas e finalmente com o neoliberalismo dos anos 90 e a velha cantilena do Estado mínimo, já que na velha teoria de Say, como a economia estava sempre à plena capacidade, os gastos do Estado “perdulário” tirariam lugar do investimento privado – efeito “crowding out”. Não satisfeitos, ainda introduziram a tese desumana de que existe uma “Taxa natural de desemprego” que mantém a inflação e a economia em equilíbrio.

O que aconteceu, vocês já sabem! Em 15 de setembro de 2008, com a quebra do Lehman Brothers, 80 anos após o último “crash”, a história se repetiu, o eficiente setor financeiro privado precisou da atuação do Estado como o “assegurador de última instância” do sistema capitalista.

Agora, todos recorrem à Minsky, que em resumo descreve, em sua tese “Uma Hipótese de Instabilidade Financeira”, que os ciclos capitalistas terminam em estouro de “bolhas”, no qual só a presença do “Grande Governo (Estado)” e do “Grande Banco ( Bancos Oficiais)”, atuando como “emprestadores de última instância”, seguram o sistema até a próxima crise.

As “Finanças Funcionais” do economista keynesiano, Abba Lerner, falecido em 1982, são uma versão mais radical de Keynes, quando esse advoga que a presença do Estado serve para tirar a economia da recessão. Lerner, aluno de Keynes, teoriza dizendo que a atuação do Estado, através de gastos (déficits públicos) e política monetária ativa são funcionais na medida em que provocam efeitos expansivos na economia e à levam ao pleno emprego, ou seja, políticas públicas devem ser usadas funcionalmente de forma permanente e complementar à instabilidade do investimento privado (efeito contrário ao “crowding out”)! “Finanças Funcionais” têm um senso irônico de se contrapor às Finanças Saudáveis, que pregam o equilíbrio fiscal e o Estado mínimo.

Atualmente, um dos mais proeminentes representantes dessa corrente é Randall Wray, que esteve aqui no BNDES em meados de 2008. Ele foi aluno de Minsky e advoga uma tese muito interessante – O Governo como “empregador de última instância” (EUI), que seria uma grande bolsa trabalho, onde o exército excedente de mão de obra teria direito ao emprego a um salário nominal fixo. O EUI seria uma âncora dos preços e regularia o mercado de mão de obra. Wray considera antiética a tese da “taxa natural de desemprego”. Ele tem um livro traduzido pelo economista José Carlos de Assis: “Trabalho e Moeda Hoje”, fácil de ser lido e bem explicativo das Finanças Funcionais.

Em resumo o pensamento síntese da nova era Keynesiana é: “Investimentos e Gastos Governamentais geram sua própria poupança e impostos”!

Por quê? Porque, na economia atual, poupança provém do crédito elástico e endógeno que o sistema financeiro produz! E os impostos provêm do efeito multiplicador dos Investimentos e Gastos do Governo!

Então, por que o crédito encontra-se paralisado na economia americana? Porque, lá, ao contrário do Brasil, eles não têm Bancos Oficiais para emprestar ao setor real, e como já explicamos, o setor financeiro prefere especular mundo afora!

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Quanto ganha um cartório?

Arquivado em: politica — fscosta @ 12:26
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“Minha visão de um Notário”

Será que só uma minoria se incomoda com os “serviços notariais”? Parece que esse é um exemplo da quantidade de reformas microeconômicas que ainda temos que fazer para nós tornamos “desenvolvidos”.


O Raphael, do Políticaetc, deu um exemplo de como funciona nos EUA. É constrangedor.

Quanto ganha um cartório? – Ricardo Noblat: O Globo

Difícil saber. Seja cartório com titular, seja com substituto. Seja registro de pessoas naturais, seja de imóveis.

Conhecer quanto fatura um cartório é relevantíssimo. É nos cartórios que temos o primeiro contato com a legalidade.

Pessoas são registradas quando nascem, casam-se, separam-se, falecem. São registradas as propriedades imóveis e suas transferências.

Autenticam-se cópias, reconhece-se firma. Protesta-se. Não temos opção. Sem cartório inexiste cidadania.

Transparência é a regra para os orçamentos da república. Das sociedades anônimas, ONGs, partidos políticos, fundações. Pela Resolução 79 do CNJ, agora o Poder Judiciário é obrigado a ter, em seus sites, orçamentos e despesas. Transparência, como dissemos, é a regra.

O art. 70, parágrafo único, da Constituição é amplo. Deve prestar contas toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que lide com recursos públicos ou que assuma obrigações de natureza pecuniária em nome da União.

Mas transparência ainda não é para os cartórios. Como os titulares são pessoas físicas, não têm balanços a mostrar a ninguém.

Não há lei ou resolução de Corregedorias ou do CNJ que os obriguem a informar quanto ganharam e quanto gastaram. Só o imposto de renda tem acesso.

O CNJ tem os dados de faturamento bruto de todos os cartórios do País. Mas não tem as despesas, os investimentos realizados por cada um.

Segundo os dados do Conselho, o faturamento bruto dos cerca de 12.000 cartórios existentes está assim distribuído: 5.265 têm receitas de até cinco mil reais por mês. 1.427 têm receitas entre cinco mil e dez mil reais por mês. 2.835 têm receitas entre dez mil e cem mil reais a cada mês. 629 geram entre cem mil e quinhentos mil. 103 cartórios geram mais de quinhentos mil reais por mês, sendo que alguns geram mais de dois milhões.

Desses valores, entre 30% e 50% vão para o Estado ou para o Tribunal de Justiça, nos chamados emolumentos, dependendo do Estado e do tipo de ato. Até aqui tudo muito transparente.

Mas e depois? O que é feito como valor que sobra, esses 50% a 70%? Ninguém sabe. Há cartórios com boa estrutura, com serviço rápido, informatizado, bom atendimento, boa equipe de funcionários.

Mas há muitos cartórios com péssimo atendimento, demorados e, o pior, sem a devida segurança ou garantia de que os documentos estão, e estarão, sempre bem armazenados.

Uma das causas da reação negativa da sociedade contra os cartórios é justamente esta: o desconhecimento induz a imaginação – todos os cartórios geram milhões.

São tão lucrativos que os que estão à sua frente irregularmente são capazes até de sustentar a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional completamente inconstitucional, como no caso da PEC 471.

Mas a realidade é que os cartórios são muito desiguais em seus desempenhos, receitas e despesas.A maioria não gera mais do que 10 mil reais por mês, bruto, sem considerar as despesas. Alguns poucos geram milhões.

Saber o resultado operacional de um cartório é fundamental para que a sociedade verifique se os valores pagos estão sendo investidos em melhorias no atendimento, em informatização, em segurança nos documentos.

É importante detectar os cartórios que geram muito pouco e que precisam de ajuda para melhorar o serviço prestado.

Em São Paulo foi realizada pesquisa pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – FIPE, que constatou crescente melhoria de atendimento naquele Estado com relação à qualidade do serviço.

O atendimento recebeu nota média de 8,6; o tempo de atendimento foi baixo (55% declararam ter sido atendidos em menos de 15 minutos) e até mesmo aos custos (48% dos entrevistados declararam que os preços são justos) foram bem avaliados.

Sem estes dados, não se pode ter uma política de administração de cartórios que vise à remuneração razoável, mas não excessiva, e os serviços eficientes e modernizados.

Os benefícios a todos seriam enormes se as regras de informação online da Resolução 79 do CNJ fossem estendidas aos cartórios. Seria benéfico para a sociedade, pois se poderia fiscalizar se determinado cartório, com atendimento deficitário, estaria enfrentando problemas por conta de baixo faturamento ou se os recursos estariam sendo mal aplicados.

Seria benéfico para a maioria dos cartórios do País, que têm receitas brutas baixas, de até dez mil reais por mês, pois poderiam pleitear junto aos tribunais suporte para sua estruturação.

Seria benéfico, inclusive, para os titulares de serventias que investem em sua estrutura e atendimento, pois seu padrão de serviço poderia servir de base comparativa para os demais.

Só reclamariam aqueles que preferem manter um atendimento ruim à custa de lucro excessivo, ou aqueles que praticam irregularidades, como cobranças fora dos valores tabelados.

É preciso dados e transparência capazes de separar o joio do trigo. Ajudaria a todos: sociedade, tribunais e aos próprios titulares.

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